Inflação: A Revanche

16 de março de 2015

Perspectiva realista

Sem dúvida as manifestações contra o governo e especificamente a Presidente Dilma, foram um sucesso. Era natural que São Paulo agregasse o maior número de pessoas, pois trata-se do estado mais esclarecido e cujo resultado nas últimas eleições deram ampla margem a favor da oposição. Independentemente da quantidade real de pessoas, que varia conforme a fonte, foi muita gente! Depois da comemoração pelos organizadores, o que se pode esperar de concreto?

  • Impeachment da Dilma e/ou volta dos militares - Não tem o menor respaldo legal.
  • O governo vai levar em consideração e mudar de postura - Dado a resposta acima, não teria a menor motivação, mas claro, não irá dizer isso.

Depois de refletir um pouco sobre esse acontecimento, algumas dúvidas surgiram:

  • Como seria o resultado, se as eleições eleições fossem hoje? Talvez a pequena margem que garantiu a vitória ao governo fosse revertida. 
  • Mas o que Aécio poderia fazer de diferente na economia? Muito pouco, os programas seriam semelhantes. 
  • Teria mais apoio no Congresso? Acredito que teria outro tipo de dificuldade, porém com o mesmo efeito que a situação atual.

Sem precisar me estender, o ponto onde eu quero chegar é que o país ainda está dividido. Um pouco mais para cá ou para lá, não faz muita diferença.


Em 2014, publiquei o post Dilma-melhor-opção-para-o-momento, e aquela análise parece estar se concretizando. Infelizmente, teremos quatro anos difíceis, e uma solução definitiva, só seria possível se esse equilíbrio entre os votantes, se desequilibrasse para um dos lados. Só assim, na minha visão, poderíamos vislumbrar mudanças mais efetivas, até lá, só resta a oposição, fungar no cangote!

Além dos graves problemas internos que vivemos, os mercados internacionais também não vêm ajudando em nada. Com a expressiva desvalorização do real, permanece uma esperança de melhora em nossas contas cambiais. É natural que isso ocorra, e em algumas categorias pode ser relativamente rápido, como em viagens internacionais, onde uma queda superior a 25% do real, vai tirar a possibilidade de muitos brasileiros conhecerem o Mickey pessoalmente, ou desfrutar dos shoppings de Miami. 

Mas não sou muito otimista na reversão da balança comercial, pois 70% da pauta, são exportações que dependem do preço das commodities. Com a recente queda de preços, não se deve esperar grandes contribuições. O ganho poderia vir pelo mal motivo, ou seja, pela diminuição das importações, uma vez que as mais recentes previsões do PIB apontam para queda de 2%.

A tabela abaixo, contém informações sobre o fluxo de investimentos, separados por localização geográfica. Nela podemos constatar como os estrangeiros estão retirando investimentos, da América latina, e privilegiando a Ásia e Europa.


No post citado acima comentei: ...teremos que aguentar mais quatro anos. Para quem quiser chutar o "pau da barraca", recomendo que vá estudar no exterior, tire um ano sabático, ou etc ... Faria um adendo, ao invés de um ano, tire dois anos sabáticos, vai aproveitar mais seu tempo. Ah, busque destinos na Europa, pois minimiza os efeitos da alta do dólar! Hahahah ...

Na minha análise semanal, eu não observei nada de diferente do que tenho comentado aqui. Com a reunião do FED esta semana, a análise hoje é sobre os juros de 10 anos. No post o-Maverick-das-Finanças, fiz os seguintes comentários: ...Minha proposta é um trade apostando que os juros irão subir. Existem várias formas de se realizar essa operação, uma delas é vendendo o contrato futuro específico. A sugestão é vender com juros entre 2,00%/1,95% a.a, com um stoploss a 1,84% a.a.... O mercado encontra-se próximo desses objetivos.

No gráfico acima, anotei o movimento que eu imagino, uma queda marginal até os níveis sugeridos de entrada. Se tudo correr como espero, e os juros ultrapassarem o nível de 2,30/2,32%, aumentam as chances que um movimento mais consistente de alta poderá estar começando. Muitos analistas elaboraram estudos comparando com experiências passadas, buscando responder a seguinte pergunta: Se os juros subirem, o que pode acontecer com o SP500? Nem levo muito em consideração essas análises, pois nenhuma situação passada é comparável com a atual. Vamos aos gráficos, e por este critério, o SP500 por enquanto, não aponta nenhuma grande queda.

O SP500 fechou a 2.081, com alta de 1,35%; o USDBRL a R$ 3,2423, com queda de 0,17%; o EURUSD a 1,0563, com alta de 0,63%; e o ouro a US$ 1.154, com queda de 0,36%.
Fique ligado!
  

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