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Direto ao assunto

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Eu poderia continuar escrevendo muitos parágrafos descrevendo a situação na Europa, e já fiz isto em inúmeros posts. Neste caso, para se apurar a eficácia de uma opinião, nada mais justo que acompanhar a evolução do euro, lá deveria estar refletido a somatória das opiniões do mercado. Entretanto, como vocês visualizarão a seguir, absolutamente nada poderia ser concluído, muito barulho para pouquíssimo resultado! Eu venho enfatizando que a moeda única está num processo de correção complexa e neste ponto acho que acertei na mosca! Faz mais de 18 meses que ela ameaça ir para baixo e se arrepende, depois ameaça ir para cima e o mesmo acontece. Observando este caso, fico satisfeito de usar analise técnica, pois por este ponto de vista, o que vem acontecendo era esperado. Então, ao invés de julgar qual será a repercussão da eleição Italiana, o efeito da declaração de políticos Alemães dizendo que dois palhaços foram eleitos, o desemprego dos jovens, a indignação dos Gregos e assi

SP500: Acompanhamento no radar

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Nos últimos anos assistimos o crescimento da economia Chinesa, em detrimento do decréscimo de outros países, tudo que tinha mão de obra intensiva, e podia ser fabricado e entregue nos mercados consumidores, foi sendo canalizado para aquele país. Passadas três décadas, o tamanho da economia Chinesa é tão grande que as exportações de inúmeros países dependem deles. O gráfico abaixo mostra 35 países cujas exportações são dirigidas à China. Alguns pontos me chamam a atenção, primeiro os mais dependentes são os países Africanos, que provavelmente devem exportar algum tipo de commodities; em seguida aparece a Austrália e Coreia do Sul, com níveis acima de 30%; e por último vários países conhecidos por serem produtores de matérias-primas, onde nós nos incluímos. Agora vocês já sabem se a China balançar quem vai ser mais afetado. Hoje vou comentar um pouco sobre as bolsas, e em especial o SP500, esta semana, por conta da insegurança gerada pela eleição Italiana, as ações sofr

Tiririca Italiano

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Quando o Tiririca foi eleito como o deputado mais votado com 1,3 milhões de votos, você ficou no mínimo perplexo. Nas eleições ocorridas neste final de semana na Itália aconteceu algo semelhante, o comediante Beppe Grilo obteve quase 1/4 dos votos. Coincidência? Na minha opinião não, embora o motivo seja diferente, uma vez que o nosso deputado foi eleito pela revolta da população contra a corrupção na política, no caso da Itália a indignação é a situação econômica. Eu não tenho formação em Ciências Sociais, este talvez seja um assunto para meu filho, mas na minha visão estamos presenciando um movimento estrutural de excesso de mão de obra, ocasionado pelos grandes avanços tecnológicos, agravado pelos trabalhadores da China e Índia, que tem estão dispostos a trabalhar com um salário muito inferior aos seus pares do mundo ocidental. Para complicar, os Governos na ânsia de evitar grandes catástrofe, adotaram políticas monetárias expansionistas proporcionando créditos abunda

A desigualdade está explodindo

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Hoje o post será curto tenho um compromisso durante o dia. Linda esta foto de Nova Iorque, não? É uma cidade que não tem comparação com nenhuma outra, para quem trabalha no mercado financeiro é o auge ter um trabalho por lá, o desejo de todo profissional. Mas isto que você vê é de propriedade de 1% dos americanos, os outros 99% não estão tão bem, ou melhor nada bem. Hoje foi publicado um artigo sobre a desigualdade da população americana e vários economistas alertam para os perigos de tal situação. Vou destacar alguns pontos e anexar o artigo caso queiram maiores detalhes. Vocês lembram que no ano passado havia um movimento de ocupação em Wall Street, reclamavam do lucro do bancos e de dos altos salários de seus executivos, se denominavam como os "99%". Os gráficos a seguir mostram com clareza que suas demandas eram muito pertinentes. Segundo alguns estudos, estas desigualdades atuais são duas vezes piores que a da Roma antiga, Tunísia, Iémen e as vividas pelo

Dissecando a inflação

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Como mencionei no post dissidência-no-FED , a inflação passa a ser uma informação com acompanhamento de perto. Ontem foi publicada a do mês de janeiro e permaneceu estável em 1,9% a.a. Vejam abaixo os pesos para cada subitem, notem que alugueis/residências, alimentos e transportes, representam mais de 70%, sendo que o primeiro é responsável por 41%! Em seguida a evolução dos índices nos últimos 5 anos, o core é o que exclui os itens mais voláteis, gasolina e alimentos. Observem que desde 2010 a inflação encontra-se incrivelmente estável, mesmo com todos os estímulos implementados neste período. No acumulado por categoria os grandes vilões foram colégio, energia e planos de saúde. Agora voltem ao primeiro gráfico acima e vejam que o primeiro está contido no item Education & Comunication (6,8%), energia em  Transportation  (17%) e por último, saúde em Medical Care (7%), ou seja, inferior a 30% do índice algo em torno de15% - 20%. O que eu quero enfatizar, é

Dissidência no FED

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Agora é oficial, os membros do FED tem divergências sobre a conduta da política monetária, ontem foi publicado a minuta da última reunião e lá constatou-se que vários membros enfatizaram que devem estar preparados para alterar o ritmo da compra de ativos (helicópteros no ar), em resposta a mudanças nas condições econômicas ou na avaliação da eficácia e custos que estas compras envolvem. Resumo: Cover the ass! Um outro grupo contra-atacou que o custo potencial de reduzir ou terminar muito cedo estas compras é elevado também, ou que a compra de ativos deveria continuar até que uma melhora substancial no mercado de trabalho ocorra. Resumo: Cover the ass! É muito difícil para quem não participou desta reunião saber exatamente como foram as discussões, talvez daqui alguns dias alguém em off  vai dar alguma pista, mas tem uma conclusão que podemos tirar, daqui para frente o programa será menor ou igual, aumentar nem pensar. Helicópteros on sale! Hahahaha.... Talvez estes me

SP500: A Alta é sólida?

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O mosca completou 18 meses de vida em Fevereiro e para quem acompanha o blog com assiduidade já conhece o meu jeito, sabe também, que um bom peso das minhas decisões são baseadas nos gráficos, jamais consigo me envolver quando eles apontam na direção contrária dos fundamentos. Não me entendam mal, os fundamentos são importantes e eu os acompanho da mesma forma, mas o que acontece é que os preços espelham a opinião dos investidores, e o emocional pode “distorcer” os fundamentos por um bom tempo. Então porque não usar os gráficos, que segundo os estudiosos, levam tudo em consideração? Outra enorme vantagem é que é mais difícil colocar um stoploss quando a decisão foi tomada por seus parâmetros do que pelos gráficos, o ego atrapalha muito no primeiro caso. Bem, todos já sabemos que a bolsa americana é “o termômetro", para onde ela vai os outros mercados vão atrás. Recentemente a maioria dos fundamentalistas estão bem positivos achando que é para cima, enquanto os técnico