Inflação: A Revanche

25 de julho de 2016

Terrorismo no varejo


O mundo tem vivido uma onda constante de ataques terroristas espalhados em diversos países. Uma característica que diferencia as ofensivas atuais em relação as antigas, como o ataque às torres gêmeas em 2001, é que agora são mais difíceis de serem evitados. Um ser humano que decide se envolver em tal ato, sem dúvida carrega algum tipo de distúrbio. Mas não é só a esse fato que pode se responsabilizar essas ações, um ambiente global de desânimo quanto ao futuro, com rendimentos estagnados por décadas e crescimentos pífios, empurra os desajustados para seu momento de glória, em seu ponto de vista.

Para os movimentos terroristas como EI – Estado Islâmico, esse ambiente é muito propício para arregimentar simpatizantes. Oferecem casa, comida e recursos para a família, e vendem a ideia que depois da morte existe o alem, e é muito melhor.

Por outro lado, as pessoas normais estão ficando cada vez mais receosas de circularem em lugares públicos, e em conjunto com um ambiente econômico frágil poderá levar a consequências imprevisíveis. Acredito que será muito difícil eliminar esses movimentos terroristas, que também já começam a ameaçar por aqui em função das Olimpíadas.

Vamos ter que conviver com esse risco!

Esta semana o Federal Reserve realiza sua reunião de Política Monetária, cujos resultados serão publicados na próxima quarta-feira. Será revelado o quanto a perspectiva da economia mudou após a votação do Brexit, bem como as recentes alta e baixa dos dados econômicos dos USA.

O banco Goldman Sachs acredita que a visão ficará inalterada, e mantém a perspectiva de alta de juros para esse ano, com atualizações modestas após a reunião. Com uma previsão de crescimento do PIB estimada em 2% no primeiro semestre e repercussões do Brexit, neste momento, menores. Um indicador calculado por esse banco FCI – Financial Conditions Index diminuiu levemente desde a véspera da votação.

 
O anúncio de notícias positivas nas últimas semanas tem coincidido com comentários mais amenos dos membros do FED. Os formuladores de políticas têm indicado que não estão “behind the curve”, e expressaram maior incerteza sobre o nível neutro de taxa de juros. Com esse pano de fundo, O Goldman Sachs espera que os dados recentes em conjunto com os comentários públicos do FED, são consistentes com pequenas mudanças no comunicado. Assim, acreditam ser de 25% a chance do comitê elevar os juros na reunião de setembro e 40% de o fazer em dezembro – uma probabilidade acumulada de 2/3 de haver pelo menos uma alta ainda neste ano.

O gráfico a seguir mostra as falhas na previsões da recuperação americana desde a grande recessão. Cada linha amarela representa a expectativa do mercado para as taxas de juros no tempo.

 
E por último a previsão de crescimento do PIB, elaborada pelo FED de Atlanta, aponta para um resulatdo positivo um pouco abaixo de 2,5% mas dentro das expectativas dos analistas.
Percebi que tenho dedicado poucos posts a análise do euro, não que eu tenha nada em contra, mas poucas oportunidades apareceram nesse período. No post dieta-financeira, comentei que: ...” Muito pouco se tem para propor neste ativo, com um movimento errático de um lado para o outro, o mais provável são perdas independentemente da posição tomada. Mas isso tem um final e quando o mercado se posicionar para um dos lados, bons ganhos poderão ser obtidos”...

Desde essa última atualização, o euro caiu de 1,115 para próximo a 1,10, uma oscilação pontual de 1,4%, mas nesse meio tempo houveram tentativas de altas que atingiram até 1,14, ocorrendo o que observei anteriormente.


Outro fator interessante é a quantidade de vezes que a moeda única tentou romper o nível de 1,15 – 8 vezes, e na queda apenas 3 vezes., uma infinidade de bolas na trave e, como no futebol, quem não faz toma! Grifei o nível de 1,09 – 1,085 que se rompido eleva a chance do euro testar novamente o nível inferior de 1,05. Em algum momento deverá acontecer seu rompimento, e em seguida,  buscar o objetivo de 1,00 – 0,98.

O SP500 fechou a 2.168, com baixa de 0,30%; o USDBRL a R$ 3,2859, com alta de 0,91%; o EURUSD a 1,0989, com alta de 0,15%; e o ouro a US$ 1.315, com queda de 0,53%.
Fique ligado!

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