Inflação: A Revanche

23 de dezembro de 2016

Merry Christmas


Como havia comentado, farei hoje uma breve atualização de nossas posições, além de alguns dados que selecionei durante a semana.

Quando o assunto é EUA, Donald Trump ainda domina o noticiário. Está ficando cada vez mais claro que o troglodita vai pelo caminho que orientou sua campanha eleitoral. Nesta última semana se concentrou em assuntos referentes a China, aonde tudo indica, tomará medidas para restringir as importações daquele país através da elevação das tarifas de importação.

Por outro lado, a China de forma não oficial deixou vazar em seus meios de comunicação, que permanece esperançosa que o novo governo manterá os acordos anteriores, porém alerta para os enormes prejuízos para ambos os lados, caso ocorra aumento de tarifas por parte dos EUA. Diz também que, caso isso ocorra, fará o mesmo com produtos importados desse país.

A recuperação de postos de trabalho é uma promessa de Trump que tem pouca chance de sucesso. Como o Mosca comentou diversas vezes, a produção de bens nos EUA e porque não, nos países desenvolvidos, sofrem ameaças em duas frentes: a instalação de fábricas fora de seus países para locais com mão de obra mais barata; e a substituição por robôs.


Como se pode notar, é um processo estrutural e acredito que Trump não terá como combater essa tendência. Já a próxima figura apresenta em quais países o efeito da substituição por robôs está mais avançada.

 
O Titã do mercado de bonds, Jeffy Gundlach, em sua última apresentação aos seus investidores, traçou um paralelo com o início do mandato de Ronald Regan em 1982. O motivo da comparação são as semelhanças dos programas, principalmente no que se refere a corte de impostos. A Tabela abaixo apresenta as condições econômicas que prevaleciam naquele momento e as de hoje.

Eu grafei os índices que são muito diferentes e não acredito que se possa extrapolar o que lá aconteceu, com o que deverá acontecer agora.

O próximo gráfico mostra o enorme fluxo de recursos que saíram dos fundos de renda fixa e a consequente alta dos juros dos títulos de 10 anos.

E por último a evolução das moeda dos países emergentes em comparação com os países desenvolvidos. A melhor performance do primeiro em relação ao segundo é fortemente influenciada pela queda expressiva da moeda japonesa, o yen, que caiu aproximadamente 15%.


O real está fechando muito próximo ao nível de stop loss que estabeleci – R$ 3,26. No post não-arrisque-ficar-rico-pela-segunda-vez, fiz os seguintes comentários: ...“O objetivo será entre R$ 3,60 – R$ 3,75 a ser definido melhor mais à frente. Caso o que estou esperando aconteça, ficarei bastante confiante numa alta mais consistente do dólar no longo prazo. Posso adiantar que o nível de R$ 4,25 será testado novamente, seria uma alta expressiva superior a 25%! Mas, é fundamental que o nível de R$ 3,26 não seja tocado; não que isso elimine completamente minha expectativa” ...


Acontece que o dólar não chegou a ultrapassar o nível de R$ 3,50. Ao contrário, hoje ficou na linha do pênalti para eu ter que alterar minhas previsões de curto prazo. Ainda vou aguardar, mas posso adiantar que a resolução dessa dúvida se dará nos próximos dias.


No post real-quando-o-acerto-pode-gerar-uma, tracei objetivos de mais longo prazo e comentei sobre um cenário alternativo: ... “Zen” – Nesta situação o dólar ainda permaneceria “zen” por mais um tempo e poderia atingir o nível de R$ 2,80, para em seguida iniciar seu movimento de alta para níveis menores R$ 4,50 e R$ 5,50. Os percentuais de alta seriam muito semelhantes aos anteriores”... Se por ventura, o dólar romper abaixo do nível de R$ 3,10, esse cenário alternativo entra em ação. Mas isso será discutido com mais detalhes caso aconteça.

Em relação a posição de euro não tenho nada a comentar, nessa semana não houve muita oscilação em virtude das festas de final de ano.


Como a charge de hoje mostra, os garotos americanos estão pedindo para o Papai Noel - ações!
Feliz Natal!

O SP500 fehou a 2.262, sem variação; o USDBRL a R$ 3,2705, com queda de 0,49%; o EURUSD a 1,0448, com alta de 0,13%; e o ouro a US$ 1.132, com alta de 0,30%.
Fique ligado!

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