Inflação: A Revanche

10 de dezembro de 2015

"Na moita"

Hoje o Mosca vai ser mais enxuto, tenho alguns compromissos durante o dia. Aproveitando, queria informar que, como de costume, entramos de férias do dia 21/12 voltando às publicações normais dia 18/01. Por outro lado, meu ferramental estará disponível durante este período, e posso publicar caso haja necessidade. Fiquem de olho, pois assunto não falta!

Quanto ao tema para o próximo ano, já tenho praticamente definido, mas gostaria de refletir um pouco mais no assunto, provavelmente no final de semana vou publicar um post especial. Em conjunto, na próxima semana, a cada dia, vou postar minhas previsões de mais longo prazo, para cada um dos mercados que eu cubro. Tarefa desafiadora!

No mês de agosto, o BC Chinês tentou de forma atabalhoada uma correção de sua moeda em relação ao dólar. Como vocês devem recordar, foi um desastre, e poucos dias depois deu meia volta. Neste últimos dias a China orientou o yuan para seu nível mais baixo em quatro anos, uma vez que, o país lida com saídas de moeda e uma desaceleração econômica, enquanto tenta afrouxar o controle sobre a taxa de câmbio.

O BC Chinês está testando o quão longe pode deixar as forças de mercado, sem desencadear uma forte onda de vendas e incorrer em ira entre seus parceiros comerciais, ou seja, evitar o pânico de agosto último.

Os esforços desde então para firmar o yuan, têm sido custosos. As estimativas mostram que somente em agosto ele gastou US$ 130 bilhões para reforçar sua moeda, embora daí em diante esse volume praticamente reverteu.

O que aconteceu nos últimos dias, mostra uma intenção clara das autoridades que gostariam de ver uma depreciação ordenada e suave do yuan. Os dados desta última semana mostraram que as reservas cambiais da China caíram em novembro, para seu nível mais baixo em mais de dois anos, para US$ 3,44 trilhões.

Com as moedas dos países emergentes apresentando quedas diárias, a China percebeu que suas exportações começam a perder competitividade, uma vez que, ficou praticamente atrelada ao dólar. Parece que chegou a hora de, "na moita", aderir a esse movimento generalizado, em que a moeda americana vem passando. O grande problema é se o "dólar - dólar" precisar se desvalorizar contra ele mesmo, seria isso uma haraquiri? Hahahaha...

Hoje participei da reunião mensal da Rosenberg e pretendo comentar no post de amanhã o labirinto que nossa economia se encontra. Não perca!

O SP500 fechou a 2.052, com alta de 0,23%; o USDBRL a R$ 3,8111, com alta de 1,65%; o EURUSD a 1,0940, com queda de 0,78%; e o ouro a US$ 1.071, com queda de 0,18%.
Fique ligado!

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