Procurando a porta de saída #S&P 500 #Bitcoin
Hoje é feriado no
Brasil, mas os mercados internacionais operam normalmente — e como uma parcela
expressiva dos meus leitores está nos Estados Unidos, algo que me surpreendeu
ao verificar recentemente, pois esse grupo representa atualmente 48% do total, superando
os leitores brasileiros com 30%, decidi publicar um post mais enxuto, porém sem
abrir mão da substância.
Há algum tempo não comento sobre o bitcoin. Desde outubro do ano passado ele ficou à margem das minhas análises, mas não passou despercebido o otimismo exagerado que circula nas redes sociais entre seus adeptos mais fervorosos — um entusiasmo que não encontra respaldo na realidade recente. Um artigo da Bloomberg ilustra bem esse descompasso: o bitcoin perdeu todos os argumentos que sustentavam sua narrativa original. No evento geopolítico de maior tensão recente — o conflito entre Irã e os Estados Unidos — o ativo performou de forma pífia, incapaz de exercer qualquer papel de reserva de valor ou proteção sistêmica.
A atitude de Saylor me faz lembrar de um episódio marcante da minha vida profissional. Quando me juntei a Leo Kyrss na Tendência, pedi para revisar sua carteira de ativos e me deparei com uma posição enorme em contratos futuro de ouro — tão grande que, num primeiro momento, achei que havia um erro. Fui verificar a quantidade de contratos em aberto e constatei que ele detinha 99% da posição. A preocupação foi imediata: simplesmente não havia saída.
Perguntei ao Kyrss como pretendia liquidar aquilo e qual era a lógica daquela concentração absurda. Para a primeira pergunta, não havia argumento. Para a segunda, a resposta foi direta: ele acreditava numa alta expressiva do ouro no mercado internacional. Respondi na hora: se é isso, por que não opera em Nova York? Aqui não tenho a menor ideia de como você vai sair. Inteligente como sempre foi, foi liquidando a posição lentamente, sem se preocupar com o preço — demorou um tempão, mas saiu.
A situação de Saylor é muito semelhante, com uma diferença fundamental: no caso de Kyrss, lucro ou prejuízo recaía sobre seu próprio bolso. No caso de Saylor, boa parte do risco recai sobre os ombros de seus acionistas.
Atualizando a análise técnica do bitcoin: em post anterior intitulado "o-bitcoin-está-no-vacuo", registrei:
"Bitcoin rompeu o primeiro limite e caminha para o segundo nível, em torno de 64 mil. Caso esse patamar não se sustente, o próximo alvo seria ao redor de US$ 50 mil. E se não parar por aí, vou precisar reestudar minhas premissas."
Como indico no gráfico a seguir, a dúvida central é como a onda 4 azul irá se desenvolver: ou na forma de triângulo — que considero o cenário mais provável — ou na forma de zigue-zague, onde a alta alcançaria aproximadamente 100 mil dólares antes de recuar. Em ambos os cenários, o tempo será o fator dominante.
No post "a-guerra-acabou", fiz os seguintes comentários sobre o S&P 500:
"Enquanto 7.180 não for ultrapassado, essa possibilidade permanece válida" ... "Se a hipótese de alta estiver correta, a correção já teria se encerrado no nível de 6.323, onde se encontra a onda (A) vermelha, e o mercado estaria, a partir daí, em trajetória rumo a novas máximas."
São dois fatores. O principal é que a alta das três últimas semanas — amplamente destacada em todo o noticiário financeiro — é típica de onda 3, nos moldes mais clássicos da teoria. O segundo é que a onda 2 laranja apresentou uma retração muito curta, o que demonstra força considerável no movimento principal de alta. Posso estar errado e, se assim for, corrijo minha hipótese — mas, como sempre enfatizo, a análise técnica se baseia em probabilidades e evidências, e é com base nelas que faço minhas escolhas.
Ainda não quero estabelecer objetivos para a onda 3 laranja em curso — mas o alvo está acima de 9.000! Como comentei com meu colaborador Alberto Dwek: em ondas 3, o melhor a fazer é comprar e não olhar para o monitor.
Fique ligado!
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