Inflação: A Revanche

13 de março de 2015

And now Yellen!

A expressão "e agora José" é usada em situações muito difíceis. Resolvi traduzi-la ao pé da letra para o inglês: And now Yellen! A razão vocês saberão em seguida e o motivo é a próxima reunião do FED semana que vem. Já se discute abertamente a retirada da tão discutida palavra patient, pois se a intenção é subir os juros em junho, não seria mais tão patient assim! Hahahah ...

Acontece que os últimos dados econômicos não foram tão bons. Vejamos alguns: As vendas no varejo caíram consecutivamente nos três últimos meses.

E não dá para dizer que foram função da queda dos preços de combustíveis, pois ao se excluir este item, também mostra queda. Não se pode esquecer que 70% do PIB nos USA dependem do consumo.

Estes dados puxaram para baixo uma medição feita pelo Citibank - economic surprise index, a níveis que não eram vistos desde de 2012. Entretanto, espera-se uma recuperação deste, no decorrer do ano, como sempre acontece, até que não aconteça.


Hoje pela manhã foi publicado o índice de inflação ao produtor Producer_price_index, que caiu 0,5% no mês - a maior queda desde 2009. Mas a razão não foi somente a queda do preço da gasolina, os alimentos caíram 0,6%, a maior da história.


Em bases anuais também apresentaram-se dados inusitados, a primeira queda final na inflação da demanda, O gráfico a seguir, apresenta o índice separado entre produtos e serviços, onde pode-se notar que também os serviços, vem sendo puxado para baixo.


O índice de inflação ao consumidor é o mais importante para efeitos de política monetária, e este só será publicado depois da reunião do FED. Mas esses indicadores agora apresentados, sugerem que a deflação não pode ser descartada.

As informações sobre a economia americana têm se mostrado confusas, na área do emprego estão bem, porém os salários não subiram. O que está na contra mão são os de inflação e recentemente de vendas no varejo. And now Yellen, vai indicar ou não que os juros vão subir?

Curiosidade, nos dois últimos meses o dia 13 caiu numa sexta-feira, o que isso quer dizer? Espero que nada! Hahahah .... E como lembrou um leitor, se a Dilma perder o mandato, será necessário novas eleições. Nesta situação, o Lula não seria eleito?

Comentar sobre qualquer mercado virá fichinha em relação ao movimento que o real vem experimentando, nos últimos 30 dias. No post de ontem aventei a hipótese do mesmo estar numa mini-bolha e parece que é este o caso. Em relação às projeções da moeda, no post o-anti-marketing, eu comentei: ...Assim como o DXY, o real também está numa conjectura importante, ou recua agora, ou iremos entrar num território mais complicado. Caso isso aconteça, eu antevejo níveis de R$ 3,30 (+ 6,5%), depois R$ 3,50 (+ 13%), e finalmente R$ 4,00 (+ 29%). Quero enfatizar que, até os R$ 3,10, a probabilidade de reversão era maior. A partir daí os níveis são mais incertos, bem como a probabilidade da reversão acontecer...Hoje negociou próximo aos R$ 3,30 e acoplado a inoperância do nosso BC, tudo é possível daqui em diante.

Do dia 01 de fevereiro, até agora, o real sofreu uma queda de 22%, isso significa uma perda para o BC de US$ 24 bilhões, no swap cambial. Será que ninguém do governo fez essa conta? Esse resultado vira déficit público na veia, pois a cada vencimento de swap, a diferença é paga. Fico surpreso com a ingenuidade do BC, pois enquanto vários BC de países emergentes já estão atuando no câmbio, o nosso, com US$ 370 bilhões de reserva, corre o risco de desestabilizar ainda mais nossa economia. Parecem principiantes, não testaram se realmente existe demanda de hedge, ou é uma onda especulativa que está empurrando os devedores a fazer hedge a qualquer custo?

Ao observar o gráfico de curto prazo, surgiu um alento, veja a seguir.

Do ponto de vista de Elliott Wave, o nível de R$ 3.28 têm uma coincidência, que pode indicar uma reversão, pelo menos de curto prazo. Fora isso, o King dollar, está dando as cartas. 



Outro alento também, foi o noticiário do Jornal Nacional de ontem, dando ampla cobertura sobre a cotação do euro. Eu nunca tinha visto. Quando acontece de uma notícia virar manchete em locais estranhos ao assunto, e porque o mercado está próximo do auge. Continuaremos observando, sem trade, afinal quem quer se colocar na frente de um trem? Hahahah ....



O SP500 fechou a 2.053, com queda de 0,61%; o USDBRL a R$ 3,2479, com alta de 2,62%; o EURUSD a 1,0492, com queda de 1,35%; e o ouro a US$ 1.158, com alta de 0,43%.
Fique ligado!

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