Inflação: A Revanche

28 de julho de 2015

Memórias

Vou compartilhar com vocês algumas mudanças que acontecem com o tempo. No meu estágio atual de vida, onde não tenho uma vida corporativa como no passado, minhas obrigações limitam-se as demandas que eu crio comigo mesmo. Não que eu seja uma pessoa relaxadapelo contrário, minha exigências são elevadas. Com esta maior disponibilidade de tempo, tenho percebido que, de uns tempos para cá, várias situações da minha vida vêm a memória, e com bastante detalhes. Por um lado fico feliz, uma vez que, é uma evidência que o Alzheimer está longe de mim, por outro lado, cria uma certa nostalgia. Estou trabalhando isso!

Hoje vou comentar sobre alguns dados e estatísticas da economia americana. Quando vinha no carro pensando no título que daria ao post de hoje, pensei num programa infantil da minha época de criança: Pim, Pam, Pum! Eu me perguntei: O que isto tem à ver com o assunto de hoje?

Amanhã tem dose dupla, de um lado o pessoal do FED vai anunciar o resultado de sua reunião periódica e o mercado ficará atento se haverá alguma pista de quando pretendem subir os juros. Eu particularmente acho que não vão dar. Por aqui, o nosso Banco Central deverá subir mais 0,50% a taxa SELIC, situando-se em 14,25% a.a. Durante as últimas semanas o mercado imaginou que a autoridade monetária estava pronta para começar o ciclo de "parada" de juros. Mas o anúncio que o superávit fiscal deste ano já era, os investidores voltaram atrás. Agora além de os juros necessários para segurar a inflação, são necessários também para segurar os ânimos do mercado.

Os dados do PIB americano do 2º trimestre serão publicados na quinta-feira, porém acredito que os membros do FED terão acesso a esta informação na reunião de amanhã. Como todos agora têm acesso ao novo 'guru" do PIB, o FED de Atlanta, vejamos o que eles nos adiantam.


Tudo tranquilo, embora os níveis não sejam tão fortes como poderia se esperar depois de um 1º trimestre muito fraco por conta do frio.

A previsão dos economistas para o ano fechado de 2015, encontra-se na ilustração abaixo. A boa notícia, é que eles não podem errar tanto, uma vez que a metade do ano já passou! Hahahaha....

- David, Pim, Pam, Pum! Pela amor de Deus, onde vai chegar?
Você está muito precipitado....

Ao observar a evolução do PIB num horizonte de longo prazo, fica evidente que a economia americana não é mais a mesma. Aqueles "Pibãos" é coisa do passado, o negocio e se contentar com 2% a.a. e está muito bom.
Uma análise visual ainda deixam dúvidas se vai ficar nesses níveis ou está tendendo lentamente para números menores. Assim, tanto a economia americana como eu, temos memórias muito boas dos tempos de criança! Hahahaha...

No post o-ouro-derreteu, comentei sobre o stop do trade de euro: ...Esta novela de posição já se arrastava por um bom tempo, com liquidações parciais durante esse período. Eu já não tinha muita confiança nesses movimentos e  no post  homecalculei o prejuízo caso fossemos stopados, o que acabou acontecendo...

Nada se modificou ainda, quanto aos níveis que mencionei, só tem negócio acima de 1,145 ou abaixo de 1,045. É um intervalo considerável em termos percentuais, quase 10%, mas infelizmente, é esta a situação em que se encontra o euro nesse momento. Para facilitar vou separar em dois cenários: euro arriba, e euro abajo.

Arriba
Ou através de um triângulo, ou ainda com uma queda marginal para depois subir, poder-se-ia esperar uma cotação entre 1,19 a 1,25, tudo dependeria dos próximos movimentos.

- David, como poderia isso acontecer? Parece um absurdo!
Sem me alongar muito, pois a análise técnica não busca "adivinhar" o que precisa acontecer, basta imaginar os USA "fofar".

Abajo
Ou a partir de já, ou daqui a pouco, o euro mergulharia abaixo de 1,045, depois as cotações caminham para 0,99 a 0,97. Como no caso arriba, dependeria ainda do movimento para um nível mais preciso.

Ambos cenários vislumbram ganhos bons, mas o grande problema é que, nos níveis em que o euro se encontra, o stop para o abajo pode implicar uma perda de 3,62%; e para o arriba 5,7%, muito elevados para meu gosto. Prefiro esperar outro momento.

O SP500 fechou a 2.093, com alta de 1,24%; o USDBRL a R$ 3,3615, sem alteração; o EURUSD a 1,1056, com queda de 0,31%; e o ouro a US$ 1.094, cem variação.
Fique ligado!

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