Inflação: A Revanche

29 de maio de 2015

O termômetro estava quebrado

O frio foi maior que o imaginado? A dúvida surge pela atualização do PIB americano do 1º trimestre, que ao invés de uma alta de 0,2%, indicam uma queda de 0,7%. Mas tudo bem, afinal dados passados não são garantia de dados futuros, esse lembrete muito usado na indústria de fundos, se aplica aqui também. O mais interessante foi a repórter da Bloomberg ter anunciado como uma boa notícia, pois o esperado pelo mercado era menor ainda.

A reação do mercado foi praticamente nula, uma vez que as explicações de exceção para um número tão ruim se elevaram. Além do frio, acrescentou-se o elevado déficit comercial, os estoques que cresceram pouco e uma greve nos portos da Califórnia. Não vou me surpreender se daqui a pouco um "economático", mistura de economista com matemático, elabore um modelo que preveja o PIB em função da temperatura. A proliferação de modelos ultimamente é impressionante, parece que se quer desenvolver um modelo infalível.

Pena que por aqui não faz tanto frio, pois poderia ser uma bela desculpa para a desaceleração econômica que passamos. Mas diferente dos USA, o PIB publicado hoje foi menos ruim, mostrando uma queda de 0,2%. Uhhh... estamos melhores que os americanos! Entretanto, a economia acumula uma queda de 0,9% em 12 meses.
Já para o segundo trimestre, diferentemente dos USA, espera-se uma queda mais forte do que ao do primeiro trimestre, 1,6%. Este dado sofrerá influências estatísticas por conta da Copa do Mundo, negativas é claro. Para o ano de 2015, a Rosenberg espera uma queda de 1,5%, e fazendo força para não ser pior.

No post ações-preço-de-banana, comentei sobre a forte alta da bolsa Chinesa em 2015. No dia seguinte o índice levou um tombo de 6,5%. Alguns leitores me enviaram mensagens parabenizando: "acertou na mosca". A esses leitores quero esclarecer que foi pura coincidência, senão eu já estaria rico e poderia aposentar o blog! Hahahaha ...Ontem, no início do pregão por lá, a queda estendeu-se por mais 5%, acumulando um total de 11%, em duas sessões. Durante o dia recuperou-se,  fechando estável.

Uma das minhas repostas a estes leitores foi, "o jogo ainda não terminou", pois o motivo da queda foram novas regras de margem para os contratos futuros. O volume de entrada de recursos para aquela bolsa, ainda continua bastante elevados. A única coisa que podemos afirmar é que subiu muito, nada mais. Não se surpreendam se, daqui alguns dias, volte a bater novos recordes. Mas com certeza, situações como essa tiram alguns especuladores do mercado, agora se eles são substituídos por investidores "mãos fortes", será bom. Isso não é uma conclusão, apenas ideias em função das informações.

No post o-ministro-não-esta-para-brincadeira, fiz um breve comentário sobre o euro: ...Os remanescentes 1/3 de nossa posição de euro foi stopada hoje, assim o resultado médio foi de 1,1242, gerando um lucro de 1,5%. Nada excepcional, mas melhor que um prejuízo! Hahahaha ... Agora vou esperar um pouco, e provavelmente a próxima operação também será de compra. Mas isso é uma outra história, para uma outra vez... Não tenho ainda uma posição definida do que fazer.
Atente-se primeiro as marcações em azul - cenário 1. O euro chegou a negociar na mínima desta nova baixa a 1,08, tudo bonitinho - by the books. Acontece que a recuperação nessas últimas horas é muito fraca, o que me deixa na dúvida se, não estaria tomando fôlego para seguir o caminho em vermelho - cenário 2. Nesse cenário, o nível de 1,048 é crucial, caso negocie abaixo, vou mudar 360 graus e partir para venda do euro.

- David, 360 graus? Esqueceu os básicos de geometria! 
Não, é só para ver se você estava atento! Hahahaha ....Por enquanto, nada a fazer.

O SP500 fechou a 2.107, com queda de 0,63%; o USDBRL a R$ 3,1850, com alta de 0,72% o euro a 1,0985, com alta de 0,36%; e o ouro a US$ 1.189, com alta de 0,16%.
Fique ligado!

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