Inflação: A Revanche

22 de julho de 2016

Europa divergindo


O primeiro instituto a compilar os dados da Europa depois do referendo que chocou o mercado financeiro, e do ataque terrorista na França, foram publicados pelo Markit. Surpreendentemente mostrou resiliência apontando um PMI global de 52,9, superior as previsões de 52,5. O PMI é um número entre 0 e 100, e qualquer resultado acima de 50 indica crescimento.

As duas principais economias da Europa, Alemanha e França, obtiveram resultados positivos, sendo que a Alemanha, como de costume, apresentou melhora tanto em relação as expectativas, bem como ao dado publicado em junho 54.6. A França por sua vez ficou na linha do pênalti em 50.

Já o mesmo não pode ser dito da Inglaterra, cujo PMI veio significativamente inferior ao resultado de junho e o pior desde a crise de 2008, ficando em 47,7. O colapso nesse indicador apresenta a primeira evidência de que o Reino Unido está entrando em profunda mudança.
Nessas últimas semanas diversos analistas revelaram suas projeções de quanto tempo demoraria para que a separação se concretize, bem como os impactos que terão sobre a economia inglesa. A minha percepção sobre esse assunto, considerando não ser um entendido a respeito, é que vai demorar muito tempo e pode ser que nem aconteça o afastamento da maneira que está sendo imaginada. Porém o pior de tudo, é que nesse meio tempo, os projetos de investimento para aquele país deverão ficar estagnados.

Um resultado interessante sobre em que local os refugiados foram abrigados, apontam que os países ricos acolheram somente 8,8% desse total. Juntos a Alemanha, França, USA, China, Reino Unido e Japão detêm 56,6% do PIB mundial. Em contra partida, 50% dos refugiados foram para países que representam apenas 2% do PIB conforme pode se ver, no gráfico abaixo.

 
A conclusão evidente é que os refugiados não sem bem-vindos nos países ricos!

Uma outra informação importante para os países emergentes, foi a mudança de humor por parte dos investidores nestas últimas semanas, o fluxo de recursos atingiu cifras semelhantes aos melhores momentos de 2013. Veremos se é um soluço ou uma recuperação mais consistente.

No post encruzilhada, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...” Eu imagino que o ouro poderá entrar num movimento de correção intermediário, onde os preços tenderiam ao intervalo de US$ 1.170 – US$ 1.280. Mais antes disso tenho uma dúvida, a correção já está em curso, ou ainda teremos uma nova alta antes disso?”...
 
Acabou acontecendo a segunda hipótese, onde o metal teve pequena alta – US$ 1.340, em seguida retornou aos mesmos níveis que estavam quando da publicação do post acima.

 
Os argumentos acima continuam válidos, ou seja, não pretendo comprar nesses níveis. Os pontos a serem observados para uma eventual posição comprada seriam US$ 1.300/ 1.250, até lá não vejo nada de interessante a se fazer.


 O SP500 fechou a 2.175, com alta de 0,46% - recorde histórico!; o USDBRL a R$ 3,2563, com queda de 0,45%; o EURUSD a 1,0972, com queda de 0,46%; e o ouro a US$ 1.322, com queda de 0,65%.
Fique ligado!

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