2020: O risco vai compensar?

23 de novembro de 2012

Dia D


Hoje é o dia D para o câmbio, ontem o Presidente do BC deu algumas declarações sobre a política cambial que pretende adotar, e sinceramente não disse nada de novo, apenas reforçou as ações tomadas nos últimos meses, que foram: a) Câmbio abaixo de R$ 2,00, só embaixo de seu cadáver; b) Se subir muito atuará vendendo dólares, e mais intrigante c) O câmbio é flutuante, é mesmo? Mas o  importante hoje é saber se ele vai atuar ou não, é isto que o mercado vai testar.

Pela manhã o BC anunciou a rolagem dos contratos de swap, sem entrar na tecnicidade deste contrato, ele renovou uma operação antiga, e se isto foi suficiente para o dólar recuar de R$ 2,1168 para abaixo de R$ 2,09, acho que não vai ser desta vez que o real vai romper aquele número fatídico de R$ 2,105, abrindo a possibilidade de mais um retorno ao níveis de R$2,00. 
Sr. mercado, decepcionante!

A minha leitura é que o BC deixa aberta a porta para uma nova rodada de desvalorização do real mais a frente, tecnicamente combina com o cenário que venho postando ultimamente, projetando uma alta até R$ 2,20/R$ 2,25. A partir daí poderia entrar com a venda de dólares no mercado à vista, onde o efeito nas cotações é mais direto. Será que o Tombini está lendo o mosca? Hahahahah.....
Para o leitor assíduo, que comentei no post 2013-está-chegandolamento, não foi desta vez!



mosca busca informar seus leitores de uma forma neutra, ou tenta pelo menos. O analista Neil Irwin publicou hoje 4 motivos que motivam esperança na recuperação americana:

1.       A dívida dos americanos está em rota descendente - Depois de atingir 98% do PIB em 2009, a mesma caiu para 83%, este fato ocasionou uma queda dos pagamentos de juros de 14% da renda para 10,7%.


1.       Eletricidade e gás natural tiveram queda - O preço ao consumidor do gás caiu 8,4% este ano e a eletricidade 1,2%, no mesmo período.

2.       As empresas não estão dispensando funcionários - Embora não estejam contratando na quantidade desejada, não estão demitindo.

3.       As residências estão muito mais acessíveis - No pico da bolha de imóveis em 2.006, a prestação média de uma casa típica americana estava por volta de US$ 1,247 mensais, os preços dos imóveis caíram bem como as taxas de juros, assim a mesma casa hoje tem uma prestação de US$ 899.

Vocês já ouviram o termo "fazer o jogo do contente"? É o que acho destes comentários, pois embora sejam todos positivos só explicam porque a economia não está deprimida, mas até aí ficar otimista, ainda falta muito.

O SP500 fechou antecipadamente as 13 hs. horário de Nova York a 1.409, com alta de 1,30%; o real a R$ 2,0812, com queda de 1,08%; o euro a 1,2971, com alta de 0,69% e o ouro a US$ 1.752, com alta de 1,34%.
Fique ligado!



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