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A grande deserção cripto #S&P 500 #bitcoin #MSTR

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Durante anos, os defensores do bitcoin venderam a ideia de que ele seria o “ouro moderno”. Uma reserva de valor imune à inflação, ao descontrole fiscal e às fragilidades do sistema financeiro tradicional. Pois bem: o mundo entrou novamente em modo defensivo, o dólar vem se desgastando, a geopolítica voltou ao centro das decisões de investimento — e o dinheiro correu para o ouro. Para as criptomoedas, sobrou o abandono. Na minha rede social, essa mudança de humor já era visível. Quem antes repetia, com a convicção de um catecismo, que o bitcoin substituiria o metal precioso, agora mal toca no assunto. O Mosca nunca embarcou nessa tese. Sempre enxerguei pouca utilidade econômica real e muita narrativa sustentando preço. Ainda assim, eu fazia uma ressalva: se um dia o dólar perdesse, de fato, seu status e o mundo precisasse de um “plano B” monetário, talvez surgisse algum espaço para uma alternativa digital. O momento atual é um teste respeitável. O dólar cai, a incerteza aumenta e ...

A opinião está no fluxo #USDBRL

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Pouco importa a narrativa quando ela não se converte em alocação efetiva de capital. O câmbio, mais do que qualquer outro mercado, reage diretamente a fluxo. E o que se observa nos últimos meses   é uma mudança objetiva de comportamento dos investidores globais em relação ao dólar. O ponto central destacado por Robin Brooks não é venda de ativos americanos, mas aumento expressivo de proteção cambial. Os fluxos para ações e títulos dos Estados Unidos seguem elevados, porém acompanhados por vendas de dólar no mercado futuro. Ou seja, investidores mantêm exposição aos ativos, mas neutralizam o risco da moeda.     Essa dinâmica é fundamental porque o estoque de ativos americanos em mãos estrangeiras é gigantesco quando comparado aos fluxos mensais de entrada. Pequenos ajustes de hedge sobre esse estoque produzem movimentos relevantes no câmbio, sem necessidade de saída física de capital. O segundo vetor é a mudança nos diferenciais de juros futuros. Desde o episód...

SexTech: IA 2.0 #nasdaq100 #NVDA

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O Mosca acompanha o AI Adoption Tracker do Goldman Sachs desde o seu início porque ele foge do barulho típico dos relatórios temáticos e entrega algo raro: dados de adoção real, capex efetivo e impactos mensuráveis sobre produtividade. O título IA 2.0 nasce exatamente dessa constatação. Não se trata de uma nova tecnologia, nem de uma nova promessa, mas de uma mudança de estágio. A inteligência artificial deixou de ser novidade, saiu da fase da narrativa e passou a fazer parte do funcionamento cotidiano da economia. Ela já não impressiona pelo potencial; ela se impõe pela execução. A atualização de janeiro de 2026 reforça uma percepção que o Mosca vem defendendo há algum tempo: a IA já ultrapassou o campo experimental e entrou definitivamente no planejamento estratégico das empresas.     A taxa de adoção de IA entre empresas nos Estados Unidos atingiu 17,7%, com mais de 22% das firmas indicando que pretendem implementar a tecnologia nos próximos seis meses. Não é mais teste, nã...

Os Dragões da IA #OURO #GOLD #EURUSD

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“A IA está levando poucos ativos a alturas tão elevadas que o resto do mercado fica sem ar.” Essa frase resume com precisão quase desconfortável a tese central do relatório “Smothering Heights”, do JPMorgan, quando isolamos o tema da inteligência artificial. Não se trata de empolgação tecnológica nem de narrativa futurista. Trata-se de concentração econômica mensurável, visível nos retornos de mercado, nos lucros e, sobretudo, no investimento em capital. O relatório não sugere, nem de longe, que a tecnologia seja irrelevante ou que os ganhos de produtividade não existam. O ponto central é outro: os benefícios econômicos da IA não estão sendo distribuídos de forma homogênea ao longo do mercado.   A analogia com Game of Thrones não é decorativa. Na série, dragões são ativos raros, caríssimos, difíceis de replicar e decisivos no equilíbrio de poder. Quem controla dragões impõe termos, redefine fronteiras e altera o curso das batalhas. Na economia da IA, os dragões assumem u...

O fim da ilusão japonesa #IBOVESPA

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O Japão voltou ao centro do debate global não por uma inovação tecnológica ou por uma surpresa positiva de crescimento, mas porque o modelo que sustentou sua economia por décadas começou a cobrar a conta. Não é algo novo para quem acompanha o Mosca. Já escrevi inúmeras vezes que o arranjo japonês era uma construção artificial: juros em zero por tempo indefinido, controle direto da curva longa pelo banco central e uma moeda permanentemente enfraquecida como válvula de escape. Funcionou por muito tempo. Talvez até tempo demais. Durante anos, o país conviveu com deflação, crescimento anêmico e uma demografia adversa. Para evitar uma crise interna, optou-se por um expediente de emergência que virou política permanente. O Banco do Japão assumiu o papel de comprador quase exclusivo da dívida pública, mantendo os juros longos artificialmente baixos. A consequência direta foi a desvalorização contínua do iene e a expansão da dívida pública para níveis extremos, hoje próximos de 240% do PIB. ...