A estratégia do conta gotas #USDBRL
Desde que Donald Trump voltou à Casa Branca, a China retornou ao centro do debate econômico global. Não por retórica, mas por método. O episódio do chamado “Liberation Day”, em abril, marcou o auge do barulho: uma escalada de tarifas respondida com novas tarifas, em uma sequência quase infantil que levou as alíquotas recíprocas a níveis próximos de 135%. Um número economicamente inviável, mas politicamente ruidoso. Serviu ao espetáculo, não à economia. Passada a fase do choque, o roteiro mudou. As negociações voltaram a acontecer de forma discreta, técnica, quase invisível. O mercado fez o que sempre faz quando o excesso fica evidente: ajustou expectativas e voltou a precificar os dados. Esse contraste revela a diferença central entre os dois lados. Os Estados Unidos operam no impacto imediato. A China opera no tempo. Trump gosta do gesto grande, da manchete, da reação instantânea dos preços. Pequim prefere o movimento incremental, contínuo, difícil de datar. Não busca o choq...