O maior cliente manda #IBOVESPA
Acordei esta manhã com uma notícia que, para quem acompanha mercados há décadas, tem o cheiro inconfundível de ponto de virada: o Irã estaria avaliando uma proposta norte-americana para encerrar quase dez semanas de guerra. Trump, fiel ao seu estilo, não perdeu tempo e declarou vitória nas redes sociais antes mesmo de qualquer acordo ser assinado. Mas há um terceiro personagem nessa história — e, na minha avaliação, o mais decisivo de todos: a China. Para entender o que está acontecendo, é preciso compreender uma estatística que resume tudo: a China compra em torno de 90% do petróleo exportado pelo Irã. Não é parceria — é dependência estrutural. E dependência estrutural, como qualquer empresário experiente sabe, é uma faca de dois gumes. Nas últimas semanas, os Estados Unidos vinham tentando sufocar as finanças iranianas pelo bloqueio naval e pela ameaça de sanções secundárias a quem comprasse o petróleo iraniano — leia-se, a China. Robin Brooks, em análise cirúrgica publicada na seman...