2020: O risco vai compensar?

7 de fevereiro de 2013

A recuperação da China é sólida?


O ano novo Chinês começa em fevereiro e está associado a um animal, que neste ano será a serpente. Embora eu não acredite neste tipo de previsão, vou colocar as características descritas por um especialista.

..."Este ano será difícil de prever ( Xiiii eles também acham? Hahahah...). O Ano do Dragão, foi um ano bastante próspero, expansivo, mas como viajamos na cauda do Dragão, o final do ano foi perturbado por uma tendência para uma possível recessão, que começou a surgir”...

No post USA-melhora-ou-manutenção? disse que faria alguns comentários sobre a economia Chinesa, ultimamente os analistas tem ficado mais confiantes, pois alguns dados foram positivos como o PIB que cresceu 7,9% em 2012, superior aos 7,4% de 2011, assim marcou o seu segundo soft lending em menos de quatro anos. Todos esperam que a demanda interna cresça, mas aquele país está pesadamente dependente das exportações e consequentemente da demanda das principais economias.

Diferente dos outros países, a China mantém amplo espaço para políticas fiscais e monetárias. Entretanto a China tornou-se mais instável, com lentidão importante no crescimento real do PIB em 2009 e novamente em 2012. Seus desequilíbrios pioraram, a percentagem de investimento está a níveis elevados de mais de 50% do PIB e o consumo interno caiu abaixo de 35%.

Resumindo, o modelo de crescimento foi esticado como nunca antes. É, como um elástico, mais tempo ele permanece esticado, maior a chance de retroceder, ou mesmo romper. Como sintetiza o economista Stephen Roach, ..”  A economia Chinesa atravessou duas grandes crises mundiais nos últimos quatro anos. Na superfície, a sua capacidade de recuperação tem sido impressionante é a primeira a se recuperar, como os líderes Chineses sempre querem destacar. Mas, abaixo da superfície, é uma economia desequilibrada, instável, descoordenada e insustentável, arriscando perder sua capacidade de resiliência. Sem reequilíbrio e reformas, os dias de soft lending terminaram”...  Vejam que este economista sempre foi muito otimista em relação a este pais.

Estamos hoje vivendo uma recuperação anêmica nas maiores economias do mundo, e a China, é o único local onde o crescimento é potente, não esquecendo, da sua importância, por trata-se do 2º maior PIB do planeta. Eu estou convencido que, se algo importante acontecer naquele país, o mundo não terá como combater a força deflacionária que impera nos dias de hoje.  Em todo caso a bolsa lá tem reagido positivamente nos últimos meses, vejam abaixo.


















O SP500 fechou a 1.509, com baixa de 0,18%; o real a R$ 1,9663, com baixa de 1,19%; o euro a 1,3398, com baixa de 0,90% e o ouro a US$ 1.671, com queda de 0,36%.
Fique ligado!

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