Inflação: A Revanche

18 de dezembro de 2015

Real

Parece que o Ministro, ou melhor, o ex-Ministro, resolveu colocar para fora parte de suas mágoas. Ontem na reunião do CMN, parecia uma festa de despedida onde dizia uma frase aqui, outra ali que já não estaria presente na próxima. Não queria deixar em off, era para todo mundo saber.É compreensível sua angustia, pois daqui em diante só teria down-side.

O boato é que o Ministro do planejamento, Nelson Barbosa, assumiria o comando. Em todo caso, se enquadra nas características que defini no post ouro: ..."Eu me pergunto, que profissional competente aceitaria o cargo de Ministro da Fazenda, com a possibilidade de seu chefe ser demitido no curto prazo?"... Não preciso explicar! Hahaha...

Conhecendo um pouco o pensamento de Nelson Barbosa, podem esperar elevação da dívida, diminuição dos juros reais e aumento da inflação. Mas, por outro lado, atividade econômica estancaria a queda, lógico, pelo mal motivo. Como se diz em inglês, sua política será "Kick the can down the raod".

Agora a tarde, foi confirmado a saída do Ministro Levy, que será substituído por Barbosa. Acho que o conteúdo do Mosca vazou antes de sua publicação! Hahaha...

Um estudo interessante mostrou que países que não definem um valor para o salário mínimo, têm menos desemprego entre os jovens e, de uma maneira geral, do que os países que adotam essa política. Veja a tabela a seguir.

  OECD1
Embora pareça que, tecnicamente seja verdade que os últimos oito países não têm um salário mínimo oficial, todos eles empregam alguma forma de acordos coletivos, para garantir que seus trabalhadores recebam um tratamento justo.

Como esses salários mínimos são estabelecidos? Todos por acordos coletivos.

mark perry international
Assim, de fato, parece que países com uma política pro-trabalhador, estão se dando melhor do que os países que fixam o salário unilateralmente.

Já estou de malas pronta, ou melhor quase, depois de terminar o post! Mas deixei por último a análise do real, pois sei que é de interesse de muita gente. Marketing! Hahaha...

Diferentemente dos outros ativos, no real só tenho um, o outro vou só mencionar durante a explanação abaixo, mas a considero, de probabilidade baixa.

No curto prazo, no post a-disputa-de-pênaltis, comentei: ..."A ruptura do nível de R$ 3,70 é crucial para que os objetivos que tracei possam ser alcançados - inicial R$ 3,65 e depois R$ 3,45/3,50. Caso contrário, poderá ter mais uma pequena alta antes. Minha sugestão de trade fica válida, desde que, o nível de R$ 3,70 não seja rompido, caso contrário fica cancelado"... Embora o real tenha subido acima de R$ 3,70, para quem quiser, eu retornaria o trade de venda de dólar:... "é razoável supor uma alta até os níveis de aproximadamente R$ 4,00, onde sugiro a seguinte estratégia de trade na venda de dólar: 1/3 a R$ 3,97, 1/3 a R$ 4,00 e 1/3 a R$ 4,03, com um stop em toda posição a R$ 4,10"...  Mas não esqueça que vou estar viajando, mas em todo caso vou publicar caso se isso acontecer. Mas o recado mais importante que quero deixar, é que no curto prazo espero uma queda para os níveis de R$ 3,65 e depois R$ 3,45/3,50.

Numa visão de mais longo prazo, veja no gráfico a seguir, o que eu imagino para o dólar contra o real.
Uma queda até R$ 3,65, ou R$ 3,45/3,50 para depois uma nova rodada de alta do dólar. Antes de definir os níveis desta alta, vamos nos aprofundar, e se o dólar continuar caindo abaixo de R$ 3,45? Até R$ 3,10 é possível, e na verdade não ficaria surpreso, tecnicamente encaixa, mas não quero apostar nisso, ao contrário, vamos estar pensando em níveis de compra. Agora abaixo de R$ 3,00, principalmente no rompimento da linha azul, alguma coisa aconteceu para mudar muito de como o Brasil está. Posso ver dois argumentos para tanto: Cenário "brochou" definido no post us$-The-return, e/ou uma enxurrada de imposto proveniente da anistia. 

Continuando com meu cenário mais provável, em supondo que o dólar ultrapasse o nível de R$ 4,25, o próximo ponto é R$ 5,10, e se ultrapassar, o próximo nível seria R$ 6,10. Implicando uma alta de 30% e 56% sobre os níveis atuais. Mas tudo isso no tempo, não necessariamente em 2016.

Bem, como eu mencionei, o Mosca vai pegar a carona do recesso parlamentar e não haverão publicações diárias até 18/01/2016. Lógico que sempre pode ter algum assunto que mereça destaque, ou ainda, para atualizar o trade de alta juros que continua em aberto a-put-de-levy.













Boas Festas e Feliz Ano Novo!

O SP500 fechou a 2.005, com queda de 1,78%; o USDBRL a R$ 3,9809, com alta de 2,65%; o EURUSD a 1,0864, com alta de 0,36%; e o ouro a US$ 1.065, com alta de 1,37%.
Fique ligado!


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