2020: O risco vai compensar?

1 de abril de 2013

Futuro dos jovens


Hoje vou combinar dois assuntos sobre os jovens que, a princípio, podem não ter uma relação aparente entre si. 
Olhando do ponto de vista paterno, já há um bom tempo tenho grandes dúvidas de como será o futuro da geração de nossos filhos, pois encontro diferenças importantes quando comparo com a minha juventude.

Do ponto vista sociológico observo que as famílias atuais passaram por duas mudanças importantes nas ultimas décadas, a primeira é o fato das mulheres que, hoje em dia em sua maioria, trabalham fora de casa. Consigo entender suas motivações de quererem um trabalho com mais “ importância” que cuidar dos afazeres domésticos, ou ainda a necessidade de complementar a renda do casal. Isto ocasionou a “terceirização” da educação dos filhos, ou por meio das escolas, que em sua maioria tem período integral ou uma estrutura de empregadas domésticas/babás.

O outro fator, é o grande número de casais separados, onde me incluo. Como numa empresa quando seus sócios entram em desacordo, à partir da separação inicia-se uma situação de conflitos de interesses, onde não raramente, os filhos são “usados” nestas disputas entre os casais. Convivo com inúmeros casos e posso dizer que o conflito pode variar de intensidade, porém é visível em todos os casos. Além disso os filhos ficam sujeitos a situações que eu denomino de "multifamiliar", com padrastos, madrastas, "irmãosdrastos", de ambos os lados. Esta convivência é no mínimo estressante.

Poderia citar outros fatores que colaboram para o quadro que irei descrever, porém os citados acima são mais incisivos em minha avaliação. Eu diria que os jovens hoje são: a) Muito dependentes de seus pais, tem pouca iniciativa para resolver suas questões; b) Pouca motivação em “querer mudar o mundo”, talvez um subproduto do item anterior; c) Posicionamento imediatista, premiam o generalismo em detrimento da profundidade, efeito Google; d) E por último a banalização do álcool, drogas e sexo.

Dá para ficar otimista? Minha terapeuta tem uma visão mais pragmática e acredita que eles vão se encontrar no futuro, e cita como exemplo da minha geração, os hippies. Eu tenho sérias dúvidas.

Vamos aos fatos econômicos e avaliar as condições de trabalho que os jovens no mundo têm a sua disposição hoje em dia. Neste primeiro gráfico podemos avaliar a evolução do emprego geral em alguns países da Europa e também dos USA, desde a recessão de 2008. 


Neste próximo, a mesma informação porém considerando somente os jovens, observem que em todos os países o porcentual é superior ao da estatística que engloba todos os trabalhadores, mas é na Europa que estes números são mais exacerbados, com exceção da Alemanha, que vai muito bem obrigado!


Para sua melhor sensibilidade, este outro gráfico calcula a elevação percentual neste grupo, a partir da recessão. Novamente, só na Alemanha tem dados favoráveis, com queda. É mais do que evidente que a Europa não está em equilíbrio!


Ao observar estas estatísticas, é de se ficar no mínimo surpreso, pois os jovens normalmente tem a seu favor, mais energia, salários mais baixos, são a mola propulsora em qualquer negócio e em situações difíceis, podem colaborar com novas técnicas e soluções mais criativas. O único ponto contra seria a sua falta de experiência. Um artigo publicado por Thomas Friedman no New York Times, comenta sobre a distância que se está se criando entre o que se aprende nas Universidades e as necessidades das empresas Need-a-job?-Invent-it.

Como dizia um ex-sócio, contra os fatos não tem argumentos! Esta situação de alto desemprego entre os jovens não é tranquilizadora. O que vai acontecer com esta geração? Espero que minha analista esteja correta e eu só preocupado com um pensamento que não vai se tornar real.

A evolução do PIB mundial vem perdendo força, e como pode-se ver, na figura abaixo, a razão é decorrente da desaceleração dos países desenvolvidos, os BRIC´s estão se mantendo relativamente estáveis, com exceção do Brasil que teve um resultado ruim no ano passado.


O SP500 fechou a 1.562, com queda de 0,45%; o real a R$ 2,0205, com baixa de 0,15%; o euro a 1,2848, com alta de 0,28% e o ouro a US$ 1.599 (on sale de novo! Hahahahah...), com alat de 0,17%.
Fique ligado!


Nenhum comentário:

Postar um comentário