Inflação: A Revanche

17 de dezembro de 2015

SP500

O FED finalmente aumentou a taxa de juros para 0,25% a.a. Seu comunicado foi exatamente o que o mercado esperava. Sendo assim, o que era para ser um risco elevado, acabou não tendo nenhum impacto relevante, o mercado reagiu sem volatilidade. Por esse lado, a "professora" Yellen fez um trabalho muito superior ao Super Mário, quando da última reunião do ECB.

O gráfico a seguir espelha bem como o mercado reagiu, quase não se percebe a diferença na projeção das taxas de juros de mercado nos próximos 12 meses, antes ou depois da reunião.



Entretanto o mercado ainda tem uma projeção dos juros que difere significativamente das do FED. Os pontos do gráfico a seguir são as respostas de cada um dos membros que votam. Notem que em relação às médias, houve um pequeno recuo nas taxas depois de 2016. Mas o que mais chama a atenção, é a diferença em relação aos mercados. Em resumo, o mercado está mais para o cenário "brochou", enquanto o FED "By the Books"  dentro do que eu coloquei como o tema para 2016 us$-The-return.


Em termos de crescimento, a autoridade monetária não espera nada espetacular, e a cada reunião diminui suas expectativas, ficando agora cravada em 2% a.a. Se isso será suficiente para manter em equilíbrio nos já elevados níveis das bolsas, só o tempo dirá.


Hoje o comentário é sobre o SP500, posso adiantar que não tenho nenhum cenário de preferência. Para que vocês entendam a razão, eu incluí um gráfico que publico de tempos em tempos, e como está escrito nele, a resposta de bilhões de dólares ainda não foi respondida, veja a seguir.
Não é a toa que já faz mais de um ano que o SP500 fica rondando esta área.

Em todo caso, sou pago para dar minha opinião. Existe um ponto para um cenário de alta que venho repetindo insistentemente, e enquanto ele não for ultrapassado, não tem aposta neste sentido.
2.120! Se o SP500 ultrapassar esse nível, o próximo nível seria aproximadamente 3.000, uma alta expressiva de 40% para os próximos anos.

Mas caso não consiga romper os objetivos não tão de longo prazo para a queda, estão apontados no gráfico abaixo.
O primeiro indicador seria uma queda até 1.900 que, se ultrapassada, levaria o SP500 para 1.850, depois 1.750 e por último 1.650.

Eu não vou repetir novamente a dificuldade de ser obrigado a fazer uma projeção numa determinada data, mas esse é um caso típico onde o mercado pode ter movimentos importantes, porém sem ter uma definição ainda. Mas eu tenho uma boa notícia, basta acompanharem o Mosca, uma vez que, estas são situações temporárias e em algum momento o mercado achará seu rumo.

O SP500 fechou a 2.041, com queda de 1,50%; o USDBRL a R$ 3,8761, com queda de 0,19%; o EURUSD a 1,0819, com queda de 0,86%; e o ouro a US$ 1.051, com queda de 2,08%.
Fique ligado!

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