2018: Vestibular Político

6 de novembro de 2017

Goldilocks é agora


Existe um termo em inglês que caracteriza uma situação econômica particular: Goldilocks:” An economy that is not so hot that it causes inflation, and not so cold that it causes a recession. There are no exact markers of a Goldilocks economy, but it is characterized by a low unemployment rate, increasing asset prices (stocks, real estate, etc.), low interest rates, brisk but steady GDP growth and low inflation”.

Como não existe uma marca explicita analisemos alguns parâmetros da economia americana:
·         Baixo desemprego – OK
·         Alta de preços dos ativos (ações, imóveis, etc. ...) – OK
·         Juros baixos – OK
·         PIB estável – OK
·         Baixa inflação – OK

Além das condições atuais se enquadrem perfeitamente, um outo atributo também surge, a de que nesses momentos nada de muito diferente acontece.

Tenho conversado com alguns analistas e gestores ultimamente e a sensação é a mesma, nada de relevante acontece, cada dia é muito semelhante ao anterior, com pouca movimentação dos ativos.

Neste cenário passa a ser difícil encontrar assuntos de interesse aos leitores. Também acredito ser um problema para todos os meios de comunicação. Se vocês notarem, nem as notícias da lava jato tem a mesma importância que no passado. Sobram as manchetes da vitória do Corinthians sobre o Palmeiras neste final de semana, como se já fosse o Campeão do Brasileirão, o que ainda não é o caso, pois faltam seis rodadas.

Complementando as informações de emprego, o gráfico a seguir dá uma boa dimensão de como a economia americana depende das pequenas e médias empresas, o que é muito saudável.



Em termos de diferença entre os mais ricos e os mais pobres, dentre as economias do G10, salta os olhos com surpresa os dados da Grã-Bretanha, com a maior diferença entre todos os países, inclusive os EUA.


Em termos de extrema pobreza o mundo evoluiu muito nos últimos dois séculos. Em 1820, 94% da população vivia em extrema pobreza. Já hoje em dia esse percentual é inferior a 10%.


A cotação do Bitcoin não para de subir, com o nível superior a U$ 7.000, está fazendo a alegria de seus detentores. Seguramente essa é a maior bolha da história da humanidade em termos de alta percentual. A seguir a principais bolhas ocorridas no mercado financeiro. Nenhuma chegou perto da alta observada nestes últimos sete anos da Bitcoin.

 
Um dos motivos é sua pequena representatividade quando comparado aos outros ativos financeiros, e grande visibilidade adquirida através da mídia.


Não tenho mais nada a acrescentar sobre o Bitcoin, a grande coqueluche do momento. Só o tempo poderá comprovar ou não minha tese de tratar se de uma bolha, além de não ser uma moeda de troca. Mas isso pode demorar e suas cotações continuarem subindo por tempo indeterminado. Nesse final de semana recebi um relatório contendo um trabalho baseado em análise técnica da mesma. Ali, nenhuma indicação de queda no horizonte, ao contrário, esse analista visiona novas altas acima de U$ 8.000.

No post detalhes, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ...” para seu conforto de que a alta já terminou, o dólar deveria cair abaixo de R$ 3,20 nos próximos dias. Enquanto estiver entre R$ 3,20 – R$ 3,30, encontra-se no vulgo caixão, termo usado no jogo sete e meio (em desuso). Acima desse último, ainda vai sofrer um pouco, desde que não ultrapasse R$ 3,50” …. Na sexta-feira o dólar atingiu a máxima de R$ 3, 3350. Isso seria suficiente para declarar o termino desta correção?


Não ainda, no gráfico acima apontei duas possibilidades onde no caso (A), que tem minha preferência, espero mais uma alta. Caso eu esteja correto, o dólar poderia atingir o nível de R$ 3,43/3,45, bastante próximo de R$ 3,50. Esse nível se rompido, coloca o dólar sob uma nova tendência de alta. Já o caso (B) indica que a queda estaria em curso rumo a níveis inferiores a R$ 3,03, atingido em fevereiro de 2017. Essa última hipótese ganha força com o dólar abaixo de R$ 3,20.

- Boa David, essa você não tem como errar! E o que nós fazemos?
Veja amigo, quando não tenho certeza, ou o risco X retorno não parece atrativo, só me resta esperar o mercado dar mais indicações. Em todo caso, se você quiser fazer uma “apostinha” sugiro comprar dólares se as cotações atingirem R$ 3,26 com stoploss a R$ 3,20, para buscar R$ 3,43, fica a seu critério.

O SP500 fechou a 2.591, com alta de 0,13%; o USDBRL a R$ 3,2494, com queda de 1,96%; o EURUSD a € 1,1609, sem alteração; e o ouro a U$ 1.281, com alta de 0,95%.


Fique ligado!

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