Inflação: A Revanche

21 de janeiro de 2016

Risco de uma "Argenzuela"

Se você ficou impressionado com as declarações do ex-Presidente Lula, eu não fiquei. Minha saudosa analista me disse certa vez: "80% das vezes que você fica irritado pelas ações ou declarações de uma pessoa, que em função de experiências passadas era o que se podia esperar dela, na verdade sua irritação é com você. Inconscientemente você esperava que desta vez fosse diferente e como não foi, se irrita". O caso do "cumpanheiro" enquadra-se 100% nesta situação.

A entrevista com blogueiros simpáticos ao PT, tornou-se um palco excepcional para mandar seu recado a sociedade. É como jogar uma partida com um time da 10ª divisão - nem sei se existe! Hahaha... com os portões fechados, e torcida própria, o resultado só pode ser uma goleada.

Eu não tenho muita dúvida que o Lula se encaixa num quadro de psicopatia, sintoma que se desenvolve de várias formas. A dele enquadra-se no seguinte caso: "Tendo em conta algumas das características de psicopatas, como a capacidade de manipulação e de conquistarem facilmente a simpatia das pessoas, muitas vezes ocupam cargos relevantes onde exercem poder". 

De toda sua entrevista, o mais importante foram suas declarações sobre 2018 e, na minha visão, ele deixou entender que tem intenções de ser candidato, lógico se sua saúde o permitir, como frisou.

Vou fazer um exercício especulativo de como podem ser os próximos três anos, e parto do princípio que não haverá impeachment, situação que poderá elevar muito suas chances de vitória - veja nota ao final. Ao que tudo indica somente um milagre, poderia fazer do governo Dilma um sucesso, pois deverá passar a maior parte do tempo sem apoio político, num cenário internacional bastante adverso para dizer pouco. Pelo que parece, 2016 já está morto, resta saber como será 2017 e principalmente 2018. É possível que em 2018, depois de três anos de recessão, a economia melhore, e isso não é bom para quem não quer ver de novo Lula no poder.

Acontece que tudo isso é verdade, desde que a Dilma fique mais ou menos estática, mas esse não parece ser o caso. A decisão de ontem do COPOM já pode ser um indicador que pretende reagir a seu modo. Se esse for o caso, podemos nos preparar para uma situação semelhante ao que ocorreu com Cristina Kirchner no seu último mandato, intervenções por todos os lados, e ao mesmo tempo, distribuindo benesses aos mais necessitados, procurando garantir sustentabilidade a seus atos.

Continuando com o raciocínio, o PIB não deverá cair tanto, financiado através de déficits públicos crescentes, alta da inflação, e uso das reservas para segurar minimamente o câmbio. Desta forma, Lula poderia entrar em cena e dizer que o PT é que entende de economia e que ele dará continuidade a esses programas para "evitar que as conquistas do povo sejam tiradas", como se referiu ontem.

Os "pensadores", definição que criei durante as últimas eleições os-filhinhos-do-governo, sabem que tudo isso não vai dar certo. Depois de eleito, Lula irá se deparar com um país sem investimentos, com um déficit público insustentável, inflação "real" nas alturas, pois a oficial poderá ser manipulada e com poucas reservas. O que vocês acham que ele fará? Vai copiar a experiência da Venezuela, pois para um psicopata, se algo não está dando certo, a culpa é dos outros. Desta forma teremos um país, com uma mistura de Argentina e Venezuela, a "Argenzuela".

Como o risco da "Argenzuela" pode não se concretizar? Se mesmo com os estímulos que vêm por aí, não for suficiente para reverter o desemprego, assim, o discurso do Lula em 2018 pode não convencer a população. Além disso, no campo político, uma outra forma de inviabilizar sua candidatura, seria o lava-jato tirar até a sujeira de dentro dos cinzeiros, com o juiz Sergio Mouro colocando literalmente todos na cadeia.

Fora isso não adianta ficar se lamentando, esse é o país em que vivemos atualmente e se não gostar, você deve mudar e não o país, pelo menos nos próximos 10 anos!

Para terminar, queria comentar que caso haja o impeachment, a situação melhora para o Lula, pois passará de réu para vítima, e todo o insucesso econômico será do novo Presidente. Vejo neste cenário uma chance maior do Lula voltar. Acho que não é por menos que o ex-Presidente Fernando Henrique, bem como o PSDB, estão muito cuidadosos neste tema.

Nada animador, não é?

Eu iria comentar o SP500, mas prefiro fazer uma análise mais detalhada no final de semana. Hoje o assunto será sobre o euro. No post euro, com uma visão de mais longo prazo, tracei dois cenários possíveis, "Brochou' e "By the books". Acompanhando o dia a dia, podemos esperar a definição de qual será o rumo tomado. Vejamos o que ocorreu recentemente.

O retângulo em vermelho é a oscilação máxima ao que o euro esteve sujeito - entre 1,07 - 1,105, desde a pisada no tomate do Super Mário na reunião do ECB de dezembro. Com toda a agitação que o mercado financeiro vem experimentando nestes últimos 30 dias, a moeda única parece como o personagem Kevin no filme esqueceram de mim! Hahaha... A área em verde poderia ser chamada de "terra de ninguém", enquanto estiver contido neste intervalo 1,05 - 1,105, somente apostas de tiro curto. Vamos focar mais nos outros mercados.

Hoje pela manhã fomos stopados em nosso trade de UDSBRL. Acabou acontecendo o que comentei no post esquizofrenia-financeira: ...Ainda existe a possibilidade das quedas que visionei, porém é necessário que as cotações caiam abaixo de R$ 3,96 e relativamente rápido, caso contrário seremos stopados... Considerando o nível inicial de entrada de R$ 4,00 e os juros no período, o prejuízo foi de 1,5%. Daqui em diante o nível a se observar é R$ 4,25, até lá, nada a fazer, aguardem nova postagem sobre o real.

O SP500 fechou a 1.868, com alta de 0,52%; o USDBRL a R$ 4,1563, com alta de 1,48%; o EURUSD a 1,0878, com queda de 0,10%; e o ouro a US$ 1.101, sem variação.
Fique ligado!

Um comentário:

  1. David Você não acha que o Lula psicopata, como Você disse é o segundo Hitler?

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