Inflação: A Revanche

19 de julho de 2016

Pokémon - GO


Depois de duas semanas vivendo como espectador das notícias e mercados, o Mosca volta a sua rotina diária. É sempre difícil retornar a ativa, a idade e a inércia andam juntas é como um carro velho que pega no tranco! Hahaha... Nada de muito importante aconteceu no campo econômico. Aqui no Brasil o governo procura entrar em sintonia com o mercado e vai implementando algumas medidas, pois o fantasma da volta de Dilma tem que se ser totalmente eliminado, o que deveria acontecer em agosto. No exterior os dados americanos continuam se consolidando num panorama mais positivo.

Hoje destaco a inflação publicada na semana passada onde o CPI core ficou praticamente inalterado em 1% a.a. O índice total, também não apresentou surpresas ficando em 2,26% a.a.


Já na questão geopolítica o atentando em Nice bem como a tentativa de golpe na Turquia foram motivos de alta na volatilidade dos mercados. O primeiro mostra a fragilidade do sistema de segurança na França. Até bem pouco tempo, os franceses acreditavam que o terrorismo não era seu problema. Esse pensamento mostrou-se equivocado e suas consequências tem causado apreensão naquele país. Já a tentativa de golpe na Turquia durou poucos dias, uma vez que, os golpistas foram surpreendidos pelo poder dos aplicativos sociais, Facebook e WhatsApp, que colaboram para que o governo atual reassumisse o poder.

No ramo dos negócios o lançamento do jogo Pokémon –Go pela fabricante Nintendo, garantiu um sucesso nunca antes visto nessa categoria. Através de um jogo que envolve a captura de Pikachus ao ar livre, está levando a loucura os seus participantes, que ficam completamente sem bateria depois de horas a fio buscando encontrar esses personagens.

Do outro lado, as ações da Nintendo, criadora do jogo, foram as alturas, em menos de uma semana dobraram de valor, atingindo a cifra de US$ 27 bilhões.


Aqui no Brasil o jogo ainda não foi lançado estando previsto para acontecer nos próximos dias. A intenção inicial era a de atingir 30 países, mas dado o sucesso poderá ser estendido a outras localidades. Esse é um exemplo de como atualmente o valor das companhias estão sujeitos a oscilações bruscas ocasionadas por serviços que caem no gosto do público. Seu marketing tem um valor baixo, uma vez que, as redes sociais fazem a divulgação a custo zero. 

Outro fator de interesse nesse caso é que as pessoas estão cansadas de jogos restritos a realidade virtual, a adesão desse caso ao ambiente externo mostra isso.
 
Eu não tive tempo de analisar todos os ativos que acompanho, o que farei no próximo final de semana com maior detalhe. Para hoje, vou comentar sobre o dólar que é de interesse da maior parte dos leitores.

No post road-map, fiz os seguintes comentários: ...”No gráfico a seguir, a região hachurada deveria conter a queda do dólar. O primeiro nível é R$ 3,10 e o seguinte R$ 2,80”...


Nós tínhamos uma posição vendida em dólares que foi liquidada no dia 30 de junho: ...” Hoje o dólar chegou a negociar na mínima de R$ 3,1818, suficiente para liquidar nossa posição vendida com um lucro de 7,6%, já considerando os juros positivos (0,84%) gerado pelo diferencial de taxas de juros”... A razão principal dessa ação foram duas: primeiro que eu estaria fora por algum tempo não permitindo um acompanhamento mais de perto; e segundo que já estava suficiente próximo do primeiro limite apontado acima.


No momento a tendência permanece de queda e teoricamente poderíamos entrar vendendo novamente o dólar, porém seria uma posição de curto prazo, especulativa. No gráfico acima apontei o nível de R$ 3,18 onde o movimento deve se acelerar. No caso inverso, somente uma alta acima de R$ 3,45, comprometeria a queda.


Pelo que tenho observado, o ‘dólar-dólar’ parece ter estancado o movimento de baixa, e será objetivo de análise nos próximos dias. Por enquanto a alta recente não tem repercutido negativamente nas cotações do real. Entretanto, caso a alta do dólar seja mais expressiva, dificilmente não deixaria de ter um impacto sobre nossa moeda.  Mas isso não é problema no curto prazo, pois no mês de férias europeias a volatilidade tende a cair, eles preferem curtir as praias. Será que os últimos atos terroristas impactaram sua tranquilidade? 

O SP500 fechou a 2.163, com queda de 0,10%; o USDBRL a R$ 3,2502, sem variação; o EURUSD a 1,1019, com queda de 0,48%; e o ouro a US$ 1.331, com alta de 0,24%.
Fique ligado!

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