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85% de crescimento é pouco? #OURO #GOLD #EURUSD

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  A Nvidia apresentou ontem seu relatório do 1º trimestre e, como vem acontecendo ao longo de mais de uma dezena de trimestres consecutivos, bateu todas as estimativas dos analistas. É natural que uma empresa com valor de mercado de US$ 5,5 trilhões não consiga mais surpreender com crescimento explosivo — mas os números continuam impressionantes para qualquer companhia desse porte. A receita do trimestre atingiu US$ 81,6 bilhões, alta de 85% sobre o mesmo período do ano anterior, superando em 3,4% o consenso do FactSet. A projeção de vendas para o próximo trimestre também foi revisada para cima, para US$ 91 bilhões.   O mercado, porém, ficou indiferente. As ações recuaram cerca de 1% no after market. Se o múltiplo de lucros da Nvidia estivesse esticado como o de suas concorrentes mais recentes, um certo ceticismo seria compreensível. Mas não é o caso. O P/L projetado da empresa, calculado na base non-GAAP que o Wall Street usa como referência, está próximo da média histórica...

5% - onde o fantasma vira pesadelo #IBOVESPA

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  Todo grande veículo de comunicação financeira está cobrindo a alta dos juros internacionais com alarde. Entendo o nervosismo. A comparação com a década de 70, quando os juros americanos visitaram dois dígitos, amplifica qualquer receio. Provavelmente 80% dos operadores ativos hoje nunca trabalharam com juros nesses níveis e, sem memória histórica, o instinto corre para o pior cenário. Os “terroristas” do crash da dívida americana aproveitam o momento para reforçar sua tese, e o ciclo vicioso se alimenta sozinho. Quem acompanha o Mosca sabe que não me incomodei com essa alta. Pelo contrário: considero o movimento saudável. Os juros ficaram artificialmente comprimidos por muitos anos e agora estão se normalizando. A questão relevante não é “por que subiram”, mas “até onde vão”. O yield do Treasury de 30 anos ultrapassou 5,19% esta semana — nível inédito desde junho de 2007. O gráfico abaixo, da Bloomberg, conta a história: a linha tocou o teto dos 5% nos meses finais de 2023, r...

Gráfico não tem opinião #SP500

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  Há uma pergunta que o mercado nunca cansa de fazer, e que a maioria dos investidores responde errado: como se proteger de uma crise? A resposta mais comum é: diversificando. Ações, renda fixa, imóveis, fundos multimercado — uma carteira bem distribuída, em tese, amortece os choques. O problema é que essa lógica falha exatamente quando mais precisa funcionar. Um estudo recente da Man AHL, gestora quantitativa com décadas de histórico, demonstra com clareza o porquê. Ações, crédito, imóveis e private equity têm o mesmo motor de retorno: crescimento econômico. Quando esse motor falha — numa recessão, num colapso de liquidez, numa crise sistêmica — esses ativos caem juntos. A diversificação, nesses momentos, é uma ilusão bem embrulhada. A exceção histórica tem sido o trend following — estratégias que não dependem de crescimento econômico para gerar retorno, e que historicamente performam melhor justamente quando os demais ativos desmoronam. No pior quintil de retorno trimestral ...

Vitrine e fundo de quintal #USDBRL

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Na semana passada, a guerra perdeu as manchetes para a visita do presidente Trump à China. A impressão que ficou foi a de que Pequim saiu do encontro convicto de que pode impor suas condições aos americanos — inclusive sinalizando que Taiwan é apenas uma questão de tempo. Como já comentei, este presidente americano não tem argumentos para impedir que isso avance, dado seu espírito de conquistador aplicado a todas as frentes do tabuleiro global. Mas enquanto o espetáculo diplomático dominava as câmeras, os dados da economia chinesa voltaram a colocar o país diante de seu problema estrutural mais persistente. Os chineses foram bem-sucedidos nos últimos meses ao redirecionar suas exportações para fora dos Estados Unidos, e a balança comercial continuou a bater recorde após recorde. Ao mesmo tempo, aquilo que não conseguem reverter segue como um fantasma: a fraqueza do mercado interno e a falta de disposição da população para consumir. Os números de abril deixaram pouco espaço para otimism...

A Ford passou raspando #nasdaq100 #NVDA

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Existe um tipo de reunião que todo executivo de empresa velha conhece de cor. Convocam os melhores, montam os slides, analisam os números — e ao final ninguém encontra uma saída que faça sentido. O negócio principal sangra, o concorrente chinês avança sem pedir licença, a grande aposta que deveria mudar o jogo virou uma cratera de quase vinte bilhões de dólares. A Ford viveu esse filme por anos. Até que alguém olhou para o esqueleto de uma fábrica no Kentucky e fez a pergunta certa. O gráfico abaixo conta a história melhor do que qualquer balanço. Enquanto o mercado americano multiplicou por mais de oito vezes nos últimos 25 anos, a ação da Ford ficou praticamente no mesmo lugar — uma linha azul rastejando ao lado de uma linha verde que não para de subir. Uma empresa centenária presa numa armadilha que ela mesma ajudou a construir: dependente do motor de combustão num mundo que quer se eletrificar, e sem competitividade para brigar com os chineses no único segmento que crescia. A fábri...

2026: Um Data Center no Espaço #OURO # GOLD # EURUSD

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À parte Trump visitou Pequim nesta semana para uma cúpula com Xi Jinping. O encontro foi coreografado, cordial e revelador. Xi foi direto ao ponto: Taiwan é "a questão mais importante" entre os dois países, e qualquer erro de manuseio colocaria a relação em um lugar "perigoso". Não é a primeira vez que o alerta é feito — mas desta vez foi mais explícito. O que vejo aqui é estratégia pura. Xi esperou o momento certo para entregar sua mensagem central: ninguém se meta nos assuntos de Taiwan. Escolheu bem a hora — Trump chegou a Pequim com a agenda focada em comércio, tarifas e Irã. Colocar Taiwan no centro foi deliberado. O recado foi claro sem revelar intenções: em algum momento no futuro, Pequim vai querer concretizar o que considera seu território, e não quer os Estados Unidos no caminho — assim como não se meteu em nenhuma das investidas de Trump pelo mundo: Venezuela, Irã, Groelândia, Canadá. Trump não pode protestar muito: ele próprio adotou a mesma lógica em ou...