2020: O risco vai compensar?

16 de setembro de 2012

O mosca no divã


Quem já passou por uma secção de terapia Freudiana sabe porque deita-se no divã, para quem não sabe, o motivo é evitar que o contacto visual com o analista interfira nos seus pensamentos. Acho que a situação merece este cuidado, tenho que avaliar a realidade dos fatos sem prejulgamento.

Antes de começar, quero enfatizar como é importante o stoploss. É bem provável que, se eu não tivesse estabelecido este limite, poderíamos ainda estar em posições a cada dia aumentando os prejuízos, e o que é pior, na torcida esperando que o mercado virasse. Já comentei antes que os meus maiores prejuízos aconteceram quando por algum motivo, não fixei este número. Nunca deixem de usar, nunca!

Já há algum tempo, o gráfico do VIX está me intrigando, todas as vezes que atingia um patamar mais baixo, eu alertava acreditando que fosse subir, porém não foi o que aconteceu. Agora ele está nos níveis mínimos históricos. Abaixo estão os gráficos do SP500 e do VIX, onde busquei avaliar os períodos em que esteve nestas mínimas. Como podem notar, nestes últimos 22 anos, o primeiro aconteceu entre jun/92 até final de 96 e o segundo entre nov/2004 até nov/2007, vejam também que em ambos os casos, a bolsa subiu muito lentamente o que é esperado.


Busquei observar qual foi o comportamento das taxas de juros dos títulos de 10 anos. No primeiro período houve uma oscilação expressiva onde a taxa chegou a uma mínima de 5,5% a.a., até uma máxima de 8% a.a. (que saudades! Hahahahah.),  no segundo a flutuação foi menor, ficando entre 4% e 5% a.a.

Já na taxa de câmbio U.S.Dollar_Index, coincidentemente estavam no mesmo nível nos dois períodos, entre 80 e 90.
Quanto ao PIB, o primeiro período precedeu um dos melhores anos de crescimento da economia americana, entre 96 a 2000, enquanto no segundo período, logo em seguida, o PIB caiu culminando com a recessão de 2008.


Ou seja, existem períodos em que o mercado acionário fica com "dúvidas" sobre o comportamento futuro da economia, e aí permanece num compasso de espera até que o cenário fique mais claro. Esta situação se encaixa no momento atual, uma vez que é muito incerto o que ocorrerá daqui a 2 ou 3 anos, portanto é possível que o VIX entre neste estado "reflexivo". Acredito que a política expansionista adotada pelos BCs, dão mais sustentação a este argumento.

Entretanto fatores exógenos podem influir e muito neste quadro. São tantos os elementos de risco existentes hoje, Europa, China, Geopolíticos, para citar alguns, que provavelmente culminariam com a queda das bolsas e elevação do VIX.
É, não parece ser fácil embarcar no campo otimista!

Vou deixar vocês refletirem um pouco sobre estas minhas ideias. Como de costume, vou fazer minhas análises semanais, desta vez com uma visão mais agnóstica possível. Aguardem para breve atualizações sobre os ativos que acompanho.
Fique ligado!






Nenhum comentário:

Postar um comentário