Vivendo com o dedo no gatilho #S&P 500
Vivemos num mundo de curto prazo. Informação em tempo real, decisões instantâneas, cobrança contínua. Tudo precisa mostrar resultado agora. Se demora, perde relevância. Se não performa rápido, vira erro. Mas será que investir em ações combina com essa lógica? Ou estamos apenas naturalizando um comportamento que cobra um preço alto — e recorrente? É importante dizer desde já: agir assim é normal. A teoria comportamental explica. O ser humano reage ao que está próximo, sofre mais com perdas visíveis do que valoriza ganhos futuros e sente desconforto diante da incerteza. Nada disso é exceção. É regra. O mercado financeiro apenas amplifica esse traço. Um estudo acadêmico recente – Exploiting Myopia, Kalash Jain e outros, ajuda a colocar números nessa intuição antiga. Ele não julga gestores, não acusa incompetência, não romantiza o longo prazo. Apenas observa um fato simples: quanto mais curto é o horizonte real de decisão, menor tende a ser o retorno capturado no tempo. A met...