Inflação: A Revanche

4 de dezembro de 2015

Nietzsche estaria morrendo de rir

Agora eu entendo porque minha cunhada, que é Doutora em Filosofia, idolatra Nietzsche. Há mais de cem anos que ele faleceu, e até agora as pessoas não entenderam uma de suas importantes frases: "É melhor alguma explicação que nenhuma". Naturalmente, está implícito que não se deve acreditar nas explicações que justifiquem movimentos de mercado inesperados ex-posti. 

Hoje duas manchetes dos jornais corroboram a ideia do Filosofo, a primeira em que justificam a inesperada alta do euro pelo fato do Super Mário frustar o mercado, a segunda que a abertura do processo de impeachment da Presidenta Dilma foi a razão para a queda do dólar e alta do Ibovespa.

Inicialmente, vejamos o caso do ECB. É verdade que não houve alteração nos juros de mercado, ficou estável, porém o ECB diminuiu os juros para os depósitos que os bancos deixam no ECB, em menos 0,10% para -0,30% a.a. (negativo). Além disso, estendeu os prazos para novos helicópteros.

Vocês acham que foram retirados estímulos ou foram aumentados? Aumentados!

No caso local, gostaria de encontrar alguém que dê mais de 30% de chance para a Dilma perder seu mandato. Como citei no post de ontem, eu acredito que só com movimentos de rua para que o impeachment se concretize.

Houve alguma mudança para solucionar nossa situação política? Muito pouca, uma luz no fim do túnel.

Então o que justificou os movimentos mais fortes? Preço! Acho que, se Nietzsche fosse vivo, poderia ser um bom operador de mercado! Hahahaha...

Para quem acompanha o Mosca nesses últimos quatro anos - rumando as 100.000 visitas, quando essas situações acontecem sabem que as justificativas não condizem com a realidade.

Hoje será anunciado o desemprego nos USA, conforme o resultado farei um comentário no final do post. Mencionei esta semana, que existem vários analistas que não estão otimistas. Um deles publicou uma matéria com 11 gráficos que chamou de "Alarm bells". Eu selecionei alguns deles.

O preço do cobre despencou para $ 2,04, e a última vez que isso aconteceu foi logo antes da queda da bolsa em 2008.


O número de falências corporativas subiu ao nível mais elevado depois da recessão de 2008. Este é um problema enorme, uma vez que, o volume das dívidas dobrou desde aquela data.


A Indústria está contraindo na maior velocidade que se tem visto desde a última recessão.

A velocidade de circulação da moeda caiu a um nível muito baixo. Nem durante os momentos sombrios da última recessão estava tão deprimido.
1-TMS-2, annual rate of growth
Fazendo um paralelo entre o que acorreu com os títulos denominados de High Yield e o SP500 em 2008 e agora, parecem muito semelhantes.

Isso é importante, porque esses títulos começaram a cair antes das ações, e agora a queda se dá no menor ponto depois da crise de 2008.

- David, mudou de ideia?
Não, embora as bolsas tenham caído ontem, mantenho o que escrevi no post papai-diginel!

Temos uma posição nos juros de 10 anos americanos, acreditando que irão subir. No post mais-helicópteros-nos-usa, fiz os seguintes comentários: ...O gráfico a seguir dá uma ideia mais abrangente do objetivo que estou tentando alcançar. Apontei em vermelho no gráfico os pontos assinalados como targets e stoploss. O nível de 2,4% passa a ser importante para abrir a porta dos objetivos do Mosca...
Por pouco não fomos stopados, os juros atingiram a mínima de 2,14% e a partir daí voltaram a subir.
Quero chamar a atenção para dois fatores interessantes do ponto de vista técnico, observem que a mínima foi atingida exatamente na reta em azul que foi rompida em outubro; e segundo que foi no encontro das médias móveis. Tudo isso, dá mais força para a alta, caso o nível de 2,40% a.a. seja ultrapassado. Vamos lá Yellen!

Os dados de desemprego ficaram levemente superiores ao esperado - 217.000 novas vagas. A expectativa do mercado era de 190.000. Pode-se considerar positivo, deixando o caminho aberto para o FED agir.

O SP500 fechou a 2.091, com alta de 2,05% Uallll...; o USDBRL a R$ 3,7506, com queda de 0,20%; o EURUSD a 1,0870, co queda de 0,62%; o ouro a US$ 1.086, com alta de 2,26%.
Fique ligado!

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