Inflação: A Revanche

6 de fevereiro de 2015

Picasso on sale

Quem já não ouviu falar de Picasso, famoso pintor, escultor, ceramista, cenógrafo, poeta e dramaturgo espanhol. Uma lista de qualificações invejáveis. Foi considerado um dos mais influentes artistas do século XX, e conhecido como um dos fundadores do cubismo, que tratava as formas da natureza por meio de figuras geométricas, representando as partes de um objeto no mesmo plano.

- David, enrrolation?
Um pouco de cultura amigo! Hahahah...

Suas obras são valiosas, na casa de dezenas de milhões de dólares. Porém, seus colecionadores devem estar preocupados, a neta do artista, Marina Picasso, planeja vender 10.000 obras originais de seu avô, avaliadas em US$ 290 milhões. Estes recursos, ela pretende destinar a seus esforços filantrópicos. Uma verdadeira liquidação!

Em 2001, Marina tornou-se famosa por publicar um livro, "Picasso: meu avô", em que ela acusa o artista de destruir sua infância. Seu pai, vivendo quase na pobreza, implorou por uma ajuda de Picasso. Quando de sua morte em 1973, o artista não deixou testamento. Sua esposa, ex-esposa, quatro filhos e oito netos foram forçados a partilhar seus bens, e Marina, para sua surpresa, herdou 1/5 de seus bens.

Mas sua riqueza, oriunda desta herança, não foi suficiente para amenizar a raiva que sentia do avô: ..."É simbólico porque eu nasci numa grande família, mas era uma família que não era família". Segundo informações de um de seus amigos, a venda é para "deixar de lembrar do passado" e o dinheiro irá para seus projetos de filantropia, incluindo um hospital pediátrico no Vietnã e projetos na França e na Suíça de adolescentes e idosos com problemas.

É muito difícil julgar uma situação como esta, mas certamente a Marina só está realizando suas "bondades" através do trabalho de seu avô, e ainda joga na cara, que ele foi culpado por sua infância pobre. Será que a culpa não foi de seu pai, que queria viver as custas do trabalho de Picasso? Já diz aquele famoso ditado, pai rico filho pobre. Minha experiência de vida mostrou que as maiores conquistas acontecem quando estamos sob pressão. Agora, como se diz em Italiano Il doce far niente, é o desejado por qualquer ser humano.

Acho que seria recomendável, que Marina procurasse um bom psicólogo, afim de trabalhar seus problemas de infância, ao invés de "desvalorizar" as obras de seu avô, inundando o mercado de artes, com 10.000 obras.

Mudando totalmente de assunto, a inflação de janeiro foi de 1,24% levando a taxa anual para 7,14%, distanciando-se da meta de inflação do BC. O grande vilão tem sido os preços administrados que superaram os preços livres, conforme pode-se verificar no gráfico abaixo.


O principais responsáveis foram as elevações nas tarifas de energia elétrica, de água e esgoto, e de transporte público. Fica mais claro a cada dia, que a meta para 2015 é uma grande ilusão, e o mais provável é que a inflação vai piorar antes de melhorar, pois muitos aumentos ainda estão por vir, tanto pelas barbeiragens do passado, como pela ecasses de água e energia, que se vislumbra nos próximos meses.

Embora com esse clima temeroso, em que os dados econômicos se sucedem extremamente negativos, na última reunião da Rosenberg, uma certa esperança surge para 2016. Uma condição necessária é imperativa, que o salvador da pátria, Ministro Levy, consiga atingir o objetivo de superávit fiscal traçado. Nessa situação, a inflação atingiria o seu pico durante este ano, e recuaria significativamente em 2016, algo como 5%.


Eu questionei os economistas, se o que estamos vivendo não se enquadra no quadro clássico de uma estagflação, que é quando, a inflação sobe e a atividade econômica cai. Obtive como resposta, que este não seria o caso brasileiro, uma vez que a pressão inflacionária advêm dos preços administrados e não dos livres que se encontram estáveis. Achei uma boa resposta, mas vale o acompanhamento.

Os dados de emprego publicados hoje nos USA, foram excelentes, 257.000 novos postos. A taxa de desemprego subiu marginalmente para 5,7%, e o dado mais importante deste relatório foi a elevação nos ganhos salariais, em 0,5%. Como o esperado, a reação nos mercados foram dólar e juros para cima e a bolsa, pensando para que lado vai, se sobe porque tem mais emprego, ou cai porque o FED vai subir os juros.

No post a-inflação-da-deflação, eu fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...O ouro não foi nem acima de US$ 1.320, nem abaixo de US$ 1.250, respeitando os limites colocados pelo mosca, que moral hein! Hahahahah .... Tecnicamente, nada de muito a acrescentar, e a situação,não me motiva a nenhum posicionamento.... Com o movimento de hoje, o limite inferior foi rompido, tirando o brilho do metal.

Tecnicamente não dá para afirmar que o movimento de alta reverteu, porém existe um intervalo que deverá ser respeitado, caso contrário, o ouro corre o risco de cair abaixo de US$ 1.130, nível mínimo atingido recentemente. Este intervalo está apontado no gráfico acima em vermelho, entre US$ 1.200/1.220. Neste momento, não resta nada, senão acompanhar sua evolução. Por enquanto o mercado encontra-se apaixonado pelo dólar, e paixão é paixão! Hahahah....

O SP500 fechou a 2.055, com queda de 0,34%; o USDBRL a R$ 2,7815, com 1,34% de alta; o EURUSD a 1,1320, com queda de 1,35%; e o ouro a US$ 1.231, com queda de 2,64%.
Fique ligado!

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