2018: Vestibular Político

10 de dezembro de 2017

2018: o ano do Vestibular político


Existe uma grande indefinição sobre quem será eleito presidente do Brasil em 2018. Esse foi o recado que deduzi depois de participar do Brazil Opportunities Conference, organizada pelo JP Morgan, na semana passada.

2018 será a primeira eleição onde o efeito da mídia digital terá sua influencia integral. Os especialistas revelaram estatísticas impressionantes das quais destaco: Nas últimas eleições 1/3 dos eleitores escolheram seu candidato no dia da eleição; hoje em dia é possível criar 2.500 mensagens diferentes que são enviadas aos eleitores de forma eletrônica, contendo a mensagem que cada grupo deseja encontrar em seu candidato; as pesquisas de opinião hoje em dia são de pouca valia, em função da volatilidade dos eleitores na sua escolha. Se um candidato está subindo e outro caindo, mesmo que o primeiro esteja à frente nas pesquisas, e possível que o outro ganhe.

A menos de um ano de conhecermos o novo presidente, os candidatos que já se alistaram deixam dúvidas se o Brasil dará um passo para o futuro. Depois de três anos assistindo quase diariamente relatos de empresários e políticos sobre a corrupção que reina no país, isso já deveria ser suficiente para eliminar um sem numero desses pretendentes, mas infelizmente não é isso que está acontecendo.

Dentre os candidatos o mais berrante é o caso do Lula. Como pode ter 30% de preferência? Será que esses eleitores não tem o mínimo de julgamento? Mesmo para quem é petista e está optando pelo Lula, não deveria ter vergonha! Um psicopata que manipula as informações de tal forma, que passa ser difícil entender como alguém pode acreditar em uma só palavra sua. Espero que esses números se mostrem errados mais a frente, e/ou que ele seja condenado pelos seus crimes na segunda instância. Se ele ganhar, já sabe, o Mosca vai publicar de outro pais, não aguentaria vê-lo na TV, dizendo que não tem magoa dos que o atacaram e que vai fazer um governo para todos os brasileiros. Mentira! A sua raiva fará com que persiga esse grupo.

Em seguida surge Bolsonaro, um ex-capitão do exercito que promete colocar ordem no galinheiro. Seu passado é cheio de atitudes autoritárias, essa característica o faz ser rejeitado por parte da população. Mas 57% dos eleitores brasileiros querem mudança, e para esses Bolsonaro é o que sobrou. Na conferencia do JP, os especialistas em big data dizem que ele é um caso impressionante. Com  40 milhões de visualizações diárias, um crescimento expressivos de novos seguidores, o colocam quase certamente no segundo turno. Se não surgir um outsider é bem provável que será eleito.

Agora no meu entender,  é uma piada o candidato do PSDB. Realmente acho que a cúpula quer enterrar de vez o partido. Geraldo Alkmin terá uma votação menor que 10%, um fiasco! Não se esqueçam das informações acima, se Lula e Bolsonaro estiverem liderando a corrida presidencial uma boa parte dos eleitores de Alkmin migrarão para esse último.

Além de presidente, as próximas eleições serão bastante completas, com a escolha de governadores, deputados e senadores. Boa parte do Congresso e Senado será trocada. Um presidente sozinho tem poderes limitados de gestão, pois grandes mudanças necessitam de aprovação das duas casas.

Ao final do próximo ano saberemos se passamos no vestibular político, ou o Brasil continuará com uma classe política semelhante a atual, onde os interesses pessoais ultrapassam o interesse nacional. Não sou ingênuo em acreditar que será uma mudança radical, mas espero que o pendulo mude de direção, pois caso contrário, teremos mais um período de estagnação a mercê de um crescimento extremo para não naufragar.

Para ser aprovado numa boa Universidade é necessário competência, e nesse caso honestidade. Assim, será que o novo presidente será aprovado na USP, Anhanguera ou voltará ao cursinho ao ser reprovado em todas as faculdades?

Fique ligado


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