2020: O risco vai compensar?

1 de março de 2013

O euro não "veste" no Club Med


Não faz nem 24 horas que eu disse, que não adianta analisar os dados da Europa, e o que  importa é acompanhar os gráficos. Do ponto de vista de lucros é a mais pura verdade, mas não com uma visão analítica. 

Nos últimos meses uma "calmaria" se implantou na região, os bancos Espanhóis, Italianos e Franceses ficaram saudáveis do dia para noite, como num passe de mágica, as manifestações de ruas cessaram, sem a criação de milhares de empregos e os saques das praças mais fracas em direção a Alemanha estacaram. Tudo tranquilo....

Hoje foram publicados os dados mensais da pesquisa feita com os Gerentes de Indústrias, e basta bater os olhos para entender porque a União Europeia não pode dar certo.

Os  resultados abaixo da Itália não demonstram o menor esboço de reação, estão praticamente estável desde 2.011.
Este a seguir é ainda melhor, pois compara a França comanda por um Presidente que não disse a que veio e provavelmente não vai conseguir fazer nada a não ser bons discursos, e a Alemanha onde a eficiência é fantástica.

Estou anexando um link que mostra uma das linhas de produção da BMW, eu recomendo que vocês assistam até o fim, depois disso pensem como algum outro país pode competir.


De uma forma simplificada, como uma camisa small pode vestir num tamanho X-large? A cotação do euro para os produtos Alemães é baixa, pois sua tecnologia e eficiência suportariam uma cotação mais valorizada, por outro lado para a Espanha, Itália, Portugal, Grécia, França, é muito alta. Para este grupo extenso a única forma atual de tornarem-se competitivos seria uma queda de salário, não de 10%, mas de 50%, Ce ne pas possible! O Super Mario, com o aval da Alemanha, resolveu bancar o jogo, e inundar de helicópteros. Mas para uma economia “gorda” passar por uma dieta brava, só com a vontade do povo, e não é o que eles querem.

Desde que comecei o mosca venho enfatizando que o melhor para o Club Med seria abandonar o euro, é mais doloroso no curto prazo, mas com uma solução viável, mas não foi esse o caminho escolhido. Eu acredito que num futuro próximo está solução será ainda mais dolorosa, além do atrito ou riscos que estas discrepâncias podem gerar entre os países, que já tem um extenso histórico de guerras


O SP500 fechou a 1.518, com alta de 0,23%; o real a R$ 1,9788, sem alteração; o euro a 1,3020, com queda de 0,20% e o ouro a US$ 1.576, sem alteração.
Fique ligado!

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