All in em equities #SP500
Mesmo quem não conhece os detalhes do pôquer já ouviu falar do “all in” — a jogada de quem acredita ter a melhor mão da mesa e aposta todas as fichas de uma vez. Talvez seja a hora de fazer o mesmo com a carteira: alocar 100% em ações. A partição mais usada entre ações e renda fixa é o 60/40 — 60% em ações, 40% em renda fixa. O modelo se mostrou eficiente ao longo do tempo, mas nem sempre, como vou mostrar adiante. A lógica sempre foi a correlação negativa entre os dois ativos: quando a bolsa caía forte, o dinheiro corria para o título público, o preço subia, e essa correlação negativa amortecia a queda da carteira inteira. Nunca foi sobre retorno — renda fixa raramente rendeu mais que bolsa — e sim sobre proteção. Acontece que ultimamente essa correlação não só deixou de ser negativa como virou positiva: os dois ativos andam juntos, não existe mais proteção nenhuma. O que explica isso não é o nível da inflação, como seria tentador supor — ela caiu a década de 1990 inteira e a correlaç...