Inflação: A Revanche

2 de dezembro de 2015

Torcida contra

O título do post hoje tem uma interpretação dupla, primeiro é sobre a final da Copa Brasil, entre Palmeiras x Santos. Como o jogo é no estádio do Palmeiras, hoje sou torcida contra. O Santos poderia ter liquidado a fatura, não fosse um pênalti que bateu na trave e um gol incrivelmente perdido no último minuto. Mesmo assim, continua com a vantagem do empate. Os palmeirenses se consideram injustiçados, pois dizem que o juiz do último jogo não usou do mesmo critério ao marcar o pênalti a favor do Santos, e não o ter feito a favor do Palmeiras em outro lance semelhante. C'est La Vie! Vamos Santosssssssssss...

O outro motivo é relativo aos meus comentários de ontem sobre vários analistas que enxergam perigos na bolsa americana. Resolvi colocar alguns deles. O primeiro a seguir, mostra como se sucederam as altas e baixas do SP500, desde o ano de 1871, ajustados pela inflação.

o gráfico é, de certa forma, auto explicativo. Os períodos em azul representam as altas, e em vermelho as baixas. A percentagem expressa nos extremos, de alta e baixa, indicam o distanciamento em relação a média do movimento de longo prazo - linha vermelha.

Outro parâmetro que é muito usado no mercado de ações é o P/L, que é o preço da ação divido pelo seu lucro. No gráfico a seguir, o P/E10, são os lucros "reais" calculados como uma média ajustados pela inflação, nos últimos 10 anos.
O gráfico acima é uma análise percentil, colocando a valorização de hoje em relação a um contexto histórico. O mais recente calculo do P/E10, aponta estar no 92º percentil da série.

- David, mas quando a taxa de juros estava tão baixa como a atual? Este não seria um dos motivos?
Gostei do tom sério da pergunta, ela é valida. Para responder, veja o gráfico a seguir, onde compara o P/E10 com a taxa de juros de 10 anos dos títulos do governo americano.

Note que existiram outras épocas em que o juro estava tão baixo quanto hoje, e os P/E10 eram inferiores aos atuais.

E para completar a série de gráficos, a seguir a comparação da expectativa do PIB pelo mercado e pelo FED de Atlanta.
Uma deterioração marcante pelo modelo que tem acertado bastante nos últimos tempos.

Então vai desistir de comprar a bolsa se ultrapassar os níveis que comentei ontem: ...aproxima-se de uma área tecnicamente de muita importância, entre 2.120 - 2.140. Os dados de momentum são positivos para a alta. Caso haja o rompimento desses níveis, a bolsa poderá subir expressivamente... Eu não!

No post pisando-em-ovos, fiz uma análise detalhada do Ibovespa, sugiro uma visita.  No curto prazo apontei dois cenários possíveis: ...está se formando um triângulo que vislumbra uma direção em seguida... ...Com isso em mente, minha preferência pelo cenário A aumenta, uma vez que a probabilidade de acontecer é de 67%. Aguardem movimento em breve...
Depois de todos os acontecimentos dos últimos dias, o Ibovespa está cada vez mais próximo dos 42.700, que se rompido, irá finalmente para o objetivo que venho anunciando a um bom tempo, entre 39.000 - 40.000.
No gráfico acima, a área apontada em vermelho, 43.500 - 42.700, se rompida, abre caminho para os níveis que sugeri. Independente do que acontecer, prisões de mais políticos e até de figurões, que são tão esperados, nesses níveis o Mosca passa a ser comprador. Lógico que não vou entrar de cabeça, com parcimônia e stops curtos. Mas ainda faltaria uma queda aproximada de 12,5%. Vamos com calma!

O SP500 fechou a 2.079, com queda de 1,10%; o USDBRL a R$ 3,8334, com queda de 0,59%; o EURUSD a 1,0612, com queda de 0,18%; o ouro a US$ 1.052, com queda de 1,53%.
Fique ligado!

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