2018: Vestibular Político

12 de junho de 2018

Política embaralhada



Nesses poucos dias que estive fora, muita agitação aconteceu no mercado brasileiro. Além da greve dos motoristas, a situação política ficou mais confusa do que já estava. Realmente ninguém consegue ter ideia de quem será o próximo presidente, porém algumas evidencias existem: primeiro a de que o candidato do PSDB, Geraldo Alkmin, ao continuar a situação atual, será um fiasco; segundo, Ciro Gomes parece despontar como a opção de esquerda; e por último, Marina Silva permanece na rabeira, também pudera, nem aparecer na mídia consegue!

A beira do início da Copa do Mundo, poderemos ter boas notícias. O banco Goldman Sachs, como de costume, prepara uma pesquisa extensa nesse assunto, e como resulatdo de mais de um milhão de simulações, chegou à conclusão que o Brasil é o favorito para conquistar o título. Normalmente, quando isso acontece, o governo é beneficiado, mas dado o descrédito total atualmente existente, não sei quem se beneficiaria.

Em todo caso, acredito que nos próximos 30 dias o foco será o futebol. Vamos Brasssssssssil!

O Presidente Trump deu uma faturada na física e na jurídica, ao assinar uma carta com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong, para implementar a desnuclearização da Coreia. Embora vários pontos ainda não estão claros como: a falta de verificação dos esforços de desnuclearização; o papel da China no processo; o fim dos exercícios conjuntos com a Coreia do Norte.

A resposta de Trump para a maioria dos críticos foi que o processo está apenas começando e que leva tempo para desnuclearizar. Com respostas evasivas buscou afirmar e negar o exercício conjunto com a Coreia do Norte. Aproveitando o vácuo, Pequim disse que esse é "precisamente o objetivo que a China sempre buscou e trabalhou duro, e que como parte do acordo final, a China também inclui a retirada de Tropas dos EUA da península coreana, eliminação dos exercícios militares da US-ROK e desmantelamento dos sistemas de defesa de mísseis conjuntos da US-ROK.

A China também inclui a retirada das tropas norte-americanas da península coreana, a eliminação dos exercícios militares norte-americanos e o desmantelamento dos sistemas conjuntos de defesa antimísseis norte-americanos.

Somente o tempo dirá quão efetivo será esse acordo, bem como seus desdobramentos em termos de relações entre a China e os EUA, que é o que realmente importa. Mas como no longo prazo estaremos todos mortos, Trump faturou no curto prazo aproveitando para dar um conselho a Kim Jong “Ao invés dos misseis você poderia ter os melhores hotéis do mundo” 

Foi publicado o CPI - índice de inflação nos EUA, que atingiu 2,8% a.a., ficando dentro das estimativas do mercado. Ao se retirar combustíveis e alimentos - core, o índice publicado foi de 2,2% a.a. Os elementos de maior pressão foram os relativos a aluguéis e moradias, que voltaram a subir, apontando para 3,5% a.a. Já os salários reais continuam a decepcionar com um crescimento de 0% em bases anuais.

Amanhã o Fed se reúne, e tudo indica que mais uma alta de juros de 0, 25% será anunciada. Como ainda faltam mais 6 meses para o termino do ano, a grande questão é se haverá alguma alteração nas suas projeções. Até agora, o Fed havia sinalizado mais uma alta nesse ano, enquanto, há algum tempo, o mercado especulava em mais duas altas de 0,25%. Segundo o Credit Suisse, a inflação depois desse aumento temporário deveria se estabilizar próximo de 2% a.a.


A análise de mercado hoje não poderia deixar de ser o dólar, embora o Ibovespa também foi bem machucado no último mês. No post insatisfação-no-limite, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ...” Preciso enfatizar que, embora eu tenha apontado o nível de R$ 3,80 com crítico, não significa que as cotações não possam subir mais, mesmo ainda num processo de correção. Quando destaquei, quis dizer que seria o mais provável reverter a R$ 3,80. Se ultrapassar, não posso afirmar que meu call passa a ser de alta do dólar” ... ...” até não atingir e ultrapassar o nível de R$ 4,25, o dólar poderá recuar toda essa alta, a única menção que devo fazer é que, acima de R$ 3,80 fico mais desconfiado dessa hipótese” ...


...”marquei no gráfico quais seriam os níveis que se poderia esperar em breve. O primeiro no intervalo ao redor de R$ 3,85 < R$ 3,83 a R$ 3,87>, se ultrapassado R$ 3,95, em seguida R$ 4,02” ...
“ ...se esses níveis acabarem acontecendo, é que provavelmente o cenário local e/ou internacional deveria piorar significativamente. Do ponto de vista psicológico, o nível de R$4,00 poderá ter um impacto bastante negativo, o que as vezes indica exaustão do movimento” ...

Para quem lê o Mosca, não pode ter sido pego de surpresa. Honestamente, eu mesmo fiquei surpreso ao ler o post acima, os movimentos obedeceram com precisão. Mas não é magia ou bola de cristal, é sim a análise técnica que mais uma vez se mostrou acurada.

Mas vocês devem estar curiosos para saber se o Mosca vai sugerir comprar ou vender dólares. Pois bem, estou mais inclinado a vender o dólar. Mas não será uma ordem fixa, depende como as cotações se comportarão nos próximos dias. Em todo caso, não seria nos preços atuais de R$ 3,72. Vejam a seguir minhas ideias.

Caso o comportamento acontecer de acordo com o gráfico acima, tenderia a vender entre R$ 3,80 – R$ 3,85, com um stoploss a R$ 3,90.

O fechamento da semana anterior é encorajador nesse sentido, ao terminar na menor cotação da semana, o que em análise técnica é conhecido como key reversal week. Por outro lado, não posso descartar mais uma alta acima da máxima atingida de R$ 3,967.

Também pode ser que, o movimento no curto prazo continue em queda, e caso tombe abaixo de R$ 3,64, aumenta muito a chance da reversão colocada acima, estar em curso.

Bem coloquei as possibilidades de curto prazo, e embora não tenha definido nada muito concreto, deixei claro que estou trabalhando com a possibilidade de queda, sem ainda definir em qual nível. Fiquem de olho nos próximos dias para mais detalhes sobre o dólar.

Na viagem que fiz, com um fuso horário negativamente defasado do Brasil, ao acordar, as notícias do dólar era o assunto do café da manhã. Estávamos em sete casais numa viagem de bike, e todos muito antenados no assunto.

Na última quinta-feira, quando o dólar esteve a centavos de R$ 3,97, duas observações dos meus amigos chamaram a minha atenção: Um deles falou que se o dólar caísse a R$ 3,60/R$ 3,70 entraria comprando. Comentei que caso acontecesse, ele provavelmente mudaria de opinião. No outro caso, meu amigo lembrou as palavras de seu saudoso pai, o Charlecão “quem dorme com dólar acorda feliz”. A alegria nesse caso vai durar pouco. Reforço que frases como essa tem validade por um tempo determinado.


O mais importante de tudo é lembrar que o compromisso é com o bolso, tanto faz se o dólar sobe o cai. Às vezes é melhor dormir com dólares, outras com real, euro, libra e etc ... estando na ponta certa, vai sempre acordar feliz!

O SP500 fechou a 2.786, com alta de 0,17%; o USDBRL a R$ 3,7159, com alta de 0,19; o EURUSD a 1,1743, com queda de 0,30%; o ouro a U$ 1.295, com queda de 0,30%.




Fique ligado!

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