2020: O risco vai compensar?

26 de fevereiro de 2013

Tiririca Italiano



Quando o Tiririca foi eleito como o deputado mais votado com 1,3 milhões de votos, você ficou no mínimo perplexo. Nas eleições ocorridas neste final de semana na Itália aconteceu algo semelhante, o comediante Beppe Grilo obteve quase 1/4 dos votos. Coincidência? Na minha opinião não, embora o motivo seja diferente, uma vez que o nosso deputado foi eleito pela revolta da população contra a corrupção na política, no caso da Itália a indignação é a situação econômica.

Eu não tenho formação em Ciências Sociais, este talvez seja um assunto para meu filho, mas na minha visão estamos presenciando um movimento estrutural de excesso de mão de obra, ocasionado pelos grandes avanços tecnológicos, agravado pelos trabalhadores da China e Índia, que tem estão dispostos a trabalhar com um salário muito inferior aos seus pares do mundo ocidental. Para complicar, os Governos na ânsia de evitar grandes catástrofe, adotaram políticas monetárias expansionistas proporcionando créditos abundantes com taxas de juros negativas, que originou bolhas globais em varios ativos. Isto pode acabar bem? Não é o que a história demonstra, normalmente estes desequilíbrios geram revoltas que culminam com destruição de riqueza e vidas humanas. Acordei de mau humor? Hahahahah.....

Agora na Itália está tudo indefinido, pois até o Berlusconi envolvido em inúmeros escândalos pessoais e políticos obteve 30% dos votos. Alguma semelhança com a eleição de Renan Calheiros como Presidente do Senado?
Por conta destes resultados as bolsas caíram ao redor do mundo, mas ainda não dá para confirmar que a onda B, terminou.

Se você é empresário, vai ficar p--o da vida, o gráfico a seguir apresenta os lucros das companhias americanas antes e depois dos impostos, desde 1987. 


A área em azul seria a alíquota de imposto calculada sobre estes dados. Em 1987 era de 40% e hoje está ao redor de 20%, embora seja divulgado que a aliquota é de 35%, a verdade é que as companhias pagam muito menos, seriam as famosas operações fiscais? É bem provável, pois no post USA-melhora-ou-manutenção?alertei para o caixa que as grandes empresas deixam no exterior para evitar tributação. Diferentemente do Brasil, lá se a lei permite uma brecha para se pagar menos imposto, é valido, não tem discussão.

Agora, porque eles não alteram, uma vez que estão desesperados por arrecadação? Medo! Medo de uma maior tributação induzir a bolsa cair. A título de curiosidade, o autor deste trabalho calculou qual seria o adicional de arrecadação caso a alíquota fosse os 35%, este valor seria a bagatela de US$ 1,9 trilhão!


O real está se aproximando de uma região importante para  dar sustentabilidade à alta do dólar e consequente queda do real.

Desde da minha sugestão de compra e-agora-Jose?, o real vem perdendo o impeto de valorização e os argumentos se dissipando, prevalecendo mais a realidade que é um fluxo cambial persistentemente negativo. Do ponto de vista técnico e também psicológico a cotação de R$ 2,00 é importante, e ela está se aproximando. Se rompido, abre caminho para alta do dólar que antevejo, caso contrario pode buscar cotações mais baixas apontadas no gráfico com o retangulo em vermelho. Vamos aguardar. 

O SP500 fechou a 1.496, com alta de 0,61%; o real a R$ 1,9830, sem variação; o euro a 1,3061, sem variação e o ouro a US$ 1.614, com alta de 1,20%.
Fique ligado!

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