2020: O risco vai compensar?

30 de setembro de 2012

Os números não mentem


O FED vem seguidamente intervindo através de mecanismos monetários, sem ter nenhum resultado econômico até o momento, a não ser ter evitado uma espiral deflacionaria com prejuízos letais.

O gráfico abaixo, vem sendo usado intensamente para mostrar a relação próxima entre as ações do BC americano e a bolsa, entretanto correlação não implica causa. Poderia ter algum outro motivo para esta espetacular performance desde 2009?


Vejamos intuitivamente o que ocorreu com os lucros das empresas.


Se existe uma ligação entre os vários helicópteros e os lucros, deveria aparecer nas receitas das companhias representadas no SP500. Entretanto as vendas cresceram somente 16,5% durante os últimos 3,5 anos, muito distante da valorização do SP500 que subiu 60%, deixando duvidas sobre esta relação de causa efeito.


O que aconteceu foi um espetacular aumento da produtividade, por conta de corte de custos de mão-de-obra. Como o FED está totalmente focado na criação de empregos, seria duvidoso ele considerar este salto na produtividade, como positivo na criação de novas vagas.

Alguns fatos recentes apontam para uma diminuição nos lucros:
  • Vendas quadrimestrais e lucros atingiram seus picos nos últimos 9-12 meses.
  • Os Lucros corporativos estão nas máximas históricas.


Desta forma, é perigoso assumir que as margens vão se expandir no futuro. De agora em diante, as empresas terão que crescer suas vendas para aumentar seus lucros, mas infelizmente a demanda está rateando.
Os salários americanos, atualmente nas mínimas dos últimos 50 anos, se comparados com o PIB, estão crescendo lentamente, tão lento que estão prejudicando os gastos dos consumidores. A inflação cresce a 1,7% a.a. enquanto este último a 1,2% a.a.

Abaixo o gráfico que compara a injeção de recursos do FED com os preços das Commodities, diferente do caso das ações, é difícil de encontrar algum argumento, que não o excesso de liquidez, para explicar esta alta expressiva. Considerando que as economias estão tendo crescimentos pífios, fica a dúvida, do porque as Commodities não caíram de preço.


O FED que aumentar o emprego, mas postos de trabalho não são criados do ar, e não parece que este momento é favorável. Mas salários baixos e aumento de inflação, podem perversamente agravar a situação do FED.
O BC americano tem a esperança, que haverá valorização dos ativos, através da bolsa de valores, imóveis e aumentos de salários, mas a nova realidade americana não ajuda.

  • As famílias diminuíram muito suas poupanças em ações desde 2007.
  •   Os imóveis caíram 30% desde 2006 e recentemente estavam nos níveis de 2003.
  • As dívidas imobiliárias declinaram somente 7,5%, desde 2008, e ainda existem 10,8 milhões de residências cujas dívidas são superiores ao valor do imóvel.

Agora que os USA, Europa e Japão injetaram "heroína" financeira necessária para compensar a irresponsabilidade dos políticos, deveríamos comprar ações? Os Investidores profissionais vão "puxar" as cotações para cima? 
O risco é que da mesma forma que os empresários, os investidores individuais fiquem mais cautelosos. Diferentemente do início de 2009, os seguintes fatores não vão mais contribuir positivamente:

·         Os Lucros estavam numa trajetória ascendente.
·         O petróleo em níveis muito inferiores.
·         Os salários nos USA tinham algum crescimento.
·         A Europa não estava em recessão.
·         A China estava crescendo fortemente.

Agora, por um minuto imaginem que os infinitos helicópteros não tem mais impacto nas bolsas e empregos, e o único efeito é elevar a inflação. Nesta situação somente Deus pode saber o que vai acontecer.

Este trabalho, de certa forma, tem relação com os dados técnicos que venho acompanhando. Em todo caso, seria prematuro apostar considerando estes argumentos, mas por outro lado reforça minha tese de não comprar títulos de 10 anos, fujam desta aplicação.

Acompanhem está semana o blog, pois se o ouro chegar próximo de US$ 1.750, vamos propor um trade de compra.
Fique ligado!

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