A economia Sem Conserto #nasdaq100 #NVDA
Quando uma economia acumula problemas estruturais, o tempo se transforma no inimigo público número um. As medidas de curto prazo aliviam, mas nunca resolvem; apenas encobrem o estrago que continua fermentando debaixo da superfície. O Brasil é um caso clássico dessa armadilha: com metade da população sem qualificação, os governos optam sempre pela anestesia — benefícios permanentes, programas assistenciais que deveriam ser provisórios, uma mão estendida que virou muleta. Não há conserto possível quando a própria engrenagem produtiva gira em falso.
Mas existe um outro tipo de país, onde o
governo não precisa disputar eleição a cada quatro anos e, portanto, não tem
urgência democrática. A China, ao contrário do Brasil, não trabalha com
horizonte curto. E, mesmo assim, vive hoje um dos maiores impasses econômicos
da sua história moderna. O que muda é apenas o ritmo do colapso: lá, ele é
silencioso, metódico, administrado. Isso não o torna menor — apenas mais
perigoso.
Venho dizendo no Mosca que o modelo chinês está
em xeque. A engrenagem que transformou o país na fábrica do mundo tinha duas
bases: poupança interna forçada, canalizada para o mercado imobiliário, e
investimentos colossais em infraestrutura. Mas essa dependência começou a se
tornar um risco estratégico. A China vem mudando seu foco para não depender
mais — ou depender muito menos — do setor imobiliário, apostando pesado em
tecnologia e, sobretudo, no setor de energia limpa, onde domina a extração e o
processamento de metais raros. Esse domínio, aliás, mostrou-se extremamente
útil nas negociações recentes com os Estados Unidos. Ainda assim, mudar o rumo
de uma economia desse tamanho é como tentar desviar um navio gigantesco a
metros da colisão: a manobra pode até acontecer, mas isso não garante que
haverá tempo para evitar o impacto.
Uma reportagem recente da Bloomberg sobre o
colapso do investimento na China mostra que o tombo foi superior a 11% em
outubro, em relação ao mesmo mês do ano anterior, o pior desempenho mensal
desde o auge da pandemia.
O mais preocupante é
que, segundo os economistas consultados pela Bloomberg, os dados oficiais não
fecham. Há divergências entre formação bruta de capital e investimento fixo,
interrupções de séries e revisões pouco explicadas. Quando os números começam a
falhar, não é a planilha que está errada — é o sistema. Ao mesmo tempo, Pequim
lançou uma campanha contra “excessos de capacidade produtiva”, que acabou
desestimulando novos projetos e criando um ambiente de paralisia.
No mercado imobiliário, reportagens recentes
mostram que empresas vistas como sólidas, como a China Vanke, já pedem extensão
de dívidas, o que imediatamente pressiona as taxas dos títulos públicos.
Outra análise publicada pela Bloomberg detalha
as raízes do colapso imobiliário: décadas de crédito fácil, especulação
crescente e governos locais dependentes da venda de terrenos para financiar
seus orçamentos.
Um gráfico de inflação acumulada desde o início
da pandemia — muito diferente das economias ocidentais — mostra a China
passando praticamente incólume pelo choque inflacionário global.
No campo geopolítico, uma reportagem do Wall
Street Journal revelou um fato relevante: Xi Jinping pediu a Donald Trump que
intercedesse junto ao governo japonês para reduzir o tom das discussões sobre
Taiwan. Com certeza Trump anotou em seu caderninho para cobrar no futuro esse
favor.
A China até poderia ajustar seu modelo, mas
isso exige tempo, abrir mão de controle e aceitar perdas — algo politicamente
tóxico para o regime.
Por isso, a conclusão é direta: a economia
chinesa não tem conserto visível no horizonte atual.
Análise
Técnica
No post “ não-basta-dar-lucro-precisa-ser” fiz os seguintes comentários sobre a
nasdaq100: “Segundo a contagem expressa no gráfico semanal abaixo, a onda
(5) vermelha de forma diagonal ainda sugere uma nova alta aos níveis
destacados no retângulo 28,4 mil – 29,4 mil, desde que não ultrapasse 22,9 mil”
A contagem de ondas das bolsas em geral continua desafiadora. Vou continuar com minha contagem e explicar um pouco onde se encontram minhas dúvidas de curto prazo. No gráfico semanal abaixo existe a assunção que a nasdaq100 estaria na sua última parte de diversas ondas 5 e mais preocupante uma onda (III) vermelha de longo prazo. O que isso significa? Que depois de terminado um período de queda longo estaria por vir.
Porém, existe um ponto que poderia alongar essa
alta, tanto em termo de prazo como de objetivos. Qual o problema? Destaquei no
círculo laranja a onda (3) vermelha que é bastante pequena para os
padrões normais. O que pode estar errado? Que ao invés de ser o total da onda (3)
vermelha, esse primeiro trecho é na verdade uma onda 1 de menor grau. Por
que não adoto essa hipótese? Porque em ações é raro que a onda 5 seja
estendida, além do mais, estou sendo conservador.
- David, não quero nem saber de todos esses
detalhes é problema seu! Vamos aos finalmentes.
Preciso destacar que a onda (4) vermelha
parece ter terminado, não posso afirmar ainda. Partindo desse princípio, todo
esse raciocínio vai por água abaixo se a onda (5) vermelha ultrapassar
27.201, nem um centímetro a mais! O porquê disso? Se for maior a onda (3)
vermelha passa a ser a menor e isso fere uma das três regras básicas de
Elliot Wave – onda 3 não pode ser a menor da sequência. Se isso ocorrer vou ter
que mudar para o cenário possivelmente mais (muito mais) altista.
Em relação a Nvidia comentei: “Minha contagem permanece a mesma, porém com uma margem de manobra bem restrita. O gráfico com janela diária indica que a onda 2 azul deveria estar terminando, para tanto os níveis de U$ 173,35 e U$ 168,58 são fundamentais, não deveriam ser ultrapassados. Caso o stop loss apontado de U$ 164,08 seja rompido vou ter que refazer minha contagem”
A Google está ameaçando o reinado da Nvidia como comentei no post “acabou-moleza”. Essa concorrência impactou os preços de suas ações. Por enquanto não foi violado o nível assumido acima, mas se encontram bastante próximos e observando o movimento numa janela menor não existe reversão explicita. Vamos torcer.
Ontem comentei que não sou avesso as informações fundamentalistas e como tal estou anexando a ilustração criada pelo Banco Goldman Sachs mostrando o nível de P/L classificado de diversas formas. Um supermercado!
Como podem notar tem
de tudo P/L de 197 para os IPO recentes, P/L de 125 para as ações “Meme”, as
Sete Magnificas em 20,7 (não é tão alto) e na rabeira os mercados emergentes
com P/L 15.4 e por último o setor de Óleo com P/L de 11.3. Com visão
fundamentalista de forma agressiva compraria o setor de Óleo e venderia a
descoberto o de IPO, para ficar rico, ganhar nos dois. Esse tipo de sugestão,
baseado somente nos P/L você não vão ver aqui!
O S&P 500 fechou
a 6.849, com alta de 0,54%; o USDBRL a R$ 5,3336, com queda de 0,42%; o EURUSD
a € 1,1603, sem variação; e o ouro a U$ 4.219, com
alta de 1,49%.
Fique ligado!
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