Inflação: A Revanche

28 de janeiro de 2016

FED roda em falso




A reunião do FED ontem não teve muita graça, uma vez que, ninguém esperava por um aumento dos juros, nem tão pouco queda! Hahaha... Mas mesmo assim, a atenção voltou-se a minuta publicada, haja visto a grande volatilidade vivida pelos mercados nos últimos dias.

Pode-se resumir o comunicado como: As mudanças no texto estão em linha com os últimos dados econômicos, queda no PIB por fatores específicos, sólido crescimento do emprego e aumento da incerteza  global. Assim, o FED acompanhará de perto os acontecimentos. Em outras palavras, o FED não está preocupado com a dinâmica interna da economia americana, mas sim, com um eventual contágio dos eventos internacionais. O FED está deixando abertas as opções para a reunião de março, mas se o ambiente atual de preços de petróleo baixos, condições financeiras apertadas e um dólar forte persistir no curto prazo, a autoridade monetária poderá mudar para um posicionamento mais neutro.

E vocês reclamam que o Mosca fica no muro! O que diriam do FED?  Já que é assim, vamos monitorar o que já monitoramos! Hahaha...

Uma pesquisa realizada com o mercado, para saber quais seriam os motivos da grande correlação recente entre as bolsas e o petróleo, obteve o seguinte resultado.

Não sei se compro os principais argumentos, pois o problema maior parece ser na oferta e não na demanda do petróleo. Como exemplo, o gráfico a seguir mostra o estoque de óleo comparado com o ocorrido nos últimos cinco anos - em cinza. Neste quesito não resta dúvida a razão da queda de preços, embora não esclareça se é por falta de demanda ou excesso de oferta.


Uma informação do lado da oferta aponta que a produção ainda se encontra nos níveis do ano anterior, como é mostrado a seguir. É verdade que estes dados são de curto prazo, mas indicam que a produção não se adequou.


Por outro lado, até os garçons dos restaurantes de Wall Street, estão vendidos no petróleo, tamanha é a crença dos investidores que continuará caindo. Mas surpresas sempre podem acontecer, e basta um país mais crível que a Russia anunciar um corte na produção, para a posição destes vendidos pegar fogo. Hoje durante o dia, com o anuncio da União Soviética de reduzir em 5% a produção, fez os preços reagiram imediatamente para cima. Depois disso recuaram, o mercado refletiu que, tanto a quantidade anunciada, e principalmente a baixa credibilidade do Putin, não merecem muito respeito.

No post worst-case-scenario, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...Na alta acima de US$ 1.110 provavelmente vou arriscar uma compra, e se ultrapassar US$ 1.190 um movimento maior poderá estar acontecendo. Já ao contrário, se cair abaixo de US$ 1.145 vamos às vendas... Eu fiz uma correção no texto original, pois ao invés de ...abaixo de US$ 1.145... leia-se ...abaixo de US$ 1.045.

O ouro ultrapassou o nível que eu estava considerando uma compra, mas não estou decidido a iniciar um trade. Existem alguns motivos técnicos que me fizeram frear dessa intenção onde poderia resumir em uma palavra, o movimento desde a mínima de US$ 1045 é fraco! Vou aguardar mais evidências.

No gráfico acima apontei o que denominei de zona "quente". Caso o ouro adentre nesta zona, aumenta a confiança de US$ 1.045 ser considerado um mínimo, pelo menos de curto prazo. Ao inverso, poderá retornar seu caminho de queda. Conclusão: O ouro está no muro! Hahaha...

O SP500 fechou a 1.893, com alta de 0,55%; o USDBRL a R$ 4,0638, com queda de 0,92%; o EURUSD a 1,0940, com alta de 0,44%; e o ouro a US$ 1.113, com queda de 1,04%.
Fique ligado!

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