Inflação: A Revanche

15 de dezembro de 2016

O ouro vai virar pó?


Ontem foi anunciada a decisão da esperada reunião do FED, não porque se tivesse alguma dúvida que a autoridade monetária aumentaria os juros, mas se haveria mudanças nas suas projeções.

No post tem-gato-no-telhado fiz os seguintes comentários: ...” Na próxima semana o FED se reúne na quarta-feira para decidir sobre a taxa de juros. Na verdade, já está decidido: vai subir 0,25%. Mas, o que não está no radar, e pode surpreender o mercado, seria uma projeção de mais altas em 2017; ou seja, ao invés de 50 pontos como o mercado espera, a autoridade monetária sugere 100 pontos. E olha, não seria nada de mais, pois fecharia o ano de 2017 em 1,75% a.a., ainda abaixo da inflação corrente ao redor de 2%” ... Acho que o FED seguiu os conselhos do Mosca ao elevar as projeções para 2017 e 2018 de 50 pontos para 75 pontos, fizeram um fifty - fifty! Hahaha ...

A ilustração a seguir detalha a evolução das projeções feitas pelos membros do FED, o que o mercado denomina de dots. Notem que quando se compara os resultados da reunião de ontem com a anterior, em 2017, além da elevação citada acima, existe a concentração, em alguns níveis. Já para 2018, nota-se uma dispersão, indicando dúvidas de seus membros. Acho natural, uma vez que, existem muitas suspeitas sobre os resultados do programa do troglodita. 

Agora tenho uma curiosidade enorme para saber quem é o membro que acredita que a taxa estará em 0,75% ao final de 2018, se ele acertar vai ser considerado um visionário!


Enquanto a professora Yellen explicava para o mercado que não precisavam se preocupar pois estava indo tudo muito bem na economia americana, e que o FED está no caminho de normalizar os juros, Trump se reunia com o pessoal da FANG e seus derivados.

- David, FANG? Não conheço essa empresa.
Ah, você sabe como os americanos são loucos por criar acrónimos. FANG são as inciais das seguintes empresas: Facebook, Amazon, Netflix e Google!

Foi permitido a impressa gravar em celular alguns momentos do evento e o futuro Presidente se portou como um “cliente” dessas empresas, na verdade cobra impostos, mas não sei bem o que entrega. “Oi pessoal estou aqui para ajudar vocês ... ... Se precisar de qualquer coisa entre em contato com meus assessores ou ligue direto para mim, sem burocracias” .... Não deixa de ser uma mudança. Agora será que Trump vai governar os EUA como se fosse uma empresa?


Antes de entrar na análise técnica do ouro, o gráfico a seguir mostra a evolução da dívida americana, entre os principais agentes econômicos. Notem que a parcela relativa a população é elevada, e na sua maioria refere-se a empréstimos imobiliários. Se por um lado grande parte dessa dívida foi contratada à taxa fixa, não sofrendo impacto de uma eventual alta do juro, por outro lado uma desvalorização dos imóveis pode comprometer sua qualidade.


Quando eu comecei o Mosca o ouro era a coqueluche do momento. Naquele instante, eu apelidei os metais, ouro e prata, como pop star. Os relatórios internacionais publicavam projeções dos analistas, que eram refeitas quase que diariamente. Cheguei a observar nestas projeções níveis de U$ 3.000, US$ 5.000 e até US$ 10.000! O ouro era a recomendação do momento. Para quem começou acompamhar o Mosca naquela época, apontei para um longo período de queda.

Essa postura não restringiu nossos trades durante esses anos, sugerindo várias vezes trades de compra e de venda. Mas eu tinha um nível onde eventualmente o ouro iria reverter e começar a subir. Esse nível aconteceu no início desse ano quando atingiu a mínima de US$ 1.050 – meu nível era de US$ 1.100.

Agora quase nem se ouve falar do ouro, os analistas fazem comentários de roda pé, pois acreditam que o ouro é pó, será? O Mosca ainda trabalha com a hipótese que o metal vai subir. O que está em dúvida é em que nível a correção vai terminar, ou pode ser que até já terminou. 

Por enquanto o ouro está muito fraco, meus indicadores de momentum apontam para mais quedas. Isso implica que para mudar de direção terá que fazer muita “força”. Vou ficar de olho em dois níveis que aponto abaixo no gráfico.

Um se encontra muito próximo a US$ 1.100. Neste nível existem poucas razões para comprar e muitas para não. Porém uma das razões a favor é que se pode estabelecer um stoploss bem curto, aproximadamente US$ 50. Talvez vai valer uma aposta, não sei ainda. Já a segunda a US$ 900, deveria conter a queda. Do pico atingido, é aproximadamente 50% de retração, um descontão! Aí, vamos tomar coragem e comprar.

Se a segunda hipótese ocorrer tenho muita convicção que ninguém estará recomendando o ouro, vamos ler nos noticiários que o metal não serve para nada a não ser para joias, pois nem os dentistas usam mais; não rende juros; e etc ... E da mesma forma quando estava com toda a bola em 2011, e o Mosca estava com uma visão contrária, se atingir os níveis acima nós estaremos com uma visão contrária do mercado. Afinal o outo nunca será pó!

- Ah, Ah, Ah ... você usou nunca, não é contrário a usar essa palavra?
Eu não disse que não pode ficar mais barato, só disse que nunca vai virar pó, por um centavo você não compra? Hahaha ...

Falando nisso, preciso colocar o cenário alternativo. Se a galera estiver certa e o ouro continuar caindo, vou ter que refazer minha análise e provavelmente ficará comprometido a ideia de do metal ultrapassar a máxima de US$ 1.920.

- David, assim você não vai errar nunca. Sempre tem uma saída! 

Vou te corrigir, sempre tem um stoploss, e a humildade de assumir que errei. Melhor isso que ficar teimando numa ideia qunado o mercado mostra que está errado. Prefiro o choque do prejuízo que uma agonia sem fim! 

O SP500 fechou a 2.262, com alta de 0,39%; o USDBRL a R$ 3,3685, sem variação; o EURUSD a 1,0412 ativiando nossa suguestão de venda, com queda de 1,17%; e o ouro a US$ 1.128, com queda de 1,39%.
Fique ligado!

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