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Mostrando postagens de 2025

A economia Sem Conserto #nasdaq100 #NVDA

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Quando uma economia acumula problemas estruturais, o tempo se transforma no inimigo público número um. As medidas de curto prazo aliviam, mas nunca resolvem; apenas encobrem o estrago que continua fermentando debaixo da superfície. O Brasil é um caso clássico dessa armadilha: com metade da população sem qualificação, os governos optam sempre pela anestesia — benefícios permanentes, programas assistenciais que deveriam ser provisórios, uma mão estendida que virou muleta. Não há conserto possível quando a própria engrenagem produtiva gira em falso. Mas existe um outro tipo de país, onde o governo não precisa disputar eleição a cada quatro anos e, portanto, não tem urgência democrática. A China, ao contrário do Brasil, não trabalha com horizonte curto. E, mesmo assim, vive hoje um dos maiores impasses econômicos da sua história moderna. O que muda é apenas o ritmo do colapso: lá, ele é silencioso, metódico, administrado. Isso não o torna menor — apenas mais perigoso. Venho dizendo no ...

O pulo do gato #OURO #GOLD #EURUSD

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Há quem insista que o mercado é imprevisível, quase uma loteria sofisticada. Eu discordo. Para mim, existe um padrão — não o padrão das planilhas, mas o comportamento repetitivo das pessoas que alimentam o mercado. É aí que entra o verdadeiro “pulo do gato”: perceber que preços não reagem a fatos, e sim ao modo como a massa digere esses fatos. E essa digestão é sempre lenta, enviesada, emocional. As ondas de Elliott traduzem isso melhor do que modelo matemático. O estudo do Deutsche Bank usando IA — o dbLumina — reforça isso emocionalmente. Ele vasculhou milhares de comentários de mercado ao longo de 2025. O que encontrou? Um mercado dominado pela ansiedade praticamente o ano inteiro. A euforia, quando apareceu, foi apenas em surtos breves. Os investidores passaram mais tempo com medo do que convictos. Medo de perder, medo de errar, medo de acreditar demais. Medo é o combustível mais constante dos preços. Outro ponto importante é a comparação entre o índice de sentimento do dbL...

Acabou a moleza #IBOVESPA

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Durante muito tempo, quem precisava de chips para treinar modelos de inteligência artificial tinha apenas uma opção real: aceitar o preço imposto pela Nvidia ou simplesmente ficar sem produto. A relação era essa — ou você pagava o que Jensen Huang determinava, ou não treinava nada. E não adiantava levantar a sobrancelha e ameaçar “vou comprar do concorrente”. Concorrente? Era piada. O mercado inteiro dependia do monopólio tecnológico da Nvidia, e ela cobrava como tal: margens de 75%, filas de espera intermináveis e empresas engolindo seco para não sair atrás na corrida da IA. Eu conheço bem essa dinâmica. No tempo de pregão, quando alguém precisava comprar um ativo com poucos vendedores, a expressão era direta: “fecha na boca do vendedor”. Significava que não havia negociação possível — ou você aceitava o preço ou ficava sem negócio. A lógica era exatamente essa. Só que toda hegemonia gera arrogância, e toda arrogância abre espaço para uma reação. A Google não é exatamente uma empr...

O risco do copy - past #S&P 500

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Às vezes, quando observo o mercado reagindo aos ruídos da semana antes de uma decisão relevante do banco central americano, me pergunto se não estamos todos reféns do que chamei de copy-paste mental: a tendência de repetir a cartilha econômica sem checar os exames. O tema voltou forte agora, quando o Fed entra na reta final para decidir se corta ou não os juros na reunião de dezembro. E o que vejo é um entusiasmo exagerado, quase automático, baseado em premissas que, ao olhar com cuidado, podem estar desatualizadas — ou simplesmente incompletas. O pano de fundo começa pelo mercado de trabalho. Dias atrás, o consenso caminhava para uma pausa. Mas, de repente, uma série de autoridades do Fed passou a sugerir que prefere um corte preventivo. A presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, reforçou essa mudança ao afirmar que o mercado de trabalho está “vulnerável” e que existe risco de uma virada brusca, mais difícil de administrar do que um surto de inflação. Ela ressalta que o equilíbr...

Desinteresse #USDBRL #bitcoin

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  Alguns movimentos de mercado não exigem grandes explicações. Às vezes, tudo se resume a um fenômeno simples, silencioso e devastador: desinteresse. E este é exatamente o fator que hoje domina o universo das criptomoedas. Não houve escândalo, fraude gigantesca ou novo colapso operacional. Houve apenas o desaparecimento gradual da atenção — e nada corrói mais um ativo baseado em fluxo do que a perda de interesse. O espanto dos defensores do bitcoin diante da queda recente é revelador. Muitos buscam justificativas complexas, modelos sofisticados ou algum culpado externo. Mas a pergunta relevante nunca foi “por que caiu?”. A pergunta sempre foi “por que subiu?”. A narrativa de reserva de valor nunca se sustentou em fatos; a ideia de proteção contra o dólar exigiria um colapso global improvável; e a utilidade como moeda jamais deixou o discurso. O que realmente sustentou o preço foi euforia — e euforia não é um fundamento, é um estado de espírito. Outro dia, meu genro comentou que...

Não basta dar lucro precisa ser sustentável #nasdaq100 #NVDA

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  Existe uma frase da política que sempre me fascinou: não basta ser honesto, é preciso parecer honesto. No mercado financeiro, a versão é direta: não basta dar lucro, é preciso parecer sustentável. Ao longo da minha vida profissional, vi inúmeros episódios em que empresas entregavam resultados excelentes, mas o mercado reagia como se tivesse visto um fantasma. Em outras ocasiões, notícias medíocres geravam ralis inesperados. É sempre a mesma história: o investidor compra narrativa. E, quando a narrativa racha, pouco importa a força do resultado. O momento atual é exatamente esse. Os artigos da Bloomberg mostram um ambiente menos estável do que parecia. O setor imobiliário e o mercado de trabalho estão entrando num ciclo que conheço: emprego enfraquece, confiança cai, imóveis perdem valor, o consumo desacelera, e o próprio mercado de trabalho sofre de novo, num laço apertado. A Bloomberg menciona que mais da metade dos imóveis já perdeu valor desde o ano passado, uma estatística ...