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Warsh será um "yes man"? #USDBRL

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Desde sexta-feira, o mercado passou a girar em torno de um único nome: Kevin Warsh. A indicação para a presidência do Federal Reserve foi rapidamente transformada em explicação para tudo — da queda histórica da prata ao recuo do ouro e à oscilação do dólar. A narrativa foi direta: os metais caíram porque Warsh seria duro com juros. Mas por trás dessa leitura apressada surge a pergunta que realmente importa: ele será independente ou apenas mais um presidente do Fed pressionado pela política. O Mosca não ignora que a notícia serviu de gatilho. Mas gatilho não é causa estrutural. Em ativos que vinham subindo de forma quase vertical, qualquer evento vira desculpa para realização. O erro está em confundir correção técnica com mudança de regime monetário. Quando o investidor olha apenas para o preço do ouro e tenta extrair dali uma conclusão sobre política monetária, acaba lendo o termômetro errado. Metais refletem expectativas, medo, excesso especulativo e, muitas vezes, puro movimento ...

A lua de mel da IA acabou #nasdaq100 #NVDA #OURO #EURUSD

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  Durante dois anos, a inteligência artificial foi o passe livre para o mercado esquecer o básico. Bastava um CEO encaixar “AI” em duas frases — e o valuation se comportava como se o resto do mundo tivesse sido dispensado por decreto. O investidor comprava a história e, junto com ela, comprava a esperança de que produtividade, margens e crescimento chegariam por osmose. Só que 2026 começou a mostrar uma coisa bem menos romântica: a festa continua, mas agora alguém está pedindo o extrato. Essa virada não tem nada de mística. Ela é a consequência natural de qualquer ciclo de tecnologia quando sai da fase do “isso vai mudar tudo” e entra na fase do “ok, e quanto isso gera de caixa?”. O Deutsche Bank chamou esse momento pelo nome: a “lua de mel” da IA acabou; a tecnologia sobrevive, mas este será o ano mais difícil até aqui, porque três forças se encontram ao mesmo tempo: desilusão (promessas maiores que entregas), deslocamento (gargalos físicos e de custo) e desconfiança (política, ...

Nada a declarar #OURO #GOLD #EURUSD

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  Em um dos momentos mais politizados da história recente do Federal Reserve, Jerome Powell escolheu o silêncio como instrumento de política monetária. Em vez de sinalizações, promessas ou embates públicos, adotou a postura de quem sabe que qualquer palavra fora do lugar vira munição política e financeira. Como numa audiência judicial em que o depoente se protege com o famoso “nada a declarar”, Powell atravessou a coletiva devolvendo perguntas e mantendo o foco estritamente nos dados. A decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto veio como o mercado previa: juros mantidos no intervalo de 3,5% a 3,75%, nenhum ajuste relevante no balanço e nenhuma orientação futura. A economia segue crescendo, o mercado de trabalho continua firme e os riscos de inflação e de desaceleração estão, segundo o Fed, mais equilibrados. Tradução prática: não há motivo para mexer na política monetária agora. Esse comportamento não foi casual. Em meio a pressões por cortes mais rápidos, investigações e per...

Febre especulativa #IBOVESPA

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  Nos últimos anos o mercado passou a tratar retornos extremos como se fossem normais. Ganhos de 20%, 50% ou até 100% ao ano deixaram de ser exceção estatística para se tornarem expectativa implícita de sucesso. Gary Mishuris lembra que, historicamente, os retornos reais sempre foram muito mais modestos: ações entregaram algo próximo de inflação mais 6,5% no longo prazo, títulos públicos pouco acima da inflação e caixa praticamente apenas preservou poder de compra. Esse padrão não é limitação do sistema financeiro, mas sua natureza. Quando investidores extrapolam períodos excepcionais como regra permanente, a percepção de risco se distorce. Estratégias passam a ser construídas não para atravessar ciclos, mas para capturar movimentos rápidos. A disciplina cede lugar à narrativa e o processo de investimento passa a ser medido por resultados de curto prazo, não por consistência. Mishuris destaca que o foco deveria estar no processo — tempo dedicado à análise, critérios elevados de...