Inflação: A Revanche

12 de maio de 2015

Elas gostavam dos carecas!

A maioria dos homens não se sente muito confortável quando começa a perder os cabelos. Posso dizer por experiência própria que a sensação é de que estamos ficando mais velhos, e nos deparamos com a finitude. Mas as mulheres parecem ter uma opinião diferente.

Uma pesquisa da Universidade da Pensilvânia, feita no passado, comprovou o que a velha marchinha de carnaval já vinha afirmando há tempos: é dos carecas que elas gostam mais. De acordo com a pesquisa, as mulheres associaram algumas características como masculinidade, força, confiança e virilidade, aos homens com pouco ou nenhum cabelo.

Mas parece que houve uma mudança recentemente. O número de americanos com idade superior a 25 anos, que nunca se casaram vem subindo substancialmente, hoje correspondem a aproximadamente 25% da população. Dentro deste grupo, foi feita uma pesquisa para identificar quais as qualidades que as mulheres buscam em seu futuro par, vejam o resultado a seguir.

Quase 80% respondeu: ter um emprego estável. Em função disso, recomendo aos jovens que estão em busca de uma parceira nova, que levem consigo sua carteira de trabalho, de uma empresa entre as 500 maiores. Ah, para quem é careca, um tratamento para queda de cabelos! Hahahaha ....

Este assunto surgiu num trabalho publicado por Lance Roberts, onde diz que, a crise financeira que se aproxima não será como o evento Lehman Brothers, e sim pela falta de estabilidade financeira atual e da próxima geração americana.

A sua afirmação baseia-se no fato que 40 milhões de americanos, dentro do mercado de trabalho, não têm nenhuma poupança, necessária para suas aposentadorias. E aqueles que têm, não é suficiente. A última pesquisa realizada pelo FED em 2013, apontou que a média de ativos por família, com planos de aposentadoria, é somente de U$ 201.000.
Segundo seus cálculos, esta é uma quantia que dificilmente consegue suportar as novas expectativas de vida, bem como os custos de saúde que explodiram, ocasionado pelos elevados níveis de obesidade e baixas condições físicas. Como consequência, o peso irá recair sobre o precário sistema de saúde pública. Esta é a situação para quem se encontra próximo de se aposentar.

Depois de 2 quedas expressivas da bolsa, desde a virada do século, empregos e salários baixos, inabilidade em aumentar o endividamento, fez a maioria dos americanos ficarem financeiramente  debilitados.

A questão é que, embora o FED, em seus melhores esforços de animar a economia através da valorização dos ativos, seus efeitos são praticamente mitigados, quando apenas uma pequena parcela da população se beneficia desse efeito. O problema da autoridade monetária, numa economia que depende 70% do consumo, quando a vasta maioria dos americanos vive de paycheck-to-paycheck, a demanda agregada não é suficiente para puxar o crescimento.

Assim, o problema real para a economia e o seu futuro, podem ser claramente vistos, na proporção do emprego sobre o total da população  na faixa entre 16- 54 anos de idade. Este grupo que deveria estar trabalhando e poupando, para constituir sua aposentadoria, não está!

"At some point, the realization of the real American crisis will be realized. It isn't a crash in the financial markets that is the real problem, but the ongoing structural shift in the economy that is depressing the living standards of the average American family. There has indeed been a redistribution of wealth in America since the turn of the century. Unfortunately, it has been in the wrong direction as the U.S. has created its own class of royalty and serfdom"


Sem dúvida os argumentos deste economista são convincentes, embora seus efeitos serão sentidos em prazos mais longos. Por tudo isso, sempre tenho uma certa dificuldade de acreditar que a economia americana entrará num movimento de normalidade, existem forças estruturais que agem contra este movimento. Mas essa dúvida, só irá se dissipar no futuro, não tem apostas a fazer, mas não se pode mergulhar na euforia, imaginado que agora vai!

O euro teve uma reação positiva hoje, depois de alguns dias andando de lado. No post ideia-fixa, desenvolvi alguns raciocínios sobre esse trade, onde decidi liquidar parte da posição, mantendo o stop a 1,1080 e um target de 1,1500: ...Já era minha intenção estabelecer o nível de 1,15 para liquidarmos esta posição. Ao observar o gráfico, fiquei num dilema: Liquidar agora e realizar um lucro de 1,5%; ou esperar que a cotação volte a subir e atinja o patamar desejado, realizando um lucro de 3,8%?  O que eu posso adiantar é que, do ponto de vista técnico, a possibilidade do euro recuar, é possível, embora ficaria mais "correto" a 1,15...


As notícias sobre a Grécia estão, de certa forma, desencontradas. Ninguém sabe exatamente o que irá ocorrer. Mas o que não se tem dúvidas, é que o sistema bancário grego está numa draga, perdendo recursos diariamente, e o país tem uma série de compromissos no curto prazo com várias agências supra nacionais. Não fosse isso, o euro já estaria bem mais alto, uma vez que os dados econômicos têm vindo muito melhores que o esperado. Nossas fichas estão na mesa, e vamos aguardar que o restante da posição seja liquidada com lucro.

- David, é bom você falar que percentagem da posição liquidou!
1/3, esta fração indica a metade, da meia metade, entendeu? 
- Lógico que não!
Então acompanhe, a primeira metade é 50%, a segunda metade seria 25%, como é metade dessa, chega-se a 1/3. Complicado? Hahahaha ....

O SP500 fechou a 2.099, com baixa de 0,29%; o USDBRL a R$ 3,0193, com baixa de 1,04%; o EURUSD a 1,1213, com alta de 1,1213, com alta de 0,53%; o ouro a US$ 1.193, com alta de 0,93%.
Fique ligado!

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