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"Very, very strong" #OURO #GOLD #EURUSD

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  Há momentos em que o mercado inteiro parece prender a respiração esperando uma única frase. E ontem, quando Jensen Huang apareceu no palco, foi exatamente isso que aconteceu. Trump podia estar discursando, o mundo podia estar girando, mas nada era mais relevante para o mercado do que a resposta do homem que comanda a maior beneficiária direta da revolução da inteligência artificial. Ela veio curta, seca e poderosa: “a demanda de chips is very, very strong.” Nesse instante, estava dado o tom. A mensagem não era apenas sobre demanda forte — era sobre confiança absoluta. Segundo a Bloomberg, Huang garantiu que a empresa tem chips Blackwell suficientes para abastecer toda a procura atual e futura, afirmando que “temos um monte de Blackwells para vender”. No ambiente atual, isso vale mais do que qualquer guidance formal: é uma afirmação de que quem apostou no colapso iminente do ciclo da IA vai ter que esperar mais um pouco. A enxurrada de dados divulgados após o fechamento também...

Dia N de Nvidia #IBOVESPA

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  Hoje é o dia em que a Nvidia abre seus números — e, sinceramente, é impressionante como um único balanço conseguiu capturar o humor global dos mercados. Não é exagero dizer que há uma tensão quase psicológica em torno desse evento. O curioso é que o resultado em si provavelmente já é conhecido: vendas fortes, lucros acima das projeções, margens robustas. O que realmente importa é o tom. As expressões de Jensen Huang, a forma como responde às perguntas, as pausas no call… Em dias como este, talvez fosse mais útil analisar linguagem corporal do que planilhas. O mercado não está buscando informação — está buscando segurança emocional. E isso só acontece porque a inteligência artificial entrou num território turvo, onde convicções viraram palpites e projeções viraram apostas. Todos os debates que rondam a IA esbarram na mesma fronteira nebulosa: os investimentos gigantescos feitos pelos hyperscalers vão gerar retorno? A IA vai destruir empregos numa escala relevante? Por enquanto...

Esqueceram de mim #bitcoin #S&P 500

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Há momentos no mercado em que o investidor acorda e descobre que ficou sozinho em casa — exatamente como no filme em que o garoto é esquecido pela família e precisa improvisar para se defender. A diferença é que, no mercado, os “invasores” não são ladrões atrapalhados: são ondas de liquidez, manias especulativas e narrativas que desaparecem de um dia para o outro. E foi esse enredo que vimos se desenrolar no universo das criptomoedas nos últimos dias. Quem acompanha o Mosca sabe da minha postura cética — não por preconceito, mas por constatação: desde o início, o preço do bitcoin depende de uma reposição infinita de novos compradores. Regulamentação, ETFs, promessas políticas… tudo isso ajuda, mas não resolve o ponto central. Não existe valor intrínseco. Quando a narrativa esfria, sobra apenas o silêncio — o mesmo silêncio do garoto do filme, percebendo que ninguém voltaria para buscá-lo tão cedo. Nos últimos dias, a chamada “devastação cripto” tomou conta das manchetes. O bitcoin ...

Depois eu pago #USDBRL

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Existe uma expressão que sempre volta à minha cabeça quando analiso o momento atual da Inteligência Artificial: depois eu pago. Ela resume de forma simples a lógica que tomou conta das empresas que lideram essa corrida tecnológica. Gasta-se agora, acumula-se dívida, ergue-se um exército de data centers… com a esperança — quase um ato de fé — de que o retorno virá lá na frente. O desafio é que essa aposta gigantesca ainda está no início, e o mercado inteiro tenta medir se o investimento extraordinário será compensado pela geração futura de receitas. Para isso, alguns indicadores ajudam — e poucos são tão úteis quanto o EBITDA. Ele revela a força operacional de uma empresa olhando apenas para o motor do negócio, sem o ruído contábil. Mas, como mostra um dos artigos analisados, até esse motor pode enganar quando a empresa acelera demais sem olhar para o combustível restante. No caso das empresas ligadas à IA, o investimento não é apenas pesado: é monumental. O artigo da Bloomberg most...

A Banalização da IA #nasdaq100 #NVDA

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  Depois de ler vários — e quando digo vários, coloque muitos nessa conta — artigos sobre Inteligência Artificial, uma dúvida começou a me cutucar. Não surgiu de um insight genial, mas da repetição de um padrão que, quando você junta peça por peça, fica impossível de ignorar. A pergunta é simples: será que a IA está seguindo o mesmo roteiro da internet? Aquela história que começa exclusiva, impressionante, quase sobrenatural… e termina virando banal, indispensável, mas invisível, como a água da torneira ou o Wi-Fi do aeroporto? Essa provocação ganhou força conforme os textos apresentavam, cada um à sua maneira, um retrato desconfortável. A China, por exemplo, não está tentando criar “a melhor IA”. Está criando o ecossistema no qual todas as IAs terão que rodar: energia barata, controle das cadeias, domínio do hardware, capacidade de escalar antes que o Ocidente termine uma reunião regulatória. Os EUA, por sua vez, já tratam esse tema como a nova Guerra Fria — não com tanques, mas...

Ainda temos coisas boas #OURO #GOLD #EURUSD

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  Mesmo quando o noticiário insiste em pintar o país em tons sombrosos, ainda existem algumas luzes que, vistas com calma, mostram que o Brasil tem coisas boas — e não são poucas. Não estou falando de otimismo gratuito, tampouco de adesão ao discurso oficial. É apenas uma constatação simples: mesmo sob uma gestão da qual discordo em quase tudo, há forças estruturais no país que seguem avançando, algumas silenciosamente, outras impulsionadas por fatores externos que, gostemos ou não, nos empurram adiante. Essa percepção me acompanha há anos, desde os tempos em que eu vivia cercado por economistas. Aprendi a respeitar a disciplina, mas também a desconfiar da segurança com que muitos projetam o futuro. Em 2007, sentado numa reunião de conjuntura da Rosenberg, vi um quadro que me chamou atenção: a indústria começava a definhar, enquanto o setor de commodities — especialmente o agrícola — ganhava musculatura. Apontei a tendência e arrisquei: — “Do jeito que as coisas andam, o Brasil ...