Inflação: A Revanche

29 de julho de 2016

O Japão precisa de adrenalina para sempre!


Hoje terei que ser mais sucinto em meus comentários por conta de uma série de compromissos, mas mesmo assim o assunto não deixa de ser interessante. Esta noite o BOJ realizou sua reunião periódica sobre política monetária e frustrou o mercado que aguardava mais injeções de liquidez. Anunciou somente pequenas mudanças que eram esperadas na elevação de fundos ETF – fundos de investimentos passivos. Kuroda, o Presidente do BOJ acredita que mais injeções não teriam os efeitos desejados, e está apostando em aumentos nos estímulos fiscais. Vejam a seguir o impacto na moeda japonesa o Yen que sofreu forte valorização – queda do dólar.

O mercado se antecipando a essa eventual frustração comprou muitos derivativos de proteção, o que ocasionou uma explosão na volatilidade de sua moeda.
Já a bolsa ficou mais indecisa e teve uma queda menos expressiva que a moeda, dado que a volatilidade esperada em ativos de bolsa é superior ao de câmbio.


No lado real da economia existem algumas evidências que não mostram tamanho pessimismo, com exceção da inflação. Vejamos por exemplo a produção industrial.

Em seguida a taxa de desemprego que se mantém baixa, e caindo, desde 2010. Talvez aqui se deva considerar o grave problema demográfico que o Japão passa, com um elevado envelhecimento de sua população ativa.


Já a inflação medida pelo CPI (ajustada para a elevação da taxação sobre o consumo implementada recentemente), mostra que continua caindo. Depois dos estímulos sem precedentes. Olhando para esses resultados, fariam todos os gestores dos BC’s ficarem preocupados.
Outro dia li um artigo que procurava mostrar que, a alta da bolsa americana está sendo levada pela política monetária frouxa que o FED vem adotando, ao resistir ajustar suas taxas de juros, uma vez que, tanto os resultados das empresas como o crescimento da economia não apresentam razões para essas altas. Eles denominaram a ação do FED como a cocaína necessária para manter as bolsas em alta. No caso do Japão, talvez já esteja num estágio mais avançado, a cocaína não faz mais efeito e é necessária adrenalina na veia!

Foi divulgado o PIB americano, que papelão! Nem o FED de Atlanta acertou, a primeira estimativa ficou em 1,2%. Não teve jeito, o dólar caiu e os juros também. Só para colocar um pouco de pimenta em outro assunto americano, vejam o que as últimas pesquisas de intenção de voto apontam.

 
No post BCB-sob-nova-direção, fiz os seguintes comentários sobre o SP500: ...” O stoploss pode ser mantido no nível estabelecido acima de 2.050 e os targets estão anotados no gráfico acima, vamos nos atentar ao primeiro ao redor de 2.220. A bolsa americana encontrava-se “encaixotada”, a aproximadamente dois anos, entre 1.850 – 2.130”... Desde então não houve uma evolução tão positiva encontrando-se hoje a 2.170.


 
Por outro lado, é melhor um ajuste positivo que um negativo! Hahaha .... Vou fazer uma pequena adequação no stoploss para 2.100, como aponto na figura abaixo. Não se pode descartar uma retração até os níveis contidos no retângulo em preto, o que às vezes acaba acontecendo quando se têm um rompimento depois de tanto tempo.


Por outro lado, não quero virar torcedor e sei que existem riscos muito elevados hoje em dia, razão do ajuste do stoploss. Pode ser também que o mercado não dê nem bola para a possibilidade de revisitar e siga em frente, seria melhor para nós. Let’s see!



O SP500 fechou a 2.173, com alta de 0,16%; o USDBRL a R$ 3,2471, com queda de 1,45%; o EURUSD a 1,1170, com alta de 0,84%; e o ouro a US$ 1.350, com alta de 1,13%.
Fique ligado!

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