2020: O risco vai compensar?

19 de março de 2013

Senta que o leão é manso


O assunto do dia continua a situação em Chipre, que aguarda a decisão de seu Parlamento de que forma os correntistas dos bancos serão taxados. Interessante também foi a advertência de um analista, Dennis Gartman, para que tomem muito cuidado como a máfia Russa, pois não existe a possibilidade de que se eles são roubados, os ladrões vão embora.

Ontem eu comentei sobre o risco de saques nos países do Club Med e li também que vários comentaristas respeitados acreditam nesta possibilidade. O gráfico a seguir já dá uma ideia da evolução dos depósitos nos países em questão. Como pode-se observar em relação aos Gregos, houve uma estabilização a níveis baixos, assim como os Espanhóis e Irlandeses. Em compensação os Cipriotas e Portugueses continuam a sacar. Algumas informações da imprensa sugerem que 3,4 bilhões de euros deixaram Chipre desde o final de janeiro, isto talvez seja uma boa notícia, pois provavelmente foram grandes depositantes que fizeram estes saques diminuindo o risco, apontado acima, dos Parlamentares!


Mudando de assunto, hoje começa a reunião periódica do FED, mas somente amanhã será publicado e anunciado o comunicado, nosso amigo Bernanke vai estar empenhado em acalmar os membros que estão mais preocupados com o excesso de estímulo e querem parar o programa mensal de compra de ativos, cujo valor é de valor de US$ 85,0 bilhões. Senta que o leão é manso! Hahahahah.....

O gráfico abaixo é interessante, mostra a evolução do SP500 e do índice CRB, que mede a evolução dos preços das commodities. É visível que o efeito neste último acabou mais cedo que para os índices de ações. Durante os dois primeiros programas de QE as commodities se apreciaram 25%. Entretanto, após o anúncio do QE3 em setembro de 2012, os preços deste índice caiu 7%, um aviso que eles são motivados por ciclos econômicos ao invés das injeções dos bancos centrais. De fato, somente as ações, parecem ser os únicos ativos que se beneficiam da abundância dos BC´s.


...“ Poderia ser simplesmente que existem outros fatores fundamentais que impulsionam as ações, como lucros corporativos sendo impulsionado em parte por deficits Governamentais enormes? E que o QE "efeito riqueza" é criação de nossas cabeças?”...

Será? Ou as bolsas estão “atrasadas” e daqui a pouco vão corrigir? Onda B, lembram?

O SP500 fechou a 1.548, com alta de 0,24%; o real a R$ 1,9867 sem variação; o euro a 1,2881, com baixa de 0,54% e o ouro a US$ 1.612, com alta de 0,50%.
Fique ligado!

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