Inflação: A Revanche

12 de junho de 2015

A montanha vai a Maomé

Os últimos dados publicados nos USA são mais animadores, parece que o efeito "frio" era verdadeiro. No post ferias-em-Cuba, eu propus uma solução que poderia ser colocada em prática, para resolver a queda do PIB no inverno americano. Vejamos o que de tão animador aconteceu. Naquele post inclui um gráfico que compara a previsão feita pelo Federal Reserve de Atlanta com a projeção dos economistas. Enfatizo que, o grau de acerto dessa unidade do FED, tem sido tão grande, que é a maior ameaça para o Mosca! Hahahaha...
As vendas no varejo recuperaram parte da queda que ocorreu no 1º trimestre, como se pode notar a seguir.
Quanto à previsão feita pelo mercado, de quando o FED deve começar a subir os juros, setembro próximo passa a ser a maior aposta, e se a Christine Lagarde do FMI não gostar, problema dela.
A mais recente atualização da comparação entre a projeção do PIB feita pela Federal Reserve de Atlanta e os analistas, mostrou um fato inédito. Frequentemente, o primeiro tem uma previsão mais baixa, e conforme o trimestre vai evoluindo o mercado vai ajustando para baixo. Desta vez, está acontecendo o contrário.

Assim, se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé! Dado o grau de acerto do FED, o PIB do 2º trimestre deverá ser publicado em agosto, e se for um número bom, as chances do FED mexer nos juros logo em setembro, são altas. Outro motivo que eu acredito será levado em consideração para este movimento, é que ele já foi tão discutido, e tão esperado, que a autoridade monetária vai pagar para ver, qual será o impacto. Minha opinião, é que será muito baixo, é como quando você já está preparado para levar um susto, e quando a ameaça vem, você dá risada!

A situação na Grécia está se complicando muito, A dupla pop star, continua enrolando e o FMI perdeu a paciência  retirando seus negociadores. Reclamou, que as negociações não estão andando. De pouca utilidade seria continuar discutindo esse assunto, pois depois de meses em que não se sabe qual a intenção do governo Grego, quem somos nós para dar algum palpite? O euro chegou a recuar nesses últimos dois dias, chegando hoje a mínima de 1,1150.

No post home-sweet-home, fiz os seguintes comentários: ...Se o euro romper o nível de 1,1280, estamos bem, aumentam, muito a chance de estar no caminho certo, por ouro lado, abaixo de 1,1030, fica perigoso, e não gostaria de ter posições... Naquele post, publiquei o gráfico abaixo.
Eu tinha imaginado que o rompimento do nível de 1,1280 nos colocaria em situação boa, mas vejam o que aconteceu desde então.
O euro rompeu aquele nível e, ao tentar ultrapassar 1,14, deu meia volta. Cometi um erro? Não ainda, pois também não fomos estopados. No post citado acima, veja que eu prudentemente liquidei parte da posição, num nível não muito favorável, considerando que atingiu 1,14: ...Vou sugerir a liquidação de 1/3 da posição nos preços atuais de 1,1205, e manter os 2/3 restante com o stop a 1,10...

Toda esta cautela deve ser seguida, quando o movimento de um ativo está corrigindo. Só se acerta o shape por sorte, pois existem muitas alternativas. Quando o movimento é de alta (baixa), aí é diferente, faz-se a posição, e pode tirar férias. Hahahaha ...., até parece!

O SP500 fechou a 2.094, com baixa de 0,70%; o USDBRL a R$ 3,1170, com ,65% de alta; o EURUSD a 1,1268, com alta de 0,11%; e o ouro a US$ 1.180, sem alteração.
Fique ligado!

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