2018: Vestibular Político

8 de novembro de 2018

O Psicopata!



Trabalhando no mercado financeiro se aprende a conviver com psicopatas. Não que eles não existam na sociedade, mas pelo fato de ter que acompanhar os governantes, cujas suas decisões têm impacto nos seus investimentos. Também, é nessa categoria onde mais se encontra esse perfil psicológico, tornando mais rotineiro para nós.

Fui buscar a definição mais científica - “Psicopata é a designação atribuída a um indivíduo com um padrão comportamental e/ou traço de personalidade, caracterizada em parte por um comportamento antissocial, diminuição da capacidade de empatia/remorso e baixo controle comportamental ou, por outro, pela presença de uma atitude de dominância desmedida. Esse tipo de comportamento agonista é relacionado com a ocorrência de delinquência, crime, falta de remorso e dominância, mas também é associado com competência social e liderança. A psicopatia, descrita como um padrão de alta ocorrência de comportamentos violentos e manipulatórios”. – Grifo do Mosca.

Tenho certeza que qualquer um de nós já se deparou com alguma pessoa que tem essas características. A título de exemplo, acredito que localmente ninguém suplanta o Lula, ele vai morrer dizendo que o tríplex do Guarujá e o sitio de Atibaia não são seus, e notem, isso é o que apareceu até agora.

Mas nada ultrapassa ao Presidente Trump, mesmo não vivendo nos EUA, somente pelas notícias e aparições públicas permitem classifica-lo como: O psicopata!

Ontem os americanos souberam dos resultados das eleições para Câmera dos Deputados, Senado e governadores. Os democratas ganharam maioria na Câmera enquanto os Republicanos mantiveram o controle do Senado. O resultado final está sendo classificado pelos analistas como Gridlock – termo usado para uma situação com tremendo congestionamento de transito.

Os Mercados de ações subiram forte na quarta-feira sobre a expectativa, ou talvez a esperança, que a divisão do poder em Washington significará dois anos de paralisações políticas. Esse é provavelmente o melhor resultado possível de uma Casa Democrata.

Os democratas começarão desencadeando múltiplas investigações sobre todas as coisas que Trump teria, para manchar o presidente e sua família como corruptos e impedi-lo, se conseguirem material suficiente. Espere dois anos de vazamentos sobre as declarações de impostos de Trump, os negócios e os contatos de sua administração.

Quanto à política, Trump precisará da Sra. Pelosi – líder da minoria do Congresso, para aprovar o Nafta 2.0, elevar o teto da dívida e negociar um orçamento. Ela tentará extrair concessões de políticas, como um aumento de impostos para pagar obras públicas.

A Sra. Pelosi também tentará atrair Trump com ofertas favoráveis ​​ao aumento do salário mínimo, exigindo licença familiar e impondo controles de preço aos remédios controlados. Mas estes teriam consequências econômicas destrutivas e seriam votos difíceis para os senadores do Partido Republicano.

O Sr. Trump não tem uma política fixa na maioria dos problemas, então há um sério risco de que ele seja atraído para armadilhas anti-crescimento.

Com tantas diferenças e animosidades entre esses dois partidos, por que então o mercado ficou tão animado? A interpretação é que, com tantas discussões pela frente nos próximos dois anos, é provável que a estagnação nesses assuntos é melhor que deixar Trump fazer o que quer.

Agora a psicose do Trump é tão grande que ele acredita que os resultados foi uma tremenda vitória, com uma explicação sem nexo de que a perda da Câmera poderia ajuda-lo – nem vou me dar o trabalho em reproduzir seu argumento. Sobre a investigação relativo aos negócios de sua família lançou um tom de ameaça para quem tentar trilhar por esse caminho.

O pior de tudo é que ele acredita em seus argumentos, porém, a realidade é que o mercado prefere Trump com seus poderes o mais limitado possível.

No post falsa-segurança fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...” vou reintroduzir o trade de venda no nível de U$ 1.235 com stoploss a U$ 1.255” ... ...” Desde o início, não considero esse trade, um grande trade, não estou convencido. Por outro lado, os dados técnicos me sugerem um bom risco x retorno, dentro das premissas de Elliot Wave” ... Alguns dias depois do trade ter sido efetivado, resolvi zerar a posição o-cetisimo-do-mosca: “Pelo mesmo motivo, estou zerando também a posição de ouro” ...


Difícil essa vida de trader! Mas não se pode reclamar e muito menos deixar de alterar sua tática quando o mercado emite sinais no mínimo duvidosos. Lembrem que nunca faltará oportunidades, essa e outras não são as únicas.

Desde então, nada de muito interessante aconteceu com o metal. Como se pode verificar abaixo, o ouro está indeciso. Entretanto, se observa um comportamento nesse curto prazo, que beneficia mais, para quem está comprado. A cada movimento para cima, o ouro atinge níveis mais elevados (azul), e a cada retração, atinge níveis acima do anterior (vermelho). Essa tendência é denominada no jargão do mercado “Higher high – Lower low”.


Agora nada disso me motiva a entrar na compra, para dizer a verdade, não vou ficar surpreso se cair daqui em diante, nem se subir. Nesta situação, quero ficar fora, sem posição.

Tracei duas linhas divisoras que poderiam dar uma indicação melhor da direção que o ouro pretende. Acima de U$ 1.260 fica encorajador e calculo que U$ 1.360 seja o novo objetivo. Caso contrário, abaixo de U$ 1.180, poderemos estar rumando para testar U$ 1.130.

O SP500 fechou a 2.806, com queda de 0,25%; o USDBRL a R$ 3,7577, com alta de 0,70%; o EURUSD a 1,1358, com queda de 0,59%; e o ouro a U$ 1.223, com queda de 0,21%.

Fique ligado!

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