A opinião está no fluxo #USDBRL
Pouco importa a narrativa quando ela não se converte em alocação efetiva de capital. O câmbio, mais do que qualquer outro mercado, reage diretamente a fluxo. E o que se observa nos últimos meses é uma mudança objetiva de comportamento dos investidores globais em relação ao dólar. O ponto central destacado por Robin Brooks não é venda de ativos americanos, mas aumento expressivo de proteção cambial. Os fluxos para ações e títulos dos Estados Unidos seguem elevados, porém acompanhados por vendas de dólar no mercado futuro. Ou seja, investidores mantêm exposição aos ativos, mas neutralizam o risco da moeda. Essa dinâmica é fundamental porque o estoque de ativos americanos em mãos estrangeiras é gigantesco quando comparado aos fluxos mensais de entrada. Pequenos ajustes de hedge sobre esse estoque produzem movimentos relevantes no câmbio, sem necessidade de saída física de capital. O segundo vetor é a mudança nos diferenciais de juros futuros. Desde o episód...