Inflação: A Revanche

9 de março de 2015

O Anti-Marketing

A nossa Presidente fez um discurso à nação pela rede de TV. Eu não assisti por inteiro, apenas alguns trechos, não perdi nada! Com um linguajar complicado e termos técnicos, fiquei pensando a quem ela se dirigiu. No post Dilma-melhor-opção-para-o-momento, eu frisei que, caso Aécio Neves tivesse vencido as eleições, não teria como implementar seus planos, e acredito que hoje, os "beneficiários" estariam pedindo o impeachment dele. Mas a situação é inversa, e é o dela, que os "pensadores" estão organizando uma mega passeata para o próximo dia 15.

A Dilma quando está com a cabeça em seu travesseiro, acredita no que disse? Ela está conseguindo dormir? Já presenciei vários profissionais que se engajaram no governo, e do dia para noite, perderam sua lógica. Viraram torcedores, deve ser o ar de Brasília, mas a realidade os fizeram retornar.

Em qualquer curso de Marketing básico, ensina-se que se um produto vem apresentando muitos defeitos e reclamações, não tente aumentar suas vendas através de campanhas de marketing, é melhor se preocupar em arrumar o produto. O mesmo caso vale aqui, a Presidenta deveria ter ficado quieta, o mínimo que conseguiu foi uma demonstração de insatisfação por parte dos "pensadores". Pela proximidade da manifestação programada, aumenta o número de participantes.

Para terminar o assunto, eu não acredito em impeachment. Enquanto os "beneficiários" não saírem às ruas, só com os "pensadores" vai ficar circunscrito às rodas de amigos e torpedos nos Whatsapp.

Como foi amplamente noticiado, os dados de emprego nos USA surpreenderam para cima. Olhando de hoje, eu acredito que o FED irá fazer seu primeiro movimento de juros, no mês de junho. Algumas informações contidas nos relatórios da última sexta-feira, merecem destaque. Um indicador que vem criando bastante polêmica nesses últimos anos é o participation rate que vem declinando sucessivamente, induzindo que existe uma capacidade ociosa de trabalhadores. Um analista enfoca diferentemente, O declínio começou a partir do ano 2000 por causa da "interrupção" da bolha de crédito. Agora a tendência voltou para os níveis pré-bolha.

Em termos de categoria de trabalhos criados, os de maior rendimento tiveram crescimento expressivo, quando comparados com os de menor renda.
A situação para a Grécia, que estava fora dos noticiários recentes, complicou. O seu plano de reestruturação de dívida, foi rejeitado pelos credores. A reação do recém-empossado governo foi de ameaçar com um referendum popular. Acho que a nova dupla Tsipras & Varoufakis não está fazendo uma boa leitura de seu Cacife, ao buscar colocar seus credores na parede. É provável, que a dupla pop irá empurrar a Grécia para fora do euro, aí sim, irão sentir o que é não ter reservas..

Uma ideia maquiavélica me surge: Será que a Alemanha quer testar qual o estrago da saída de um membro? Se não for tão catastrófico, como preveem alguns analistas, a porta estará aberta para outros países que demandarem benesses semelhantes. Será?

Bem, vamos ao assunto que deve estar mais atormentando os leitores: O dólar! Vou iniciar pelo "dólar - dólar". Minha análise do DXY, aponta para um quadro delicado, ou  recua do ponto onde se encontra, ou uma alta ainda expressiva está por vir.

Eu sei que este gráfico está um pouco confuso, mas atente-se inicialmente, ao fato do índice ter rompido uma reta de resistência de longo prazo (azul). Do ponto de vista técnico isso é muito importante. Por isso, frisei acima que precisaria reverter logo, assim esta ruptura seria encarada como uma "falha".

Mas se o DXY continuar subindo, um primeiro target será ao redor de 103 (+ 6%), e caso ultrapasse, os próximos seriam: 107 (+ 10%); 118 (+ 21%); e 129 (+ 32%), dentro de um espaço de alguns anos. Quero notar que as percentagens entre parênteses são altas em relação ao nível atual de 97.5. Evidentemente, em isso acontecendo, modifica completamente minha ideia que o dólar irá se esborrachar no futuro.

Como precaução, recomendo aos brasileiros que compraram apartamentos em Miami e viajam para para refazer seu guarda-roupa, que aprendam francês, pois terão que buscar uma nova praia e comprar na Galeria Lafayette. Ainda bem que existe a Euro Disney, e só acostumar com o Mickey falando em francês. Hahahah .... Alonss-y!

Já em relação ao efeito "Dilma" nem preciso falar muito, vejam vocês mesmos no gráfico comparativo abaixo, entre o real e as principais moedas emergentes.


O que mais me intriga é o fato de não estar ocorrendo remessas de dólares para o exterior. Um primeiro pensamento é que, os investidores fizeram o hedge em dólares de seus investimentos, e estão aguardando algum momento para se desfazer, uma vez que, esta operação liquidamente, não tem nenhum atrativo de juros. O que se ganha nos títulos, paga-se no hedge.

Eu comentei há pouco tempo que o BC, deveria vender reservas. Esta ação acarretaria uma queda do dólar, sem afetar significativamente a sua credibilidade. Numa imagem figurativa, é como um milionário pão duro, que não mantém sua casa. As coisas podem piorar tanto, que um dia ficará sem casa!

Assim como o DXY, o real também está numa conjectura importante, ou recua agora, ou iremos entrar num território mais complicado. Caso isso aconteça, eu antevejo níveis de R$ 3,30 (+ 6,5%), depois R$ 3,50 (+ 13%), e finalmente R$ 4,00 (+ 29%). Quero enfatizar que, até os R$ 3,10, a probabilidade de reversão era maior, a partir daí os níveis são mais incertos, bem como a probabilidade da reversão acontecer.

Resumindo, por enquanto In God we trust!

O SP500 fechou a 2.079, com alta de 0,39%; o USDBRL a R$ 3,1197, com alta de 1,93%; o EURUSD a 1,0850, sem variação; e o ouro a US$ 1.1165, com queda de 0,94%.
Fique ligado!

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