Inflação: A Revanche

15 de dezembro de 2015

Euro

As commodities continuam em seu movimento de queda, e agora estão levando consigo os títulos denominados de high_yield_bond, que são os bonds que pagam juros mais elevados por terem um risco maior de default. Existe alguns índices que medem este segmento, é um dos mais conhecidos é o BofA Merrill Lynch US High Yield que é composto de uma carteira teórica composta com esse tipo de papel. Atualmente os juros ponderado dessa carteira é da ordem de 9% a.a., em dólares. Veja o gráfico a seguir.
 
A empresa de consultoria Macquire Research, enviou uma nota a seus clientes com a seguinte pergunta: ..."Estamos num momento Bear Stearns?"... O motivo desta dúvida, é apontado por essa empresa em função das reuniões que tem mantido com seus clientes recentemente, dizendo que os investidores estão sofrendo uma excepcional dose de ansiedade, com limitada convicção sobre as principais ideias de trade. Comparando com os anos anteriores, a convicção é a menor já vista desde 2008-2009.

Outro fator comentado por seus clientes, é sobre a elevada volatilidade no mercado de High Yield, sugerindo que a explosão no nível de risco desta classe de ativos é equivalente ao colapso do Banco Bear Stearns, o precursor da crise financeira global.

Essas observações são consistentes com o que se observa nos gráficos que, apontam muitas indecisões nos mercados mais importantes.

Hoje o comentário é sobre o euro, e como não poderia deixar de ser também, existem cenários alternativos. Os gráficos que vou mostrar são com dados trimestrais, ou seja, de realmente longo prazo. O objetivo é que se tenha uma visão mais clara do movimento. Dois detalhes importantes do gráfico a seguir chamam a atenção, primeiro que o euro começou a ser negociado em junho de 2000, assim, as cotações anteriores são uma projeção em função da composição inicialmente fixada, segundo que o eixo vertical está em escala logarítmica, para uma melhor visualização.

Antes, queria anotar algumas igualdades que se apresentam. Como destacado no gráfico, os períodos 1 e 2 têm as seguintes características comuns: Os movimentos de alta além de terem um prazo semelhante, têm também uma mesma extensão; segundo se tiverem uma mesma retração, o euro deveria atingir o nível de 0,85. Guardem esse número, vou citar mais adiante.

Vou começar pelo cenário coincidente com o "brochou", comentado no post us- the-return?. Veja a seguir como poderia ser esta configuração.
Inicialmente a moeda única chegaria a 1,25. A partir daí, se houver o rompimento da linha vermelha, o euro poderia subir ainda mais. Mas é acima de 1,40 que a probabilidade de atingir níveis históricos - 1,60, aumenta consideravelmente.

Sei que olhando de hoje parece "sonho de uma noite de verão", mas do mesmo modo que o dólar estava virando pó em 2011, não se pode descartar nada nunca.

Não é correto tentar montar um cenário em função do que se espera dos mercados, mas a título de pensamento, a situação acima poderia se concretizar através de um descrédito no dólar, por alta da inflação, ou problemas Geo políticos, sei lá o motivo!

Vamos agora ao cenário mais provável que é By the Books".
O rompimento da linha inferior vermelha é ao redor de 1,04, onde três tentativas recentes foram abortadas. Notem que no passado, foi nesta confluência que o euro subiu de 0,82 para 1,60, quase 100%  em 10 anos. Se rompido, o objetivo para esse cenário seria próximo da paridade.

Mas a queda pode não parar por aí, assim entraríamos no próximo cenário "Behind the Curve" 
Notem que este cenário é uma extensão do outro, ou seja, não necessariamente o euro irá reverter a tendência se chegar a paridade, poderá cair mais. O nível de 0,85 apresenta uma coincidência numérica com o movimento anterior que mostrei no início (1).  Porém é o nível de 0,82 que seria crítico, que se rompido, o euro poderá atingir 0,65.

Nesta situação nem pensem em viajar para os USA, vai parecer o Japão de hoje. O que vai sobrar será curtir o Champs Elysee! Hahaha...

O SP500 fechou a 2.043, com alta de 1,06%; o USDBRL a R$ 3,8711, com queda de 0,14%; e o ouro a US$ 1.061, sem variação.
Fique ligado!

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