Inflação: A Revanche

9 de dezembro de 2015

Chico Buarque: Continua atoa na vida...

Se tem algo que a idade reforça nas pessoas é perceber que não se entende de tudo. Como já bem dizia o renomado filosofo Sócrates ..."só sei que nada sei"... É verdade que nos dias de hoje, com tanto acesso às informações, temos nosso momento de "Google", achando que qualquer que seja o assunto, devemos ter alguma opinião. Nós engenheiros formados pela Politécnica, fomos até incentivados pelos professores a acreditar que eramos os melhores, sendo assim, não cometemos erros. Doce ilusão!

Se tem uma área que não entendo nada é música, gosto de ouvir quase todos os gêneros, mas é só isso. Nunca me meti a dar palpites.

É inegável que o cantor e compositor Chico Buarque é muito bom no que faz, ou melhor, era. Seu auge aconteceu nos anos 70, onde o ambiente dominado pelos militares fazia com que os jovens tivessem uma reação contra esse regime. Suas músicas versavam sobre esse tema. No festival da Record ganhou o prêmio com a música A Banda, foi um sucesso. Foi nesse período que lançou a maioria de suas músicas. Mas o que de novo ocorreu nesta última década? Pouca coisa, mais do mesmo. Tanto é verdade que, na maioria de suas apresentações recentes canta seus sucessos antigos.

Mas o Mosca não tem como objetivo analisar a carreira musical de quem quer que seja, pois recairia no erro que comento acima, por outro lado, não acho que o Chico deveria se meter em política, principalmente agora que o PT que ele idealizou, simplesmente desmoronou. Ontem ele esteve presente juntamente com 16 Governadores, para dar apoio a Presidenta Dilma, num ato contra o impeachment. Mais uma vez, ele é chamado para socorrer em momentos críticos e mostra seu apoio.

Eu tenho visto isto se suceder e hoje bateu meu stoploss! Se tudo o que vem ocorrendo não é suficiente para que ele questione seu idealismo, é porque deve existir outros motivos: ou por interesses pessoais, ou porque é ingênuo e age na antítese da frase: ... "Si aí govierno yo so contra"...; ou porque parou no tempo.

Ontem fui convidado a participar de uma exposição sobre Propostas para Integração Internacional da Economia Brasileira, no CDPP - Centro de Debate de Políticas Públicas. É um trabalho fabuloso que alguns economistas de renome, como Afonso Celso Pastore, Alan Goldfajn entre outros, e alguns empresários. Sobre esse tema eu não sou um grande conhecedor, mas vou compartilhar com vocês alguns slides para que entendam o porquê fiquei P$#O, ao final da palestra.

Vejam no gráfico a seguir, o grau de abertura da economia brasileira quando comparado a de outros países. Notem que não são somente países desenvolvidos, existem vários emergentes.

O próximo é sobre a participação na exportação de manufaturados, onde destaquei o Brasil em vermelho. Vejam que o Vietnã, em poucos anos, já nos ultrapassou.
O um dos motivos apontados por esse "desastre" externo é consequência das tarifas elevadas implementadas nestes últimos 20 anos, cujo objetivo foi o de "proteger"  a indústria local.

Enquanto os outros países encontram-se num processo de liberalização do comércio, aplicando tarifas próximas de 0%, o Brasil vai na contramão, elevando-as. Esse assunto já se tornou obsoleto nas discussões de acordos bilaterais, o que se discute agora são as regras, ou seja, a capacidade para definir padrões e normas aplicáveis ao comércio e investimentos internacionais.

E existem muitas outras métricas que não apresentei aqui, mas todas indicando a obsolescência da política de comércio adotada por esse governo do PT. Acredito que essa modernidade é contra os objetivos desse partido, a de se perpetuar no poder. Com alíquotas baixas, não teriam o que dividir!

Então Sr. Chico Buarque está orgulhoso desse governo? Acho que dentre as hipóteses que levantei, prefiro acreditar que ele, ..."estava continua atoa na vida"...!

No post papai-diginel, fiz os seguintes comentários sobre o SP500: ...O SP500 está se "equilibrando" na linha azul indicada na figura, e aproxima-se de uma área tecnicamente de muita importância, entre 2.120 - 2.140. Os dados de momentum são positivos para a alta. Caso haja o rompimento desses níveis, a bolsa poderá subir expressivamente...

Logo em seguida, a bolsa sofreu uma queda e agora se encontra na parte inferior da linha azul, citada acima. O gráfico a seguir, foi elaborado com um intervalo mais curto, e permite uma visualização mais clara de uma possível alta.
Tenho a impressão que, até que a decisão do FED seja anunciada na próxima quarta-feira, o SP500 deverá ficar contido no triângulo traçado acima. E o que tudo indica, deveria subir depois disso. Esse é o cenário que se visiona do ponto de vista técnico. Lembro vocês, que triângulos tendem a romper no mesmo sentido que o do movimento imediatamente anterior, em 2/3 dos casos. 

Agora, se isso ocorrerá porque o FED vai subir os juros ou não, a análise técnica não tem como projetar. Os mercados indicam 80 % de chance para que isso ocorra, mas a situação dos países emergentes e suas empresas, estão indo de mal a pior. Todos os dias, uma nova companhia vinculada a esses locais, tem suas ações com quedas constantes. Será que o FED levará isso em consideração? Acho difícil, a não ser que algo grande aconteça até lá.

Ontem havia proposto uma operação de compra de euro, caso tivesse caído: ... Eu vou arriscar uma compra, conforme o gráfico abaixo, com os seguintes parâmetros: 50%  a 1,076 e os outros 50% a 1,071, com um stop a 1,063...Como a moeda única acabou não retorcendo a estes níveis, vou cancelar este trade. 

Embora estivesse na "ponta certa", não foi possível desta vez, mas pelo menos não estamos correndo atrás do prejuízo como ampla maioria do mercado.

O SP500 fechou a 2.047, com queda de 0,77%; o USDBRL a R$ 3,7490, com queda de 1,20%; o EURUSD a 1,1026, com alta de 1,21%; e o ouro a US$ 1.073, com queda de 0,12%.
Fique ligado!

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