Inflação: A Revanche

26 de maio de 2015

Ações a preço de banana

A história diz que em 1929, um pouco antes do Crash da bolsa americana, um executivo da área financeira foi engraxar os seus sapatos. Em conversa com o engraxate, o mesmo lhe disse que tinha comprado várias ações. Depois disso, ao caminhar a seu escritório, pensou que seria hora de vender suas ações, afinal se até o engraxate que nada entendia de empresas estava comprando, esse processo não iria terminar bem. Este foi um dos casos das pessoas que conseguiram sair na hora certa.

A bolsa de valores na China vem chamando a atenção em 2015, agora é oficial, sua alta supera os 100%. No post camelô-de-mercado, mostrei coisas inéditas que vem acontecendo naquele país, como um camelô dando aulas de como investir na bolsa.
Agora, a foto a seguir nos faz associar ao caso do engraxate relatado acima, mas de uma forma mais moderna. Naquele época, nem as informações das cotações e muito menos das execuções, eram tão fáceis como hoje em dia.
Com certeza, deve estar dando mais lucro comprar e vender ações, que vender frutas! Ou será que as ações estão a preços de banana? Hahahaha ...A economia não está compatível com tanto otimismo, parece que a esperança de ver uma elevação do consumo interno, para substituir as suas exportações, está andando a passos de tartaruga. O governo para reativar a sua economia, pois tem que que criar milhares de emprego ano após ano, lançou ontem um plano para investir US$ 317 bilhões em mais de 1.000 projetos de infra estrutura, em setores como: transportes, conservação de água e serviços públicos.

Outra ação do governo Chinês, foi a de abrir seu mercado de títulos para os investidores estrangeiros. E com as taxas de juros praticamente inexistentes no mundo, parece haver boa demanda do exterior.


É visível a intenção da China em desbancar o dólar como moeda de troca, e em algum momento, deverá liberar a livre conversão de sua moeda, o Yuan. Um estudo recente calcula a cotação da moeda Chinesa contra o dólar, usando uma média ponderada pelo volume de comércio exterior, e apontam para um nível mais valorizado que a do mercado, conforme pode-se verificar no gráfico a seguir.

Os USA sempre acusaram a China de manipular sua moeda, ao forçar para uma cotação mais baixa. Entretanto esses tipo de estudo mostra como foi acertada a política adotada pelos Chineses, ao promoverem uma equalização mais "justa" de uma forma gradual.

No post o-ministro-não-esta-para-brincadeira, fiz alguns comentários sobre o ouro: ...vou manter minha recomendação de compra a US$ 1.167, com stop a US$ 1.135, e esperar que o mercado decida para que lado quer ir... Estamos entrando praticamente no quarto mês que o metal não sabe o que fazer, se tenta buscar novas altas acima de US$ 1.300, ou novas quedas abaixo de US$ 1.130. Eu ainda vou manter a mesma sugestão de trade indicada acima, em algum momento o mercado vai decidir para que lado vai, e eu acredito que será para cima, com uma convicção 3 (0 a 10)...

Como pode-se verificar a seguir, o ouro sofreu um bom recuo e encontra-se mais próximo do nível de trade que sugeri.
Vou fazer uma pequena alteração no preço de compra para US$ 1.170, mantendo o mesmo stop a US$ 1.135. Repito o que disse anteriormente, meu grau de convicção não é alto, assim não entre de cabeça nesse trade, escolha uma posição pequena, e se o desenrolar for a nosso favor, teremos tempo de aumentar depois.

O SP500 fechou a 2.104, com queda de 1,03%; o USDBRL a R$ 3,1530, com alta de 1,85%; o EURUSD a 1,0873, com queda de 0,93%; e o ouro a US$ 1.186, com queda de 1,67%.
Fique ligado!

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