Inflação: A Revanche

18 de março de 2015

Dilma: Plano B

No post perspectiva-realista, eu coloquei em dúvida qual seria o resultado, se as eleições fossem hoje. Com a pesquisa publicada pela  Datafolha, não resta a menor dúvida, a Dilma perderia. Nunca antes na história um Presidente teve uma deterioração tão grande em tão pouco tempo. Normalmente, o motivo das quedas são relativos a economia, porém desta vez, as razões são mais abrangentes.

Assim como no futebol que, quando o time entra num período de derrotas seguidas, a cabeça do treinador rola, com a Presidência não é muito diferente. A base do PT já começa a dar sinais de insatisfação na condução política exercida pela Presidente Dilma. Interessante nesse caso, é que o ex-Presidente Lula está sendo visto como responsável também pelo que vem acontecendo.

Três anos e oito meses é muito tempo para imaginar que esta situação poderá se estender até 2018. O movimento do último final de semana pedia por um processo de impeachment e vale notar que o único caso brasileiro que passou por esse processo, foi do ex-Presidente Fernando Collor, que acabou renunciando um dia antes para não perder seus diretos políticos. E como já havia dito, este caminho seria o mais complicado para quem deseja uma mudança no comando do país.

No Brasil quatro Presidentes renunciaram ao cargo: Deodoro da Fonseca em 1891, Getúlio Vargas em 1945, Jânio Quadros em 1961 e Fernando Collor em 1992. Também foram quatro o número de Presidentes depostos: Washington Luís em 1930, Getúlio Vargas em 1945 (que finalmente renunciou), Carlos Luz em 1955 (interino da República, de 8 a 11 de novembro de 1955!) e João Goulart em 1964.

Qualquer ser humano tem um limite para aguentar situações adversas e não é diferente no caso de um Presidente que exerce seu mandato de olho em sua popularidade e apoio. A Presidente diante desses resultados recentes estaria pensando num plano B? Não acredito, dado sua personalidade e histórico de jovem, quando era filiada a grupos dispostos a combater o regime militar. Mas o tempo é contra ela, pois o que poderá oferecer de alívio? Na economia ainda terá que piorar para melhorar, e isso pode acontecer num longínquo 2017. Seus aliados debandaram e para voltarem só pela moda antiga, é dando que se recebe. O PT por consequência vai se isolar cada vez mais, e mesmo assim imagino vários casos de membros que trocarão de partido, a la Marta Suplicy.

Alguns animais quando acuados, tendem a se defender atacando, mesmo que isso lhes custe a vida, é da sua índole, outros se paralisam jogando a toalha. A situação da Presidência poderá desembocar em algo semelhante. Se eu tivesse que apostar arriscaria que, caso isso aconteça, a Dilma optaria pelo primeiro modelo, para tanto precisaria do apoio de uma entidade de força, que claramente não é o MST, como Lula, anunciou em mais uma de suas bravatas. Não sei como as forças armadas se posicionariam, vale observar os movimentos nesse setor para o futuro.

Não estou querendo aqui especular com golpes ou coisa que o valha, mas como analista que sou, tenho a obrigação de fazer conjecturas, caso o que é esperado não aconteça avaliando seus impactos nos preços dos ativos. Por enquanto essa análise não passa de "wishful thinking", conhecido Também como "worst case cenario", bota "worst" nisso! Hahahaha ....

Já que o negócio é estatística, daqui algumas horas saberemos a decisão do FED e o que a Yellen vai falar na secção de perguntas e respostas. Uma pesquisa elaborada pela Bloomberg com os economistas, perguntou sobre a manutenção ou não da palavra "patient", veja a seguir os resultados.

Que tal, parece com a pesquisa de popularidade da Dilma! Acho que a Yellen não tem saída, vai tirar a palavra, mesmo que à contra gosto, pois se ela manter teremos uma boa chacoalhada no mercado em breve.

No post recomendações-de-Lord-Rotschild, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...enquanto estiver abaixo de US$ 1.265, as chances de mais quedas continuam no radar, e se negociar abaixo de US$ 1.195, aumenta a probabilidade de níveis abaixo de US$ 1.135... Naquele post tracei também um cenário de mais longo prazo, onde espero uma alta do ouro em breve, quando os níveis citados forem atingidos ...uma queda até o redor de US$ 1.080/1.050 e depois a alta que estou esperando há um bom tempo...


Observem como o preço vem lentamente se aproximando do nível indicado acima de US$ 1.135, como se o mercado estivesse com "medo" de arriscar testar esse nível. Hoje a tarde poderá ser um catalizador nessa definição. Com a manutenção do"patient" haveria uma rejeição e o ouro deveria subir, sem essa palavra,    "Let´s the market speak"!

Deu a lógica, o FED tirou patient, mas a reação do mercado foi como se continuasse, uma vez que, o Comitê reforçou que para subir os juros, vai depender do dados a serem publicados. Eu escrevi os cometários sobre o ouro pela manhã, e a tarde, deu um salto de US$ 30 da mínima. Amanhã mais detalhes sobre a reunião do FOMC.

O trade que sugeri no post perspectiva-realista, relativo aos juros de 10 anos, foi executado ...A sugestão é vender com juros entre 2,00%/1,95% a.a, com um stoploss a 1,84% a.a.... 

Fiz uma correção no post de ontem, no comentário ocorrido no Banco Tendência, O colega a que me refiro, me alertou que, a relação entre os juros e a prata eram inversas. Assim, naquele momento esperava-se que os juros caíssem fazendo a prata subir. O conclusão final continuou a mesmo, pois os juros caíram como o esperado,e a prata n]ao subiu. 

O SP500 fechou a 2.099, com alta de 1,21%; o USDBRL a R$ 3,2078, com queda de 0,97%; o EURUSD a 1,0877, com alta de 2,67% (Uallll ....); e o ouro a US$ 1.171, com alta de 1,91%.
Fique ligado!

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