Inflação: A Revanche

8 de dezembro de 2015

O Brasil está gordo?

Se sua mulher, namorada, ficante, pretendente, ou qualquer outro substantivo que represente a relação entre duas pessoas, perguntar: "estou gorda?", pode estar certo que qualquer que seja sua resposta, não vai agradar. Se responder que está gorda, você vai levar a culpa, ouvirão repostas do tipo: "você está querendo me colocar para baixo, a fulana mulher de seu amigo está um bonde, tem muitos homens que não acham, e etc..." Se, por outro lado, responder que não: "você está mentindo, não se incomoda comigo, e etc...". Jogo perdido!

Vocês já devem estar cansados de meus alertas sobre o preço das commodities e das preocupações que isso acarreta nos países emergentes, onde nós nos encaixamos. Mas sinto dizer que, elas continuam a cair e a cada dia uma nova mínima é atingida, ontem foi a vez do petróleo, que negociou abaixo da marca de US$ 40, níveis equivalentes a 2005.

O Banco JP Morgan realizou um estudo para saber que países estão em zona perigosa em função de seus compromissos cambiais, e outras métricas importantes.

Uma métrica comum para avaliar a adequação das reservas cambiais, é olhar para a dívida externa. As reservas de países com uma maior proporção de passivos externos em moeda estrangeira são percebidas a ser mais vulneráveis, particularmente se esses passivos têm vencimento determinado riscos de sobreposição de curto prazo. Destacamos que, no agregado, o perfil da dívida externa de curto prazo que parece administrável, em relação às reservas de FX. Existem alguns países que parecem mais arriscados do que outros?

O FMI prevê a separação entre a dívida em moeda nacional e estrangeira por vencimento, para a maioria dos países. Normalmente, a maior parte da dívida externa é denominada em moeda estrangeira. Os países com dívida elevada proporcionalmente em moeda local e externa (mais de 30%) incluem a Índia, República Checa, México, Polônia, Tailândia e África do Sul. Na Figura 6, olhamos para as reservas como uma proporção de ambos, dívida externa de curto e longo prazo, em moeda estrangeira, quando disponível. Esta proporção é elevada para a dívida de curto prazo, ou seja, mais de 100%, na Argentina e Turquia. Países que parecem vulneráveis ​​sobre a dívida externa total, incluindo dívida de longo prazo são a Argentina, Turquia, Hungria, Indonésia, Polônia, México, África do Sul e Brasil.

Além da dívida externa de curto prazo, para captar as necessidades de refinanciamento de curto prazo, eles aumentam sua métrica com as exportações, Podemos ver isso na razão de adequação de reserva na Figura 7, que apresenta a proporção de reservas para uma média ponderada de dívida de curto prazo, as receitas de exportação e alguns passivos estrangeiros. As reservas no nível de 100% - 150%, são consideradas em grande parte, medida adequada para fins de precaução. Em sua medida, os países que aparecem abaixo da faixa recomendada são a Malásia, África do Sul e Turquia.


Parece que este estudo não aponta o Brasil em situação crítica, existem vários outros em condições mais dramáticas, principalmente se a situação continuar a se deteriorar. Mas então, porque o real tem sido tão castigado? A reposta é claramente a situação política, que a cada dia, piora. Acho que se fosse uma telenovela sobre o tema, não poderia ter sido melhor.

- David, e porque a sua pergunta se o Brasil está gordo?
Por semelhanças de situações. Se você perguntar se a situação cambial do Brasil está "gorda", utilizando o estudo acima, poderia dizer que não, mas do ponto de vista político sim. Logo, como no caso feminino, o melhor é não responder!

O Presidente Obama resolveu agir, na última semana fez um pronunciamento á população americana, onde se comprometeu a eliminar o ISIS. É uma colocação ambiciosa, pois não parece ser algo muito fácil de conseguir. Mas como também, tem menos de 12 meses no cargo, o problema será do próximo Presidente. Sempre achei que ele é fraco, fez um governo "sem sal". O gráfico a seguir é a evolução do preço  das ações da Smith & Wesson, fabricante de armamentos. Coincidência ou não, sofreu forte valorização neste governo, multiplicou por 10!

 
No post na-corda-bamba, fiz os seguintes comentários sobre o euro: ...Entre a mínima do dia a 1,0525 para a máxima a 1,0980, o euro oscilou 4,3%, e fez a desgraça dos vendidos. Vou esperar mais algumas horas e decidir se fazemos uma posição especulativa na compra de euro...
Ainda não é muito claro, do ponto de vista técnico, qual é o caminho que o euro vai seguir, se vai subir para os níveis de 1,15, ou se ruma a novas quedas abaixo de 1,045. Eu vou arriscar uma compra, conforme o gráfico acima, com os seguintes parâmetros: 50%  a 1,076 e os outros 50% a 1,071, com um stop a 1,063. Arriscando perder 1%. Espero que o Super Mário, não dê nenhuma declaração por uns tempos, pois se o fizer, será como os últimos comentários de mea culpa. Vai curtir seu Nintendo! Hahaha...

O SP500 fechou a 2.063, com queda de 0,65%; o USDBRL a R$ 3,7947, com alta de 0,74%%; o EURUSD a 1,0893, com alta de 0,21%; o ouro a US$ 1.074, com alta de 0,53%.
Fique ligado!

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